Archive for Hebreus

Aperfeiçoados

O Deus da paz, que pelo sangue da aliança eterna
trouxe de volta dentre os mortos a nosso Senhor Jesus,
o grande Pastor das ovelhas,
os aperfeiçoe em todo o bem para fazerem a vontade dEle,
e opere em nós o que lhe é agradável,
mediante Jesus Cristo,
a quem seja a glória para todo o sempre. Amém. 

(Hb 13:20-21)

Sacrifício perfeito

Primeiro ele [Jesus] disse [a Deus]:
“Sacrifícios, ofertas, holocaustos e ofertas pelo pecado não quiseste, nem deles te agradaste” (os quais eram feitos conforme a Lei).

Então acrescentou:
“Aqui estou; vim para fazer a Tua vontade”.

Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas.

(Hb 10:8-10)

O sacrifício de Cristo foi o cumprimento final de tudo o que os sacrifícios de tudo o que os sacrifícios do Antigo Testamento representavam – o perdão de Deus para o pecado.

Por Cristo ser o sacrifício perfeito pelos nossos pecados, estes estão e estarão completamente perdoados – no presente, no passado e no futuro.

Cristo removeu o pecado que nos impedia de ter comunhão e aceitar o seu sacrifício por nós. Crendo nEle, não somos mais culpados, mas limpos e aperfeiçoados. Seu sacrifício desobstrui o caminho para que tenhamos a vida eterna.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Maduros na Palavra

Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e avancemos para a maturidade, sem lançar novamente o fundamento do arrependimento de atos que conduzem à morte, da fé em Deus,
da instrução a respeito de batismos, da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno. Assim faremos, se Deus o permitir. (Hb 6:1-3)

Certos princípios elementares são essenciais para todos os crentes – todos devem entendê-los. Estas doutrinas básicas incluem a importância da fé, a tolice de tentar salvar-se por meio de boas obras, o significado do batismo e dons espirituais, e os fatos da ressurreição e da vida eterna. Para continuar a amadurecer em nossa compreensão, precisamos ir além (mas não para longe) dos ensinos elementares, tendo uma compreensão mais completa da fé. E isto é o que o autor pretende que seus leitores façam (Hb 6:3). Os cristãos maduros devem ensinar as doutrinas básicas aos novos cristãos. Então, agindo de acordo com o que conhecem, os que são maduros aprenderão ainda mais da Palavra de Deus.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Comunhão legítima e sincera

Em Filemon vemos a trama da vida de um escravo, Onésimo, que fugiu do seu senhor Filemon, e caiu em uma prisão junto com o apóstolo Paulo, deflagrando um encontro com Cristo (Fm 10). Dessa história, destacam-se as seguintes lições, por intermédio da vida do apóstolo Paulo:

  • A humildade engrandece enquanto a soberba diminui (Fm 1). Paulo não se apresenta como apóstolo ao interceder por um escravo, mas como prisioneiro de Cristo, se colocando no mesmo nível dele (Pv 18:12). Jesus prezou por essa característica, a humildade, pois esta tanto revelava sua personalidade (Jo 13:14, 15) quanto o conteúdo do seu ensino (Mt 11:29).
  • Não se deve desperdiçar a oportunidade de elogiar sinceramente as pessoas (Fm 4, 5). Paulo agradece a Deus e engrandece a Filemon em oração pelo relacionamento deste com Jesus e com os irmãos (Fm 7). Somos muito rápidos em criticar (Pv 12:18). O caminho da depreciação parece ser bem mais fácil para as pessoas, devido à natureza caída e predisposição interior ao mal que todos têm. Difícil é ser encorajador tendo como ponto de vista as qualidades e não os defeitos (Pv 16:24).
  • Somos embaixadores da paz, logo, chamados para pacificar (Fm 16, 17). Paulo foi um intercessor, mediador e pacificador entre o escravo e seu senhor (Rm 12:18). Construiu pontes em vez de muralhas ou abismos (Pv 15:1). Seu argumento foi em defesa do recém-convertido, classificando-o não mais como escravo, inimigo ou inútil, mas como irmão, amigo e útil (Fm 11). Ou seja, anulou a barreira utilitarista e trabalhista (escravo-senhor) e teceu a trama familiar (irmãos espirituais).
  • Nosso altruísmo com o próximo é oriundo da experiência e identificação de Cristo conosco (Fm 18, 19). Paulo foi tão empático com Onésimo que redimiu sua dívida (pagou a conta), justificou seu pecado, dignificou-o reconciliando-se com um desqualificado escravo marginalizado por um estigma de traidor, libertou-o da condição hereditária do pecado (por intermédio de Cristo), ministrou o perdão de Deus, incluiu-o novamente no convívio dos seus, nivelou-o à ética do Reino por meio de seu exemplo, demonstrou profunda compaixão com atitudes práticas. Em síntese, explicitou Jesus por meio da experiência de regeneração contida no Evangelho. Percebe-se que as ações de Paulo são iguais às de Cristo por nós. Esse é um cristianismo atuante de um cristão que faz identificação com os que ainda não conhecem a Deus (1 Co 9:20-23). Foi exatamente por isso que Jesus se manifestou ao mundo: Para nos revelar o Pai por meio de suas palavras, pensamentos e ações, fazendo-Se o caminho de acesso até Ele (Jo 14:6).

