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Ministros da Nova Aliança

Não podemos reivindicar qualquer coisa com base em nossos próprios méritos. Nossa capacidade vem de Deus. E Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança. (2 Co 3:5-6a)

Que possamos exercer este ministério que nos foi confiado por Deus com devoção e humildade de coração.

A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. 
(2 Co 1:2)

O livro da lei

Em 2011 li a bíblia toda pela primeira vez e me deparei com uma série de histórias desconhecidas para mim até então. Hoje já reli mais da metade da bíblia, mas agora a sensação é diferente… Começo a descobrir os meus textos favoritos e a encontrar coisas novas em trechos já lidos e muito conhecidos.

Um dos textos que eu mais gosto (se é que é possível classificar desta forma), é o relato do reinado de Josias, na ocasião em que ele inicia a restauração do templo, encontra o livro da lei e firma um compromisso com Deus (2 Rs 22 e 2 Cr 34).

Josias foi um bom rei. Ele fez o que o Senhor aprova e andou nos caminhos de Davi, seu predecessor, sem desviar-se nem para a direita nem para a esquerda (2 Rs 22:2, 2 Cr 34:2). Josias desejou restaurar o templo e designou os levitas para liderarem o trabalho, mas ele não podia imaginar que esta atitude lhe revelaria muito mais do que as velhas paredes daquele velho templo… Esquecido em meio aos escombros adormecia o livro da lei. O sumo sacerdote Hilquias, quando o encontrou, parece ter ficado sem ação… Quando imagino esta cena, visualizo Hilquias quase em estado de choque. Depois de uns minutos ele então compartilha a descoberta com o secretário Safã e então ficam os dois em choque. Que grande descoberta! O que fazer com este livro? O que significam estas palavras?

A ação óbvia foi levar o livro ao rei Josias, que saberia o que fazer. E ele de fato soube!

Josias era um homem de Deus, mas não conhecia o livro da lei. Provavelmente a maioria daquela geração sequer havia ouvido falar da lei de Moisés, consequência natural de uma nação governada tantos anos pela maldade, pela iniquidade e pela idolatria.

Ao ouvir as palavras daquele estranho livro, Josias se desesperou, pois percebeu o quão distante ele e todo o seu povo estavam de Deus. Mas, decidido a fazer o que é certo, tomou uma decisão que eu considero das mais bonitas em toda a bíblia: reuniu todo o povo, dos mais simples aos mais importantes, e compartilhou com todos as palavras daquele livro, lendo-o em voz alta ele próprio, o rei. Ao final todos se comprometeram a cumprir a aliança de Deus.

Nossa, que emoção deve ter tomado conta dos corações presentes naquele momento! Um verdadeiro culto com sinceridade, fé e alegria. Todos juntos adorando o único Senhor.

Com essa história aprendemos algumas coisas:

1- É bom compartilhar a Palavra de Deus com os que amamos. Devemos ficar felizes ao ver outras pessoas desfrutando a graça de Deus.

2- Devemos amar a todos. Só assim seremos capazes de nos afastar do egoísmo e levar a Palavra de Deus a todo o mundo.

3- Deus é o objetivo de nosso culto. Não importa se individual ou coletivo; se Deus não estiver presente, não haverá corações quebrantados.

4- Cultos coletivos fortalecem os indivíduos. Juntos somos mais fortes, suportamos uns aos outros, incentivamos uns aos outros.

Presente e futuro

Ontem, falamos sobre o rei Manassés que, mesmo reconhecido por sua grande iniquidade, foi perdoado ao reconhecer seus pecados e humilhar-se diante de Deus.

Hoje, conhecemos Amom, filho de Manassés, que cultivou os hábitos iníquos do do seu antecessor enquanto viveu. Ao contrário de seu pai Manassés, não se humilhou diante do Senhor, antes, aumentou a sua culpa (2 Cr 33:23).

Estes dois personagens são um bom exemplo de como nossas ações presentes afetam nosso futuro. Talvez não sejamos tão maus quanto foram Manassés e Amom, mas, como eles, somos pecadores e podemos compartilhar do mesmo destino de um ou outro. O que vamos escolher, humildade e perdão ou arrogância e culpa?

