Archive for Gênesis

Orgulho e destruição

Obadias, o livro mais curto do Antigo Testamento, representa um dramático exemplo da resposta de Deus a qualquer um que maltrate seus filhos. Edom era uma nação montanhosa que ocupava uma região a sudoeste do mar Morto. Como descendentes de Esaú (Gn 25:19 – 27:45), os edomitas tinham um parentesco de sangue com Israel e, como seu pai, eram guerreiros robustos, impetuosos e orgulhosos. Pertenciam a uma nação que, por estar no alto da montanha, parecia ser invencível. De todos os povos, deveriam ser os primeiros a se apressar para ajudar seus irmãos do Norte. Ao contrário, entretanto, apreciavam com maligna satisfação os problemas de Israel, capturavam e devolviam os fugitivos e até saqueavam os seus campos.

Obadias transmitiu a mensagem de Deus aos edomitas. Por causa de sua indiferença em relação a Deus, por terem-no desafiado, e também pelo orgulho, covardia e traição aos seus irmãos de Judá, foram condenados e seriam destruídos. Este livro começa com o anúncio do desastre que estava prestes a sobrevir em Edom (Ob 1:1-9). A despeito de suas montanhas e penhascos inexpugnáveis, não seriam capazes de escapar do juízo divino. Portanto, Obadias, explicou-lhes a razão de sua destruição (1: 10-14) – sua ousada arrogância perante Deus e a perseguição aos seus filhos. Esta concisa profecia termina com a descrição do “dia do Senhor” quando o castigo atingirá todos aqueles que maltratam o povo de Deus (1:15-21).

Hoje, a santa nação de Deus é Sua igreja – isto é, todos aqueles que confiam em Cristo para a Salvação e entregam sua vida a Ele. Estes homens e mulheres são filhos renascidos e adotados por Deus. Ao ler o livro de Obadias, procure assimilar em um relance o que significa ser filho de Deus e estar sob seu amor e proteção. Veja como o Pai Celestial responde a todos os que agridem àqueles a quem Ele ama.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

*** Leia o livro de Obadias hoje mesmo. São apenas 21 versículos! ***

Não duvide

O faraó não se sentia confortável com o povo hebreu crescendo e tomando conta de seu território. A opressão e a escravidão foram os meios que faraó encontrou para enfraquecer essa população, como então os deixaria partir para prestar culto a um Deus que ele sequer conhecia?

Pois é, Moisés tinha uma missão muito difícil. E não apenas por conta do coração endurecido de faraó. O próprio povo, intimidado por causa da situação desgastante e degradante a que eram submetidos, fraquejaram (Gn 5:21). Duvidaram de Moisés e de Arão. Duvidaram do poder de Deus.

Mesmo que estejamos na mais triste e devastadora posição, não podemos duvidar de Deus. Para tudo o que Ele faz, há um propósito e, se confiarmos e esperarmos nEle, seremos recompensados.

Ó Tu, minha força, por Ti vou aguardar; Tu, ó Deus, és o meu alto refúgio.
(Sl 59:9)

Motivação e coragem

Enoque, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, José…

O livro de Gênesis nos oferece ricas descrições da vida de homens e mulheres que caminharam com Deus. Algumas vezes eles foram bem-sucedidos e constantemente falharam. Ainda assim aprendemos muito lendo a biografia destas pessoas. Onde eles conseguiram motivação e coragem? Eles perceberam que Deus era com eles apesar de suas imperfeições. Tomar conhecimento disto deveria nos encorajar a ser fiéis a Deus, confiar em sua direção e utilizar o potencial que ele nos tem dado.
Bíblia de Estudo – Aplicação Pessoal
Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar.
É Deus quem nos reveste de força e torna perfeito o nosso caminho.
(Js 1:9 / 2 Sm 22:33)

Exercitando o perdão

José demorou para se revelar aos seus irmãos, mas não porque estava tramando uma vingança, mas sim porque muitos anos haviam se passado e ele desconhecia o caráter daqueles homens. José foi cauteloso e garantiu a prova de que seu irmão mais novo estava vivo. E quando se sentiu seguro, declarou palavras lindas, onde não havia ressentimento ou mágoa, mas sim muito amor e perdão.

