Archive for 1 Crônicas

Filho mais velho

Já falei aqui sobre a importância dos registros genealógicos para o povo de Israel. Hoje, me limito a escrever sobre o comentário que o escritor de Crônicas fez a respeito de Rúben, o filho mais velho de Israel.

De fato, ele era o mais velho, mas, por ter desonrado o leito de seu pai, seus direitos de filho mais velho foram dados aos filhos de José, filho de Israel, de modo que não foi alistado nos registros genealógicos como o primeiro filho. Embora Judá tenha sido o mais poderoso de seus irmãos e dele tenha vindo um líder, os direitos de filho mais velho foram dados a José.
(1 Cr 5:1-2)

Rúbem não conseguiu manter seu direito de primogênito. Parecia fácil, afinal, ele era o mais velho… Mas quem diria… Não era o que bastava. Ele foi “deserdado” por seu pai, pois não foi digno de receber a herança em dobro, que lhe era reservada. Em vez disso, conquistou com seus atos inconsequentes a vergonha de ter sua vida registrada desta forma: “ele era o filho mais velhos, mas…”

Ser o primeiro, o mais importante, o mais rico, o mais inteligente, pode não significar nada se não prezarmos por este título e nos deixarmos tomar pelo excesso de confiança e pela arrogância. É preciso manter nossa posição, usando todas as nossas qualidades e vantagens para a glória de Deus, e buscando a cada dia ser um pouco melhor.

Um coração íntegro

Em oração, Davi pede ao Senhor: Dá ao meu filho Salomão um coração íntegro para obedecer aos teus mandamentos, aos teus preceitos e aos teus decretos. (1 Cr 29:19b)

“Um coração íntegro para obedecer aos teus mandamentos, aos teus preceitos e aos teus decretos” significa ser completamente dedicado a Deus. Isso foi o que Davi desejou para Salomão – que ele quisesse, acima de tudo, servir a Deus.

Você considera difícil fazer a vontade de Deus, ou considera ainda mais difícil estar disposto à fazê-la?

Deus pode lhe dar uma devoção sincera e se você crê em Jesus Cristo, esta benção já está acontecendo em sua vida.

Ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dEle.
(Fp 2:12-13)

* * * * *   * * * * *   * * * * *

Bendito seja o Senhor Deus, o Deus de Israel, o único que realiza feitos maravilhosos.
Bendito seja o seu glorioso nome para sempre; encha-se toda a terra da sua glória. Amém e amém. 
(Sl 72:18-19)

Sábio conselho

Salomão estava prestes a assumir o trono de Israel. O sucessor de Davi, escolhido por Deus (1 Cr 28: 5), ainda era muito jovem, mas tinha um grande desafio pela frente: liderar o reino de Israel.

Seu pai começa então a prepará-lo, com orientações, conselhos, pedidos, palavras de encorajamento… Em especial, um destes conselhos me chamou a atenção na leitura de hoje, porque serve para todos nós. Vejam só:

E você, meu filho Salomão, reconheça o Deus de seu pai, e sirva-o de todo o coração e espontaneamente, pois o Senhor sonda todos os corações e conhece a motivação dos pensamentos. Se você o buscar, o encontrará, mas, se você o abandonar, ele o rejeitará para sempre. (1 Cr 28:9)

Que belas palavras!
Leia novamente este versículo e substitua o nome de Salomão pelo seu. Este sábio conselho do rei Davi foi para Salomão, mas também para mim e para você.

FIQUE COM DEUS

Dons para servir

Havia muitas maneiras de se contribuir com a adoração no Tabernáculo. Proclamavam as mensagens de Deus (1 Cr 25:1), ofereciam ações de graças e louvores (1 Cr 25:3) e tocavam instrumentos (1 Cr 25:6-7).

Deus quer que todo o seu povo participe da adoração. Você pode não ser um mestre de música, um profeta ou um professor, mas Deus aprecia o que você tem a oferecer. Desenvolva seus dons especiais e ofereça-os na obra de Deus.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e esses membros não exercem todos a mesma função, assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros.
Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar, use-o na proporção da sua fé.
Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria. 
(Rm 12:4-8)

Um grande homem

O rei Davi foi um grande homem, mas seus feitos não teriam se concretizado se ele não estivesse cercado de outros homens, guerreiros, conselheiros e amigos (2 Sm 23:8-39, 1 Cr 11:10-47).

Um bom líder não se faz sozinho. Não somos reis, mas em nossas vidas às vezes estamos em posição de liderança, seja em nossa casa ou no trabalho, na escola… Nessas ocasiões devemos nos lembrar que sozinhos não alcançaremos o melhor resultado. Precisamos nos cercar de boas pessoas e aprender que trabalhar em equipe, com respeito e consideração com os que nos cercam nos ajudará a ir mais longe.

Agradecer por tudo

Davi desejava construir uma casa para a arca da aliança. Ele não se conformava por viver em um confortável palácio enquanto o próprio Deus, representado pela arca, habitava em uma simples tenda (2 Sm 7:2, 1 Cr 17:1).

Por meio do profeta Natã, Deus avisou Davi que não seria ele o construtor de um templo para a arca, mas sim o seu descendente, um de seus filhos, o faria (2 Sm 12-13, 1 Cr 17:11-12).

Davi poderia ter se entristecido com a notícia, afinal o seu desejo de construir o templo era grande e verdadeiro. Ele poderia ter questionado a decisão de Deus, afinal, porque não poderia construir o templo? Mas o rei Davi não lamentou, não chorou… Sabe o que ele fez? Orou a Deus agradecido por ter escolhido sua família para construir o templo e por ter estabelecido uma aliança com ela para sempre.

