Archive for 2 Reis

A culpa é nossa

Com medo dos babilônios, um grupo de israelitas que não haviam sido levados cativos decidiram fugir para o Egito. No caminho, pediram a Jeremias para orar por eles e pedir orientação, afirmando que obedeceriam qual fosse a ordem, sendo esta favorável ou não (2 Rs 25:26 / Jr 42:1-6).

O que aconteceu depois? Desobediência. Seguiram até o Egito, mesmo tendo sido alertados por Deus que não deveriam fazer isso. (Jr 43:4)

Judá estava em ruínas por causa do mal praticado pelo povo. Israel trouxe sobre si a desgraça, se autodestruiu (Jr 44:2-3, 8). Ainda assim, arrependimento e reverência permaneciam distantes… O povo preferia acreditar que a aparente felicidade era oferecida pelos falsos deuses que cultuavam ostensivamente nas ruas de Jerusalém. (Jr 44:15-19)

Deus é bom, mas também é justo. Nossas faltas não ficarão impunes. Mas nosso castigo não é culpa do Senhor: a culpa é nossa. Somos nós quem escolhemos por onde ir, o que fazer, como agir. E seremos também nós os responsáveis pelas consequências de tudo o que fazemos, se bom ou mau.

Somos culpados, já que todos somos pecadores. E o pecado nos separa de Deus (Rm 3:23). Mas Deus nos ama tanto que permitiu que seu próprio filho viesse ao mundo para nos redimir. Jesus, o único homem que não cometeu pecado algum padeceu por nós, levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça (1 Pe 2:21-24).

Em Cristo nossos pecados estão perdoados, lavados pelo Seu sangue. Ainda assim, nossos atos produzem efeitos dos quais não podemos fugir. Mesmo perdoados, continuamos culpados pelas consequências, porventura desastrosas, de nossos pecados. E Deus continua o mesmo, bom e justo!

E esta é a mensagem que dEle ouvimos, e vos anunciamos:
que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.

Se dissermos que temos comunhão com Ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.
Mas, se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça
(1 Jo 1:5-9)

O livro da lei

Em 2011 li a bíblia toda pela primeira vez e me deparei com uma série de histórias desconhecidas para mim até então. Hoje já reli mais da metade da bíblia, mas agora a sensação é diferente… Começo a descobrir os meus textos favoritos e a encontrar coisas novas em trechos já lidos e muito conhecidos.

Um dos textos que eu mais gosto (se é que é possível classificar desta forma), é o relato do reinado de Josias, na ocasião em que ele inicia a restauração do templo, encontra o livro da lei e firma um compromisso com Deus (2 Rs 22 e 2 Cr 34).

Josias foi um bom rei. Ele fez o que o Senhor aprova e andou nos caminhos de Davi, seu predecessor, sem desviar-se nem para a direita nem para a esquerda (2 Rs 22:2, 2 Cr 34:2). Josias desejou restaurar o templo e designou os levitas para liderarem o trabalho, mas ele não podia imaginar que esta atitude lhe revelaria muito mais do que as velhas paredes daquele velho templo… Esquecido em meio aos escombros adormecia o livro da lei. O sumo sacerdote Hilquias, quando o encontrou, parece ter ficado sem ação… Quando imagino esta cena, visualizo Hilquias quase em estado de choque. Depois de uns minutos ele então compartilha a descoberta com o secretário Safã e então ficam os dois em choque. Que grande descoberta! O que fazer com este livro? O que significam estas palavras?

A ação óbvia foi levar o livro ao rei Josias, que saberia o que fazer. E ele de fato soube!

Josias era um homem de Deus, mas não conhecia o livro da lei. Provavelmente a maioria daquela geração sequer havia ouvido falar da lei de Moisés, consequência natural de uma nação governada tantos anos pela maldade, pela iniquidade e pela idolatria.

Ao ouvir as palavras daquele estranho livro, Josias se desesperou, pois percebeu o quão distante ele e todo o seu povo estavam de Deus. Mas, decidido a fazer o que é certo, tomou uma decisão que eu considero das mais bonitas em toda a bíblia: reuniu todo o povo, dos mais simples aos mais importantes, e compartilhou com todos as palavras daquele livro, lendo-o em voz alta ele próprio, o rei. Ao final todos se comprometeram a cumprir a aliança de Deus.

Nossa, que emoção deve ter tomado conta dos corações presentes naquele momento! Um verdadeiro culto com sinceridade, fé e alegria. Todos juntos adorando o único Senhor.

Com essa história aprendemos algumas coisas:

1- É bom compartilhar a Palavra de Deus com os que amamos. Devemos ficar felizes ao ver outras pessoas desfrutando a graça de Deus.

2- Devemos amar a todos. Só assim seremos capazes de nos afastar do egoísmo e levar a Palavra de Deus a todo o mundo.

3- Deus é o objetivo de nosso culto. Não importa se individual ou coletivo; se Deus não estiver presente, não haverá corações quebrantados.

4- Cultos coletivos fortalecem os indivíduos. Juntos somos mais fortes, suportamos uns aos outros, incentivamos uns aos outros.