“Cheguem mais perto”, disse José a seus irmãos.
Quando eles se aproximaram, disse-lhes:
“Eu sou José, seu irmão, aquele que vocês venderam ao Egito!
Agora, não se aflijam nem se recriminem por terem me vendido para cá, pois foi para salvar vidas que Deus me enviou adiante de vocês. Já houve dois anos de fome na terra, e nos próximos cinco anos não haverá cultivo nem colheita. Mas Deus me enviou à frente de vocês para lhes preservar um remanescente nesta terra e para salvar-lhes as vidas com grande livramento.
Assim, não foram vocês que me mandaram para cá, mas sim o próprio Deus.” (Gn 45:4-8)

José eliminou de imediato qualquer possibilidade de uma reação defensiva e hostil por parte de seus irmãos. Tomou a frente da situação e lavou a alma, derramou seu coração. Que tal aprender a perdoar como José?

Tempo de Deus

Os irmãos de José se prostravam diante dele (Gn 44:14). Os sonhos que ele teve mais de vinte anos antes se cumpriam (Gn 37:6-9). O que parecia improvável se tornou possível pelo agir de Deus. José devia acreditar que não veria sua família nunca mais e de repente, ali estavam seus irmãos – todos os detalhes meticulosamente planejados por Deus: José com poder no Egito gerenciando um suprimento de mantimentos em um período de fome severa em toda a terra.

Deus sabe o que faz e Ele irá agir. Talvez em um, dois, dez, vinte ou cem anos – mas vai agir. Ele sabe o que é melhor para você e para mim – mesmo que a gente não entenda.

SENHOR, bem sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos Teus planos pode ser frustrado (Jó 42:2). E sabe qual o plano de Deus para você? Jesus.

Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte (Pv 14:12). Sabe qual o único caminho verdadeiro? Jesus.

Jesus é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14:6). Não importa se para nós os planos de Deus parecem distantes. Deus trouxe a Israel o Salvador Jesus, como havia prometido (At 13:23), não no tempo que os homens julgaram conveniente, mas quando foi estabelecido pela Sua soberania. Aquele que prometeu é fiel (Hb 10:23b). Deus é sempre fiel e nos ama imensamente…

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3:16)

Descanse somente em Deus, ó minha alma; dEle vem a minha esperança.
SENHOR, em Ti espero; Tu me responderás, ó Senhor meu Deus!
Guia-me com a tua verdade e ensina-me, pois Tu és Deus, meu Salvador, e a minha esperança está em Ti o tempo todo.
(Sl 62:5 / 38:15 / 25:5)

Não se apresse. Espere em Deus e tudo terminará bem.

No caminho certo

Ao ter seu sonho revelado por José, faraó ficou admirado. Voltando-se para seus conselheiros, perguntou: Será que vamos achar alguém como este homem, em quem está o espírito divino? (Gn 41:38)

Faraó reconheceu que as interpretações anunciadas por José haviam sido reveladas por Deus e por conta desta ‘intimidade’ visível de José com o SENHOR, o antes prisioneiro agora era declarado comandante de toda a terra do Egito. José inspirava confiança. Era um homem íntegro, honesto, que refletia em sua vida o agir de Deus.

Quando Deus habita em nós, nossa atitude reflete Sua presença. Ser alguém de confiança é um indício de que estamos no caminho certo.

Abra a porta

O SENHOR estava com José e lhe concedia bom êxito em tudo o que realizava. (Gn 39:23b)

Deus estava com José, mas isso porque José desejava a presença de Deus em sua vida.

Jesus está batendo na porta, mas Ele nunca irá arrombá-la. Alguém tem que levantar e abrir a porta. Jesus não que ser um intruso, mas um convidado. É preciso desejar e buscar a presença do SENHOR em nossas vidas para que Ele permaneça conosco e nos conceda bom êxito em tudo o que realizarmos.

Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo. (Ap 3:20)

Obediência e atitude

Jacó, agora Israel, obedeceu ao que Deus ordenou e retornou para sua terra natal. Mas isso não seria fácil. Ele teria que enfrentar o irmão Esaú, de quem havia tomado os privilégios da primogenitura e a benção de seu pai Isaque.

Vinte anos haviam se passado, mas Jacó ainda temia – não fazia ideia de qual seria a reação de Esaú ao reencontrá-lo. Mas mesmo com muito medo, Jacó obedeceu e seguiu com sua família, servos, rebanhos e pertences de volta para Canaã.

Mas Jacó não apenas aguardou passivamente pela provisão de Deus – que certamente viria em cumprimento da promessa que lhe havia sido feita. Ele agiu para que tudo corresse bem: Enviou à Esaú mensagem com tom humilde e submisso (Gn 32:3-5), dividiu a caravana para proteger ao menos parte do grupo e bens (Gn 32:7-8), ofereceu presentes (Gn 32:13-15), tudo com a finalidade de apaziguar o coração de Esaú. Jacó também não se esqueceu de orar e de compartilhar com Deus sua angústia (Gn 32:9-12).

Precisamos confiar, obedecer… E agir. Caso contrário, de que adianta Deus estar preparado para nos ajudar se nós não estivermos preparados para receber Sua provisão?

Sem estudar, não adianta orar para que Deus nos ajude a passar na prova – e isso serve para todas as provas da nossa vida.

Uma só carne

Raquel e Lia eram irmãs, mas não se pode dizer que eram amigas, já que viviam em constante disputa pelo amor e atenção do marido Jacó.

Mas, quando o assunto foi defender a família, elas surpreendentemente concordaram. Apoiaram o marido a fazer tudo o que Deus havia mandado, já que isso era o correto e o melhor para todos. Raquel e Lia não pertenciam mais à família de seu pai e entendiam isso – agora formavam uma nova família, a família de Jacó. (Gn 6-16)

Ainda hoje, apesar de não vivermos em uma sociedade onde casamentos são arranjados pelos pais (pelo menos não ostensivamente), muitas famílias são destruídas antes mesmo de ficarem sólidas pela dificuldade em aceitar que com o casamento ‘deixamos pai e mãe’. Homens e mulheres se casam, mas não entendem que formam juntos, uma nova família – continuam vivendo em dependência de seus pais, psicológica, financeira e/ou emocionalmente.

A família instituída por Deus está sendo destruída pelos homens – é cada vez mais raro encontrar casais de um único casamento.

A sociedade prega a individualidade, cuja consequência é o afastamento do casal. Por outro lado, a Palavra de Deus alerta para que o casal seja ‘uma só carne’. E qual destas regras de conduta devem ser observadas?

Socorro na angústia

Lia foi dada por esposa a Jacó no lugar de Raquel (Gn 29:21-23). Pobre Lia. Foi desprezada pelo marido desde o início do casamento, já que Jacó amava Raquel. E mesmo tendo dado a luz seis filhos e uma filha, não conquistou a preferência do marido.

Ah, se Lia pudesse imaginar que de seu ventre nasceria o messias. Judá, seu quarto filho, foi escolhido para ser antepassado de Jesus. E mais, o terceiro filho, Levi, viria a ser o antecessor de gerações de sacerdotes. Quanta graça!

Lia teria vivido mais feliz se conhecesse o futuro…

Mas, assim como Lia, não conhecemos o futuro. E podemos estar passando por situações de humilhação e desprezo, como ela viveu. Mas, para que se afogar em angústia quando não é possível enxergar o que está por vir. Não precisamos viver em constante conformismo, mas é preciso aprender a agradecer por tudo. Mesmo nas menores coisas sempre haverá algo pelo que se alegrar, afinal Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia (Sl 46:1).