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Deus conhece o coração

Ai daqueles que descem às profundezas para esconder seus planos do Senhor,
que agem nas trevas e pensam: “Quem é que nos vê? Quem ficará sabendo?”

Pois Ele [Deus] enxerga os confins da terra e vê tudo o que há debaixo dos céus. 

Porque Deus é maior do que o nosso coração e sabe todas as coisas.
Ele trata cada um de acordo com o que merece, visto que conhece o seu coração. 

(Is 29:15 / Jó 28:24 / 1 João 3:20 / 1 Rs 8:39b)

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 Sim, SENHOR, só tu conheces o coração do homem.
(1 Rs 8:39c)

Satisfação do dever cumprido

Quatrocentos profetas de Israel estavam reunidos diante de Acabe e Josafá, reis de Israel e Judá, respectivamente. O objetivo era descobrir se estes dois reinos deveriam ou não atacar a Síria. Todos os profetas afirmavam que o SENHOR entregaria a cidade de Ramote-Gileade nas mãos de Acabe. (1 Rs 22:6)

Acontece que nenhum destes profetas eram de fato profetas do SENHOR, já que Jezabel, a maldosa esposa de Acabe, havia dizimado os profetas de Deus que eram contrários às práticas pagãs defendidas pela rainha.

Por insistência de Josafá, Acabe mandou chamar Micaías, este sim, profeta do SENHOR. Micaías não tinha boa fama com o rei Acabe; era acusado de nunca profetizar coisas boas a respeito do rei, mas sempre coisas ruins (1 Rs 22:8), reflexo, obviamente, das atitudes inconsequentes de Acabe. Mas o rei preferia ter ao seu lado aqueles que sempre lhe diziam o que queria ouvir – Acabe não buscava a vontade de Deus, mas sim a sua própria vontade.

O mensageiro enviado para trazer Micaías à presença dos reis alertou para o que lhe esperava: “Veja, todos os outros profetas estão predizendo que o rei terá sucesso. Sua palavra também deve ser favorável” (1 Rs 22:13). Ninguém queria ver o rei contrariado.

Micaías, por sua vez, estava disposto a proclamar a vontade Deus, independente do que fosse… “Juro pelo nome do Senhor, que direi o que o Senhor me mandar” (1 Rs 22:14).

A vontade de Deus teria se cumprido, ainda que Micaías não tivesse tido a coragem de enfrentar o rei Acabe com a verdade. Mas o compromisso daquele que vive para o SENHOR, deve ser honrar a verdade e engrandecer o nome de Deus, para que todos na face da terra reconheçam que só Deus é SENHOR.

Micaías poderia ter se misturado aos quatrocentos falsos profetas, alegando que, de fato, Acabe sairia vitorioso da guerra contra a Síria. O rei morreria no campo de batalha e Micaías estaria livre – talvez nem se lembrassem mais dele em todo o reino. Mas a escolha de Micaías lhe trouxe muito mais recompensas; ao final daquele dia, a morte do rei foi muito mais do que mera fatalidade da guerra: para todos aqueles que ouviram a profecia dos lábios de Micaías, foi a prova de que Deus é soberano e de que Sua vontade se cumpre, haja o que houver, sempre. E em vez de carregar sobre suas costas o peso e a vergonha da mentira, Micaías conquistou a satisfação do dever cumprido e a alegria de ter sido usado por Deus para o cumprimento dos Seus propósitos.

Deus vai agir, ainda que você se cale. Mas não será muito melhor fazer parte dos planos maravilhosos de Deus do que ficar alheio, se escondendo atrás de mentira e falsidade?

Podemos nos esconder dos homens, mas não de Deus.

Sigamos o exemplo de Micaías e que nossas vidas sejam usadas para honra e glória do SENHOR!

Tome uma posição

Elias dirigiu-se ao povo e disse:
“Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? Se o Senhor é Deus, sigam-no; mas, se Baal é Deus, sigam-no”.
O povo, porém, nada respondeu.
(1 Rs 18:21)

Elias desafiou o povo a tomar uma posição:
Seguir aquele que fosse o Deus verdadeiro.

Porque tantas pessoas oscilaram entre estas duas escolhas?
Talvez alguns não estivessem certos. Muitos, porém, sabiam que o SENHOR era Deus, porém, gostavam dos prazeres pecaminosos e de outros benefícios que tinham ao seguirem Acabe em sua adoração idolátrica.