Mesmo diante de notícias contrárias à nossa própria vontade, devemos agir como Davi, com gratidão. Lamentar, chorar, espernear não vai ajudar, mas manter um espírito de louvor e adoração, agradecendo por tudo, sempre, trará alegria e serenidade às nossas vidas.

Sempre tenho o SENHOR diante de mim. Com Ele à minha direita, não serei abalado. (Sl 16:8)

Culto coletivo

E os levitas carregaram a arca de Deus apoiando as varas da arca sobre os ombros, conforme Moisés tinha ordenado, de acordo com a palavra do Senhor. (1 Cr 15:15)

Finalmente Davi conseguiria conseguiria pôr em prática o seu desejo: levar para Jerusalém a Arca da Aliança. Dessa vez, fez tudo certo e encarregou os levitas do transporte. Foi uma grande festa, um verdadeiro culto a Deus.

Mas, para que este culto fosse completo, não bastavam os carregadores. Outras funções precisavam ser supridas. E então foram escolhidos os músicos e os porteiros (estes últimos eram como vigias, que estavam ali para proteger a Arca do SENHOR).

Pode parecer que o trabalho de carregar a Arca nos ombros é mais nobre ou mais importante, mas o fato é que essa festa não seria tão especial se não fossem todos os demais que acompanharam o transporte, tanto os trabalhadores – músicos e porteiros – como também a audiência, ou seja, todos os que acompanharam o cortejo, cantando e louvando a Deus em harmonia.

Isso é cultuar. Ser parte de um grupo onde cada um exerce uma função de vital importância para que o ato de culto seja pleno. É bem verdade que o culto pessoal – aquele só você e Deus – é importante e imprescindível, mas nada se compara ao culto oferecido pelo corpo de Cristo, a igreja, em união. Isso porque juntos somos mais fortes espiritualmente e sustentamos uns aos outros. Do Pastor ao Zelador, todos contribuem para que o ato de cultuar em uma igreja seja espontâneo, verdadeiro e alegre.

Deus no controle

Na leitura de hoje conhecemos o tráfico fim de Saul, morto em meio à guerra contra os filisteus (1 Sm 31:1-13 / 1 Cr 10 1:14).

Durante seu reinado, Saul obteve os maiores sucessos quando obedeceu a Deus. Seus maiores fracassos resultaram de sua própria desobediência. Ele possuía todas as qualidades para ser um bom líder – aparência, coragem e atitude. Até suas maiores fraquezas teriam sido usadas pelo SENHOR caso ela as reconhecesse e as entregasse nas mãos de Deus. Suas próprias escolhas o afastaram do Todo-Poderoso e o alienaram de seu próprio povo.

Com Saul aprendemos que enquanto nossas forças e habilidades nos tornam úteis, nossas fraquezas nos conduzem à inutilidade. Nossa capacidade e talento fazem de nós ferramentas, mas nossos fracassos e negligências nos lembram que precisamos do controle do Artesão em nossas existências. O que realizamos sozinhos é apenas uma sugestão do que Deus faria através de nossas vidas. Se pudermos dar um passo Ele poderá atravessar oceanos. E então, Ele controla sua existência?

Adaptado de: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

A praga da teimosia

Sob o comando do faraó, os magos do Egito enfrentaram Moisés e Arão. Tentavam reproduzir os milagres enviados pelo SENHOR. Ao transformarem suas varas em serpentes (Êx 7:10-13), encorajaram a atitude obstinada de faraó: Ele não deixaria os israelitas partirem do Egito facilmente.

Já sabemos que dez pragas virão sobre o Egito na sequência desta história. Mas o curioso é que já na terceira praga os magos do Egito se convenceram de que aqueles fenômenos que assolavam os egípcios só podiam ser o dedo de Deus (Êx 8:18-19). Ainda assim, o coração endurecido de faraó faria com que o Egito sofresse também as próximas sete pragas…

Às vezes nossas atitudes para com Deus são de teimosia. Queremos a todo custo mostrar que nós é que estamos certo e que é possível fazer as coisas do nosso próprio jeito, assim como fez faraó. Nascemos egocêntricos e Deus também é alvo desse nosso sentimento, infelizmente. Mas é preciso quebrantar o coração e se render à soberania da vontade do SENHOR. E para que isso seja possível, orar, conversar com Deus, é um excelente exercício:

Teus, ó SENHOR, são a grandeza, o poder, a glória, a majestade e o esplendor, pois tudo o que há nos céus e na terra é Teu. Teu, ó SENHOR, é o reino; Tu estás acima de tudo.
A riqueza e a honra vêm de Ti; Tu dominas sobre todas as coisas. Nas Tuas mãos estão a força e o poder para exaltar e dar força a todos.
Agora, nosso Deus, damos-te graças, e louvamos o Teu glorioso nome. 
(1 Cr 29:11-13)

Deus é soberano

É preciso reconhecer a soberania de Deus. Sua sabedoria é profunda, seu poder é imenso. Ele transporta montanhas sem que elas o saibam, sacode a terra e a tira do lugar, e faz suas colunas tremerem. Só ele estende os céus e anda sobre as ondas do mar. Ele é o Criador das constelações do sul. Realiza maravilhas que não se podem sondar, milagres incontáveis. (Jó 9:2-10)

Teus, ó Senhor, são a grandeza, o poder, a glória, a majestade e o esplendor, pois tudo o que há nos céus e na terra é teu. Teu, ó Senhor, é o reino; tu estás acima de tudo.  (1 Cr 9:11)

Reconheça hoje a soberania de Deus sobre sua vida e desfrute de seu imenso amor.