Peça perdão

Manassés, porém, desencaminhou Judá e o povo de Jerusalém, a ponto de fazerem pior do que as nações que o Senhor havia destruído diante dos israelitas.
O Senhor falou a Manassés e a seu povo, mas não lhe deram atenção.
Por isso o Senhor enviou contra eles os comandantes do exército do rei da Assíria, os quais prenderam Manassés, colocaram-lhe um gancho no nariz e algemas de bronze, e o levaram para a Babilônia.
Em sua angústia, ele buscou o favor do Senhor, o seu Deus, e humilhou-se muito diante do Deus dos seus antepassados.
Quando ele orou, o Senhor o ouviu e atendeu o seu pedido; de forma que o trouxe de volta a Jerusalém e a seu reino. E assim Manassés reconheceu que o Senhor é Deus. 
(2 Cr 33:9-13)

Em uma lista de reis perversos, Manassés poderia ser apontado como o pior. Sua vida foi uma coleção de iniquidades. Ele adorou ídolos, sacrificou seus filhos e profanou o Templo do Senhor. Entretanto, no fim, reconheceu seus pecados e pediu perdão a Deus, que ouviu seu clamor.

Se o Senhor perdoou Manassés, certamente pode perdoar qualquer pessoa.

Reconheça seus pecados e peça perdão hoje mesmo. Não carregue sozinho o peso da culpa. Ninguém está fora do alcance da misericórdia de Deus.

Adaptado de: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Corações obstinados

“Mas o meu povo não quis ouvir-me; Israel não quis obedecer-me.
Por isso os entreguei ao seu coração obstinado, para seguirem os seus próprios planos.” (Sl 81:11-12)

Não precisamos de inimigos. Quando nos rebelamos, não é preciso que Deus envie opressores para nos destruir, basta que Ele nos deixe sós por um instante, entregues às nossas próprias vontades humanas e pecadoras e nós mesmos nos jogaremos ao fundo do poço. E sim, às vezes o SENHOR nos permite andar segundo nossa própria vontade, para que percebamos que nossa teimosia só pode ter como consequência, ações desastrosas.

Deus poderia com muita facilidade nos obrigar a adorá-lo, mas esse não é o seu desejo. Ele deseja um culto consciente e verdadeiro e não um circo de marionetes. Por isso nos agraciou com o livre arbítrio e por isso permite os nossos tropeços, para aprendermos com os nossos erros e reconhecermos então, de coração, sua soberania sobre nossas vidas.

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.” (2 Cr 7:14)

No mundo tereis aflições

Mesmo nessa época em que passou por tantas dificuldades, o rei Acaz tornou-se ainda mais infiel ao Senhor. (2 Cr 28:22)

É comum conhecer alguém que se voltou para Deus em um momento de dificuldade. Mas também é frequente encontrarmos pessoas como o rei Acaz, que se afastou ainda mais do Senhor durante as tribulações.

As provações não são chamadas assim por acaso. Ao passar por elas, nossos sentimentos são expostos ao máximo. Medo, insegurança, angústia, ira… Às vezes fica difícil permanecer de pé. Não há força humana capaz de suportar determinadas situações. Apenas Deus tem o poder e nos manter sóbrios e nos dar conforto, ainda que a provação não seja extinta.

Esteja preparado para enfrentar as provações. Aproveite os momentos de calmaria em sua vida para se aproximar o máximo possível de Deus. Ore, leia a bíblia e deixe o Senhor fazer parte da sua vida.

Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança.
E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma. (Tg 1:2-4)

Busque a Deus

A respeito do rei Uzias foi dito:

Enquanto buscou o Senhor, Deus o fez prosperar. (2 Cr 26:5b)

Triste ler isso, não é? Imaginem se esta frase fizesse parte da sua biografia, não seria uma coisa ruim? Para mim seria péssimo. Certamente não é algo que eu espero que falem sobre mim. Melhor seria “buscou o Senhor, que o fez prosperar” ou, melhor ainda, “buscou o Senhor enquanto viveu”… Mas, para termos algo assim dito a nosso respeito no futuro, é preciso começar agora a buscar a Deus em primeiro lugar, sem esmorecer, sem desanimar.

Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. (Cl 3:1)

Deus não desiste de nós

Então o Espírito de Deus apoderou-se de Zacarias, filho do sacerdote Joiada. Ele se colocou diante do povo e disse: “Isto é o que Deus diz: ‘Por que vocês desobedecem aos mandamentos do Senhor? Vocês não prosperarão. Já que abandonaram o Senhor, ele os abandonará’”.
(2 Cr 24:20)

Mesmo nas ocasiões em que Israel esteve mais distante de Deus, Ele não os abandonou. Em meio à idolatria, pecado e desobediência deste povo, o Senhor permaneceu fiel.  Por meio dos poucos fiéis que restavam, a Palavra de Deus era proclamada e o povo chamado ao arrependimento. Nem sempre as verdades proclamadas pelos profetas eram bem recebidas, mas o fato é que Israel sempre teve muitas oportunidades para voltar aos caminhos do Senhor.

Deus também não desiste de nós! Estejamos prontos para ouvir a Sua Palavra e permaneçamos firmes nos Seus caminhos.

Porque Deus mesmo disse: “Nunca o deixarei, nunca o abandonarei”.
Podemos, pois, dizer com confiança: “O Senhor é o meu ajudador, não temerei.
O que me podem fazer os homens?”

(Hb 13:5b-6)

Jovem rei

Joás tinha sete anos de idade quando se tornou rei, e reinou quarenta anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Zíbia; ela era de Berseba.
(2 Cr 24:1)

Os primeiros anos de Joás não foram fáceis. Ele foi salvo pela tia Jeoseba de ser morto pela própria avó, a cruel Atalia. Viveu escondido por 7 anos. Foi criado no templo, local obviamente pouco visitado pela idólatra Atalia, aos cuidados do sacerdote Joiada, seu tio.

Uma infância um tanto quanto conturbada, não acha? Mas não foi só isso.

Joás ainda era muito jovem – tinha 7 anos de idade – quando o sacerdote Joiada decidiu que já era hora de destronar Atalia e coroar o verdadeiro herdeiro do trono: o pequeno Joás.

Joás fez o que o Senhor aprova enquanto viveu o sacerdote Joiada. (2 Cr 24:2)

A fraqueza do Joás pode ter sido reflexo de suas experiências na infância. Certamente, seus primeiros anos de reinado foram comandados por outras pessoas (o próprio Joiada e talvez sua mãe e outros conselheiros), e o resultado foi um rei já adulto que ainda não tinha aprendido a tomar as próprias decisões. Por isso, enquanto teve ao seu lado um bom conselheiro, permaneceu ao lado do SENHOR, mas, quando este se foi, passou a trilhar caminhos duvidosos.

Joás cresceu, mas não aprendeu a buscar seu próprio caminho. Fez a vontade de Deus, não apenas porque sentia esse desejo, mas por que era dominado pela influência  daqueles que estavam a sua volta.

Não podemos agir como Joás. É preciso crescer e amadurecer na fé!

É bom estar cercado de bons conselheiros, mas as nossas decisões precisam ser conscientes. Precisamos desejar de coração fazer a vontade de Deus e para isso devemos buscar a cada dia uma maior intimidade com Ele, orando, lendo a bíblia e também procurando bons conselhos.

Abra a porta

O Senhor está com vocês quando vocês estão com Ele. Se o buscarem, Ele deixará que o encontrem, mas, se o abandonarem, Ele os abandonará. (2 Cr 15:2)

Pois assim diz o SENHOR:
Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. (Ap 3:20)


Recordarei os feitos do Senhor; recordarei os teus antigos milagres.
Meditarei em todas as tuas obras e considerarei todos os teus feitos.
Teus caminhos, ó Deus, são santos. Que deus é tão grande como o nosso Deus?
(Sl 77:11-13)

Abra a porta do seu coração e receba a presença de Deus em sua vida. Desfrute ainda hoje de todo amor e misericórdia que o SENHOR tem para lhe oferecer.