Maravilhosa presença

Ezequias reinou sobre Judá. Ele se apegou ao Senhor e não deixou de segui-lo; obedeceu aos mandamentos que o Senhor tinha dado a Moisés. E o Senhor estava com ele. (2 Rs 18:6-7a)

Os atos de Ezequias lhe renderam uma enorme graça: O Senhor, estava com ele.

Deus também deseja estar conosco, operando ativamente em nossas vidas. Mas não seremos obrigados a recebê-lo, precisamos desejar Sua presença. Ezequias desejou ardentemente a presença de Deus, por isso, se apegou a Ele, O seguiu e obedeceu.

Assim como fez Ezequias, convide o Senhor para fazer parte da sua vida e desfrute de sua maravilhosa presença.

Compromisso

Hazael, rei da Síria, oprimiu Israel durante todo o reinado de Jeoacaz.
Então Jeoacaz buscou o favor do Senhor, e este o ouviu, pois viu o quanto o rei da Síria oprimia Israel. (2 Rs 13:4, 22)

O SENHOR ouviu a oração de Jeoacaz, que pediu ajuda divina. Deus retardou seu julgamento sobre Israel quando o povo se voltou a Ele e pediu-lhe perdão; porém, não mantiveram sua dependência do Senhor por muito tempo. Apesar de haver pausas periódicas na adoração que ofereciam aos ídolos, raramente demonstravam evidências de uma fé genuína. Não é suficiente dizer não ao pecado; devemos também dizer sim a uma vida de compromisso com Deus. Um pedido ocasional de ajuda não é um substituto para uma vida diária de confiança no Senhor.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Profecias

O mundo é ávido por saber o futuro.

Com frequência vemos homens e mulheres invadindo os meios de comunicação em massa com afirmações bombásticas a respeito do fim do mundo, do futuro amoroso de alguma personalidade da mídia, de possíveis tragédias causadas por fenômenos naturais, etc, etc… Quando a informação se confirma, surge uma avalanche de seguidores fiéis daquele que propagou a história. Por outro lado, o descrédito e o esquecimento são o destino daqueles que ousaram expôr sua opinião acerca de um fato que não se concretizou.

Em tempos em que até polvos são tido como videntes e desvendadores do futuro, como será que reagiríamos ao ouvir de um servo do SENHOR uma profecia genuína?

Hazael, servo do rei Ben-Hadade, da Síria, foi até Israel à procura do profeta Eliseu, a pedido do próprio rei, que queria informações sobre sua saúde. Para sua surpresa, Hazael recebeu de Eliseu a notícia de que teria muito poder e que atacaria, inclusive, Israel com muita crueldade. Apesar do aparente choque inicial, no dia seguinte Hazael assassinou o rei Ben-Hadade e tomou para si o trono da Síria, dando início ao que profetizara Eliseu. (2 Rs 8:7-15)

Jeú, por sua vez, também não deu muito crédito às palavras do jovem profeta que, a pedido de Eliseu, o ungiu e declarou rei, afirmando ainda que ele seria o responsável por dar fim à família do perverso Acabe. Mas, quando contou aos demais oficiais do rei o ocorrido e viu a reação destes, que gritavam “Jeú é rei!”, Jeú iniciou imediatamente uma conspiração contra o rei Jorão, na tentativa de assumir o trono. (2 Rs 9:1-14)

 Acredito que teríamos as mesmas reações de Hazael, Jeú e tantos outros. Apesar de desejosos por conhecer o futuro, haveria primeiro desconfiança e descrédito. Só acreditaríamos no que de fato acontecesse.

Mas para que se preocupar com profecias que se limitam à nossa curta vida na terra? Melhor é perseverar nos caminhos de Deus e esperar tranquilamente pelo doce futuro que nos espera na eternidade.

Jesus respondeu:
Cuidado, que ninguém os engane.

Pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo! ’ e enganarão a muitos.
Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim.
Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Tudo isso será o início das dores.
Então eles os entregarão para serem perseguidos e condenados à morte, e vocês serão odiados por todas as nações por minha causa.
Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, 
e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos.
Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará,
mas aquele que perseverar até o fim será salvo
(Mt 24:4-13)

Então o anjo me mostrou o rio da água da vida, claro como cristal (…). De cada lado do rio estava a árvore da vida (…)
Já não haverá maldição nenhuma. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os seus servos o servirão.
Eles verão a sua face, e o seu nome estará em suas testas.
Não haverá mais noite. Eles não precisarão de luz de candeia nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará; e eles reinarão para todo o sempre. 
(Ap 22:1-5)

Propósito na adversidade

Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era muito respeitado e honrado pelo seu senhor. Mas esse grande guerreiro ficou leproso e a possibilidade de cura para ele veio pela boca de uma menina israelita, que vivia como serva em sua casa, depois de ter sido raptada pelos Sírios em um ataque à Israel.

Esta menina poderia ter permanecido calada, afinal, porque faria o bem àqueles que a mantinham como prisioneira e serviçal? Mas ela preferiu falar e deixou que Deus agisse por meio de suas palavras.