É importante tomar uma posição ao lado do SENHOR. Se nos deixamos levar pelo que é agradável e fácil, algum dia descobriremos que temos adorado a um deus falso – a nós mesmos.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Crer para ver

Seguindo as ordens do SENHOR, o profeta Elias seguia seu caminho. Na cidade de Sarepta, foi acolhido por uma viúva, que tinha um filho. Embora a terra passasse por um período de seca e fome, naquela casa não faltou alimento, provido por Deus. Mas, algum tempo depois o filho da mulher, dona da casa, ficou doente, foi piorando e finalmente parou de respirar (1 Rs 17:17).

A mãe, desesperada pela perda do filho, reclamou a Elias: “Que foi que eu te fiz, ó homem de Deus? Vieste para lembrar-me do meu pecado e matar o meu filho?” (1 Rs 17:18)

Esta mulher já não se lembrava mais de que no dia em que conheceu Elias, suas esperanças já haviam se esgotado e que a morte parecia certa para ela e seu filho amado (1 Rs 17:12). No momento de dor, a pobre viúva não se lembrava mais dos milagres diários que aconteceram em sua casa nos últimos tempos, pois a pouca farinha e o resto de azeite que tinham foram multiplicados, garantindo-lhes o sustento e a vida (1 Rs 17:16).

Agora ela reclamava e culpava Elias por sua perda…

E então Elias clamou ao SENHOR:
“Ó Senhor, meu Deus, faze voltar a vida a este menino!”
O Senhor ouviu o clamor de Elias, e a vida voltou ao menino, e ele viveu.
Então Elias levou o menino para baixo, entregou-o à mãe e disse:
“Veja, seu filho está vivo!”

Então a mulher disse a Elias: “Agora sei que tu és um homem de Deus e que a palavra do Senhor, vinda da tua boca, é a verdade”. 
(1 Rs 17:21-24)

A mulher precisou ver um milagre para crer na Palavra do SENHOR. E mesmo já tendo antes presenciado o livramento de Deus em sua casa, apenas este episódio a fez enxergar de verdade a VERDADE.

Para que perder tempo? Olhe a sua volta e reconheça todos os milagres que acontecem à sua volta, todos os dias e louve a Deus por isso! Louve a Deus pelas pequenas coisas que fazem da sua vida algo grande e precioso – pelo respirar, pela saúde, pelos alimentos, pela natureza, pelo trabalho, pelo lazer, pela família…

Creia em Deus e então veja o Seu agir na sua vida!

Se conselho fosse bom

Podemos dizer que um mau conselho foi o causador da divisão no reino de Israel.

Roboão, filho de Salomão, herdou o trono do pai, mas logo no início de seu reinado tomou uma decisão errada… Escolheu seguir um mau conselho.

Mas os conselhos nem sempre são maus. O próprio Roboão teve a oportunidade de ouvir um bom conselho, mas preferiu ignorá-lo.

O sucesso ou fracasso de um conselho está intimamente ligado ao seu receptor. Ou seja, somos nós, quando ouvimos um conselho, que fazemos dele algo bom ou ruim.

Não ignore os conselhos, mas reflita sobres e eles de forma a conseguir distinguir os maus, que devem ser ignorados, dos bons, que podem e devem ser seguidos.

(2 Cr 10:1-19 / 1 Rs 12:1-19)

Cego de paixão

O sábio rei Salomão foi traído pela paixão. O inimigo o atingiu justamente na sua maior fraqueza – as mulheres. O rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha do faraó. Eram mulheres moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hititas. Casou com setecentas princesas e trezentas concubinas, e as suas mulheres o levaram a desviar-se (1 Rs 11:1, 3). As esposas de Salomão eram das nações sobre as quais o Senhor tinha dito aos israelitas: “Vocês não poderão tomar mulheres dentre essas nações, porque elas os farão desviar-se para seguir os seus deuses”. No entanto, Salomão apegou-se amorosamente a elas (1 Rs 11:2) e foi induzido a voltar-se para deuses estranhos (1 Rs 11:4-5). Dessa forma Salomão fez o que o Senhor reprova; não seguiu completamente o Senhor, como o seu pai Davi (1 Rs 11:6).

A paixão era o ponto fraco de Salomão e essa fraqueza o tornou susceptível ao pecado. É assim que o inimigo nos cerca, procurando uma brecha nas nossas defesas para nos atingir em cheio. Nossas fraquezas são portas escancaradas para o pecado entrar e fazer morada em nossa vida. E como escapar desta armadilha? Vigiando, orando, conhecendo a Palavra de Deus, obedecendo e dedicando nossas vidas para a glória do Senhor.

