Archive for Gênesis

Obedecer e confiar

Quando penso num exemplo bíblico para obediência, com certeza me lembro de Abraão.

Quem seria capaz de sacrificar o próprio filho em obediência a Deus? E não era qualquer filho, era o único filho, fruto de sua velhice. Mesmo assim, Abraão não discutiu, não questionou, não esperneou, não argumentou… Simplesmente atendeu ao chamado de Deus com um verdadeiro Eis-me aqui (Gn 22:1b). Bom, talvez não tão simplesmente, pois seu coração certamente estava desconsolado, entristecido… Ainda assim, Abraão escolheu obedecer.

Deus pode nos chamar para fazer algo que não vai nos alegrar. Ainda assim, é preciso confiar nos planos do SENHOR e ter em mente que não somos capazes de entendê-los.  É preciso acreditar que, o que quer quer seja, será para a Glória de Deus e assim estaremos prontos para responder, não apenas com palavras, mas com atitudes: Eis-me aqui, SENHOR.

Como um poço no deserto

Já ouviu o ditado Em terra de cego quem tem um olho é rei ?

Pois é, nos tempos de Abraão, em meio ao deserto, um poço era algo tão valioso quanto ouro.

Não havia como sobreviver – e que dirá prosperar – sem água (tal como hoje em dia). Por isso Abraão fez questão de reclamar o poço que lhe haviam tomado. Era importante para a sobrevivência de sua família e de seus rebanhos.

Abraão poderia simplesmente ter cavado outros poços, mas não era assim tão fácil, já que não se tratava de um deserto de areia branca e fofa, mas sim de um amontoado de pedras e rochas. Certamente havia sido muito difícil escavar este poço.

Abimeleque devolveu o poço a Abraão e a aliança entre os dois foi selada: tratariam um ao outro com bondade.

Grato, Abraão agradeceu, não apenas a Abimeleque, mas a Deus que é quem concede toda benção.

Devemos sempre, como Abraão, agradecer a Deus por tudo. Só Ele nos oferece a maior riqueza deste mundo: a Salvação, por meio de Jesus Cristo, para quem somos tão valiosos como um poço no meio do deserto.

(Gn 21:22-34)

Ouça Deus falar

Deus falou com Abraão muitas vezes. Mas isso não foi privilégio de Abraão – Deus também fala conosco, de várias maneiras. Às vezes Ele usa uma outra pessoa, uma situação em nossa vida, nossos próprios sonhos e pensamentos… Mas tem um meio pelo qual Ele nos fala diretamente: a bíblia. Não chamamos esse livro de “Palavra de Deus” à toa. Deus fala por meio dessas palavras – nos resta querer ouvir.

E o que foi dito a Abraão, também pode ser dito a nós todos:

“Eu sou o Deus todo-poderoso; ande segundo a minha vontade e seja íntegro.

 Não tenha medo! Eu sou o seu escudo; grande será sua recompensa!”

(Gn 17:1b / 15:1b)

Sacrifício de louvor

Por onde ia, Abrão construía um altar dedicado a Deus (Gn 12:7 / 13:4). Diante do altar Abrão oferecia sacrifícios e invocava o nome do SENHOR em oração.

Bom, nós não precisamos construir altares, pois, se somos templo de Deus e temos o Espírito de Deus habitando em nós (1 Co 3:16), isso significa que carregamos conosco o altar, no nosso coração.

E também não precisamos oferecer sacrifícios de animais, mas por meio de Jesus, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o Seu nome (Hb 13:15).

Não precisamos construir altares por onde vamos, mas não podemos esquecer de oferecer a Deus sacrifícios de louvor. Não tire férias de Deus. Convide-o para estar com você, sempre, em todos os lugares.

É possível vencer

Quando Deus firmou aliança com Noé e seus filhos, simbolizada pelo arco-íris no céu, entre outras orientações, lhes disse:

“Mas vocês, sejam férteis e multipliquem-se; espalhem-se pela terra e proliferem nela.” (Gn 9:7)

Aproximadamente 150 anos depois, o homem já planejava desobedecer a Deus:

“Depois disseram: Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra”. Gn 11:4

Mostrando sua soberania, Deus confundiu as línguas dos que ali estavam, forçando-os a se separarem e frustrando os planos daqueles homens, que pararam a construção da cidade, que ficou conhecida como Babel.

Em apenas 150 anos, a maldade no coração do homem já havia se manifestado a este ponto! Tudo bem que o fato do tempo ser pouco ou muito não aumenta e nem diminui as chances do pecado dominar nossa vida, mas é curioso pensar, por exemplo, que Noé ainda estava vivo nesta época e que, possivelmente todos os integrantes deste grupo que tentou ‘chegar ao céu’ construindo uma torre conheciam bem a história de seu patriarca.

Noé era um ancestral em comum de todos os homens daquele tempo. Se os seus filhos, netos, bisnetos, tataranetos, etc o tivessem tido como exemplo, talvez o episódio de Babel não estivesse registrado na bíblia. E Noé era um homem digno de ser imitado, afinal, tinha sido escolhido por Deus o único homem digno para sobreviver ao dilúvio.