Pela iniciativa de uma menina israelita de nome desconhecido, o poderoso comandante Naamã não foi apenas curado da lepra, mas foi liberto da escravidão da idolatria, pois creu no poder e magnitude de Deus, o SENHOR.

Leia a história completa em 2 Rs 5:1-14

Uma menina sequestrada ainda jovem, distanciada de sua família e de sua terra natal, vivendo como serva em uma casa de estrangeiros teria aparentemente todos os motivos para rejeitar a Palavra de Deus. Mas em vez disso, a menina desta narrativa confiou ainda mais no SENHOR e aproveitou as circunstâncias de sua história para propagar as maravilhas do Deus de Israel para o mundo.

Deus tinha um propósito pra esta menina quando permitiu que ela fosse levada ativa à Síria. A fidelidade da moça permitiu que os planos de Deus se cumprissem para sua vida.

E nós, como estamos enfrentando as adversidades? Que Deus nos ajude a enxergar em cada situação o Seu propósito para nossas vidas!

Águas divididas

O rio Jordão é, sem dúvida, o palco de muitas histórias. Hoje, mais duas travessias em seco por seu leito. Os protagonistas são Elias e Eliseu, profetas do SENHOR, mestre e discípulo, dos poucos que restavam em sua época.

Os dois atravessaram o Jordão, mas apenas Eliseu retornou. E o rio, com suas águas dividias, tornou-se testemunha do poder de Deus, diante daqueles que presenciaram a gloriosa cena.

Anos antes, todo o povo de Israel atravessava para, finalmente, conquistarem a terra prometida… Anos depois, Jesus seria batizado nestas águas.

Águas sagradas? De jeito nenhum! É apenas um rio… Com muita história para contar…

* Leia a história completa das travessias em 2 Rs 2:1-15

* Saiba mais sobre o rio Jordão no blog Geografia Bíblica

216º dia: 2 Rs 22-25

O jovem rei Josias fez o que o SENHOR aprova (2 Rs 22:1, 2). O mal que seus antepassados cultivaram ainda permanecia vivo em Judá, tanto que algumas práticas pagãs eram aceitas sem maiores problemas e os altares idólatras permaneciam espalhados por todo o reino, inclusive nos pátios do templo. O próprio rei Josias, embora bom de coração, desconhecia a gravidade da situação. Mas, ao tomar ciência dos mandamentos (2 Rs 22:8, 11) entristeceu-se ao perceber que o povo havia se desviado dos caminhos de Deus ao longo das gerações e agiu imediatamente para fazer tudo quanto o SENHOR ordenara. O Livro da Aliança foi lido para todos e mais uma vez Israel se comprometia a guardar os mandamentos (2 Rs 23:1-3).

O esforço e o comprometimento de Josias são exemplos de atitudes que devem estar presentes nos corações dos Cristãos. Temos a Palavra de Deus em nossas mãos, podemos ler e desfrutar deste conhecimento, mas, estamos agindo para colocar em prática o que aprendemos?

213º dia: 2 Rs 20-21

Ezequias foi um rei exemplar diante de Deus, mas seu filho Manassés fez o que o SENHOR reprova durante todo o seu reinado e fez com que o povo de Judá se desviasse, a ponto de fazerem pior do que as nações que o Senhor havia destruído diante dos israelitas (2 Rs 21:2,9). Amon, filho de Manassés, deu sequência aos atos pagãos de seu pai (2 Rs 21:20).

Vejam só que curioso: Ezequias, um exemplo de homem, não conseguiu passar ao seu filho os bons conselhos que guardava em seu coração. Manassés, por sua vez, não deve ter tido muita dificuldade em ensinar maus caminhos a Amon. É claro que os detalhes a respeito dos relacionamentos desta família não são conhecidos, mas uma coisa é verdadeira: educar um filho para o bem é muito mais difícil do que para o mal! Na verdade, não é preciso educar para o mal… a simples falta de orientação já aumenta substancialmente as chances de uma criança escolher o caminho errado.

Mais uma vez vale reforçar as palavras de Salomão:

Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. (Pv 22:6)

187º dia: 2 Rs 18-19

Ezequias foi um bom rei em Judá. Ele fez o que o SENHOR aprova, tal como tinha feito Davi, seu predecessor. Ezequias confiava no Senhor, o Deus de Israel. Nunca houve ninguém como ele entre todos os reis de Judá, nem antes nem depois dele. Ele se apegou ao SENHOR e não deixou de segui-lo; obedeceu aos mandamentos que o Senhor tinha dado a Moisés. (2 Rs 18:3, 5, 6)

Ezequias reinava em Judá no período em que Israel foi conquistada pela Assíria (2 Rs 18:10). Judá seria o próximo alvo, mas o bom caráter de Ezequias e sua submissão a Deus foram certamente fatores que contribuíram para que, neste momento, Judá fosse poupado. Em vez de se desesperar e render-se aos apelos do rei Assírio, Ezequias prostrou-se diante de Deus e orou (2 Rs 19:15-19).

Em momentos de tribulação, não se desespere, mas espere em Deus e o socorro certamente virá. Tenham um lindo dia!