O dono da sabedoria

Deus deu a Salomão sabedoria, discernimento extraordinário e uma abrangência de conhecimento tão imensurável quanto a areia do mar. 
(1 Rs 4:29)

O rei Salomão era o mais rico e o mais sábio de todos os reis da terra (1 Rs 10:23 / 2 Cr 9:22), mas sua sabedoria não era mérito seu – foi Deus quem a concedeu.

E você, também deseja sabedoria? Pois saiba, a verdadeira sabedoria só tem uma fonte: Deus, o Criador do universo, o Soberano Senhor.

Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.
Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento.
(Tg 1:5-6)

A riqueza do bom testemunho

O rei Salomão era o mais rico e o mais sábio de todos os reis da terra. (2 Cr 9:22)

Salomão queria sabedoria, mas Deus também lhe deu riquezas. O rei era tão sábio, e seus tesouros tão abundantes, que não era possível descrever (1 Rs 10:7). Em um reino tão rico, a prata era tão comum quanto as pedras que cobriam o chão de Jerusalém (1 Rs 10:27 / 2 Cr 9:27).

Salomão ficou famoso e todos os reis da terra pediam audiência a Salomão para ouvirem a sabedoria que Deus tinha lhe dado (2 Cr 9:23). Mas o principal é que todos reconheciam que o Deus de Israel era a fonte de tantas bençãos. A vida de Salomão mostrava a todos o poder do Senhor agindo em prol do seu povo. Vejam só o que lhe disse em certa ocasião a rainha de Sabá:

Bendito seja o Senhor, o teu Deus, que se agradou de ti e te colocou no trono dEle para reinar pelo Senhor, pelo teu Deus. Por causa do amor de teu Deus para com Israel e do seu desejo de preservá-lo para sempre, Ele te fez rei, para manter a justiça e a retidão. (2 Cr 9:8)

Que belo testemunho Salomão evidenciava em seu viver!

Podemos não ser tão sábios ou ricos como Salomão, mas devemos ter o mesmo compromisso que ele: viver de forma que Deus seja visto em nós!

Pedidos de oração

Depois de muitos anos de trabalho o Templo do Senhor estava construído e o rei Salomão orou a Deus ajoelhado diante do povo.

Salomão louvou ao Senhor e orou por seu povo. Ele fez cinco pedidos básicos:

1) A presença constante de Deus (1 Rs 8:57)
2) O desejo de fazer a vontade do Senhor em tudo (1 Rs 8:58)
3) O desejo e a habilidade de obedecer aos decretos e às ordens de Deus (1 Rs 8:58)
4) A ajuda relacionada a cada necessidade diária (1 Rs 8:59)
5) A expansão do reino de Deus para o mundo inteiro (1 Rs 8:60)

Estes pedidos de oração são igualmente importantes em nossos dias. Quando oramos por nossa igreja ou família, podemos fazer estes mesmos pedidos ao Senhor.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

 

Que o Senhor, o nosso Deus, esteja conosco, assim como esteve com os nossos antepassados. Que Ele jamais nos deixe nem nos abandone!

E faça com que de coração nos voltemos para Ele, a fim de andarmos em todos os seus caminhos e obedecermos aos seus mandamentos, decretos e ordenanças, que deu aos nossos antepassados.
E que as palavras da minha súplica ao Senhor tenham acesso ao Senhor, ao nosso Deus, dia e noite, para que Ele defenda a causa do seu servo e a causa de Israel, seu povo, de acordo com o que precisarem.
Assim, todos os povos da terra saberão que o Senhor é Deus e que não há nenhum outro. (1 Rs 8:57-60)

Deus construtor

Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.

Como é feliz quem teme ao Senhor, quem anda em seus caminhos!
Você comerá do fruto do seu trabalho, e será feliz e próspero.
Sua mulher será como videira frutífera em sua casa; seus filhos serão como brotos de oliveira ao redor da sua mesa.
Assim será abençoado o homem que teme ao Senhor!
(Sl 127:1 / 128:1-4)

Salomão se empenhou pra construir a morada de Deus, o Templo tão desejado por seu pai, Davi. Mas ele sabia que por mais que se esforçasse, de nada valeria o trabalho, se  Deus não estivesse presente.

Foram sete anos para que a obra fosse concluída (1 Rs 6:38), e tudo foi feito para honra e glória do Senhor.

Com Deus reinando em nossas vidas, todas as nossas obras serão concluídas com êxito. Louvemos ao Senhor!