Depois que Adão e Eva pecaram, não existe um homem sequer neste mundo que não traga dentro de si o pecado, nem mesmo Noé. Mas há aqueles que lutam diariamente contra este mal – e vencem. Você pode não conhecer alguém assim pessoalmente, mas lendo a bíblia conhecerá muitos. Tenha-os como o exemplo de que é possível vencer e seja também um vencedor.

Loucura que salva

Esta é a história da família de Noé: Noé era homem justo, íntegro entre o povo da sua época; ele andava com Deus. (Gn 6:9)

E Noé fez tudo como o SENHOR lhe tinha ordenado. Noé fez tudo exatamente como Deus lhe tinha ordenado. (Gn 7:5 / 6:22)

Sendo o único justo na terra, Noé pôde contar com a benevolência de Deus e assim ele e sua família foram poupados da destruição. (Gn 6:8 / 7:1)

Nossa fidelidade e obediência a Deus não serão em vão. Sejamos justos e íntegros como Noé e seremos recompensados.

Certamente Noé foi chamado de louco pelos seus conterrâneos. Assim também seremos vistos como loucos. Mas é melhor ser louco e desfrutar das infinitas bençãos de Deus do que ser ‘são’ e perecer eternamente.

Nossa natureza pecadora

Adão pecou e condenou toda a sua descendência ao pecado. Caim, o filho primogênito de Adão e Eva, entrou para a história da humanidade por ter cometido o primeiro assassinato da história.

Cerca de 1500 anos foram necessários para que a semente de Adão se multiplicasse na terra – e com ela, o pecado.

O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal. (Gn 6:5)

Adão e Eva comeram do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, mas foi o mal que dominou sobre a terra.

Assim como os primeiros habitantes do planeta, estamos susceptíveis ao pecado, mas não podemos nos sujeitar a ele. Nossa natureza é pecadora, o que é mal nos atrai, mas nosso tesouro não está neste mundo. Nós, que ressuscitamos com Cristo, devemos procurar as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus (Cl 3:1).

Que em meio a uma multidão de pecadores, o SENHOR possa olhar para nós e encontrar algo digno de ser salvo, assim como fez com Noé (Gn 6:8).

15º dia: Gn 47 a 50

No texto de hoje morre Jacó e morre José.

Jacó nasceu fazendo as coisas à sua maneira, enganando, mentindo… morreu servo, submisso e confiante nas promessas de Deus para sua descendência.

José nasceu ingênuo, sonhador… morreu digno do amor de Deus e da confiança do Faraó e do povo egípcio, homem íntegro, generoso e justo.

Jacó e José experimentaram durante suas vidas um relacionamento íntimo com Deus. Em resposta à fidelidade de ambos, Deus os agraciou com vitórias, riquezas e com a certeza de que Ele acompanharia seus descendentes e de que a promessa feita à Abraão se cumpriria. “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gn 12:1-2)

Chegamos ao final de Gênesis. O fim do princípio. A primeira vitória deste desafio. Estou muito feliz e a cada dia mais maravilhada e empolgada com a leitura, que tem me trazido muitos ensinamentos. Amanhã vamos para Jó. Que venham muitas outras vitórias, pela graça de Deus!

14º dia: Gn 43 a 46

José não guardava rancor de seus irmãos. Ele agora sabia que sua ida para o Egito era plano de Deus e até consolou seus irmãos depois de ter revelado a eles sua identidade: “Agora, não se aflijam nem se recriminem por terem me vendido para cá, pois foi para salvar vidas que Deus me enviou adiante de vocês”. Mas muitos anos haviam se passado e José não conhecia mais seus irmãos. Seriam ele os mesmos maus homens que o haviam vendido para o Egito? Teriam eles matado também, por inveja, seu irmão Benjamin? José não fazia ideia de qual seria a reação de seus irmãos quando soubessem que ele estava vivo. Por isso teve cautela. Quis certificar-se de que Benjamin estava vivo e deu um jeito de trazê-lo para o Egito. Finalmente, comovido com o clamor de Judá pela vida de Benjamim – sim, o mesmo Judá que antes instigou os irmãos a venderem José – declarou a todos que estava vivo.

E Jacó alegrou-se grandemente com a notícia e decidiu partir o quanto antes para o Egito, não se esquecendo de pedir a orientação de Deus. E a resposta às orações de Jacó não podia ter sido melhor: “Eu sou Deus, o Deus de seu pai. Não tenha medo de descer ao Egito, porque lá farei de você uma grande nação”. E ali começava a nação de Israel. Setenta almas rumo ao Egito para que se cumprisse às palavras de Deus para Abraão: “Saiba que os seus descendentes serão estrangeiros numa terra que não lhes pertencerá, onde também serão escravizados e oprimidos por quatrocentos anos” (Gn 15:13).

13º dia: Gn 40 a 42

José tinha plena consciência do agir de Deus em sua vida. No texto de hoje, continua dando testemunho exemplar, sempre deixando claro aos que estão ao seu redor que seus dons nada mais eram do que Deus agindo em sua vida. Seria fácil para José, como pecador que era, querer tomar para si as glórias de seus dons. Poderia ficar envaidecido pela interpretação dos sonhos dos servos de Faraó, mas não o fez. Antes, declarou “Não são de Deus as interpretações?”

Da mesma forma, quando foi levado ao Faraó disse: “Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a Faraó”. E o faraó reconheceu o poder do Deus de José: o Deus único.