Tudo isso só foi possível pela transformação de Jesus no coração de Onésimo, e consequentemente, no de Filemon em relação ao ex-escravo. Um relacionamento só pode ser renovado neste nível se Cristo reinar nos corações (Mt 5:8). Isso se dá por causa do poder da palavra de Deus (Hb 4:12) e pelo convencimento do Espírito Santo (Hb 3:15).

Vivamos, então, em conversões constantes dos corações daqueles que nos cercam com a finalidade de atraí-los para uma comunhão legítima e sincera (Fp 2:2).

Fonte: Igreja Batista Ágape – “Uma análise da carta de Filemon

Deus não se esconde

Havia em Cesaréia um homem chamado Cornélio, centurião do regimento conhecido como Italiano. Ele e toda a sua família eram piedosos e tementes a Deus; dava muitas esmolas ao povo e orava continuamente a Deus. 
(At 10:1-2)

O que acontecerá ao pagão que nunca ouviu falar a respeito de Cristo? Esta pergunta frequentemente remete à justiça de Deus. Cornélio não era um crente em Cristo, mas buscava a Deus e era reverente e generoso. Sendo assim, Deus enviou Pedro para que falasse com ele sobre Cristo. Isto mostra que Deus é galardoador dos que o buscam. Aqueles que buscam sinceramente a Deus, conseguirão encontrá-lo!

Deus enviou o seu Filho, porque ama o mundo inteiro. Ele não faz uso do favoritismo, nem se esconde daqueles que querem encontrá-lo.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

 Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa aqueles que o buscam

(Hb 11:6)

Tentação no deserto

Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.

Então o diabo o levou à cidade santa, colocou-o na parte mais alta do templo e lhe disse:

“Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui para baixo. Pois está escrito:
‘Ele dará ordens a seus anjos a seu respeito, e com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra’”.

Jesus lhe respondeu: “Também está escrito:
‘Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus’”. 

(Mt 4:1, 5-7) – Leia também em Lc 4:9-12

Na tentativa de desviar Jesus de seus caminho, o diabo usou a própria Palavra de Deus. Compare suas palavras com o que diz Salmos 91:11-12

Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos; com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra.

Mas então isso significa que o diabo conhece a a Bíblia?

Sim, conhece. E muito! E vai usar isso sem qualquer escrúpulo contra aqueles que não souberem se defender, distorcendo palavras, inventando interpretações e usando a desculpa de que “está escrito”.

Mas como, então se defender de mais essa estratégia ardilosa?

Sendo como Jesus, conhecedor profundo da Palavra, de forma que não seja possível ser enganado pelo uso indecoroso de trechos isolados das escrituras.

Não é à toa que a bíblia é comparada à uma arma:

Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração. 
(Hb 4:12)

E se tanto nós como o diabo empenhamos a mesma espada, vencerá aquele que tiver maior intimidade com o instrumento e portanto, maior habilidade para manusear a arma e derrotar o inimigo.

Precisava de um incentivo para ler mais a bíblia? Aqui está.
Nos desertos da vida, o diabo irá usar a Palavra de Deus contra você.
E então, quem vencerá?

Vencendo a oposição

Logo que os judeus começaram a edificar os muros, sob a liderança de Neemias, os inimigos se manifestaram para tentar impedir que a obra fosse adiante (Ne 4:1).  O texto nos diz que Tobias (amonita), Sambalate (governador da Samaria) e Gesén (árabe) ficaram irados e criticaram os edificadores. Havia ali motivos étnicos, políticos e religiosos. Em nenhum momento, houve um ataque armado contra os judeus, mas muitas palavras foram usadas para intimidá-los. Os obreiros foram criticados, chamados de fracos. A obra foi criticada. Disseram que uma simples raposa derrubaria o muro que estava sendo levantado (Ne 4:3). Houve questionamento, acusação, calúnia, fofoca, ameaças (Ne 4; Ne 6). Cartas foram escritas e falsos profetas subornados para tentarem interferir na obra de Neemias (Ne 6).

Palavras são armas. Não podemos nos esquecer disso. Uma palavra pode ‘derrubar’ uma pessoa e destruir projetos e relacionamentos. Esta é uma das principais estratégias de Satanás no combate ao povo de Deus. Quando Jesus foi tentado no deserto, o inimigo usou palavras, com sofismas, propostas e questionamentos na intenção de induzi-lo ao erro (Mt 4). As afirmações malignas são contra o nosso caráter, capacidade e vocação, de modo que fiquemos desanimados e desistamos da missão que o Senhor nos confiou.

Neemias não deu ouvidos ao que o inimigo dizia. Continuou trabalhando com todo empenho. Diante de sua persistência, os inimigos mudaram a tática. Chamaram Neemias para um encontro, aparentemente amistoso. É assim também conosco. Quando Satanás não nos vence pela perseguição, procura aproximar-se de nós com aparência de amizade, transfigurado em anjo de luz (2 Co 11:14). Com isso, os adversários queriam tirar Neemias do seu propósito. Pretendiam interromper o trabalho, causar distração, atraso e, depois, destruição. Não podemos ceder.

Neemias disse: “Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer” (Ne 6:3). Não podemos, nem por um instante, ir até o inimigo. No território dele estaremos muito mais vulneráveis a sucumbir.

Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus. (Hb 12:1-2)

Adaptado do Portal lagoinha.com – A missão de Neemias, por Anísio Renato de Andrade.

Nem uma lembrança

Aquele que pecar é que morrerá. O filho não levará a culpa do pai, nem o pai levará a culpa do filho. A justiça do justo lhe será creditada, e a impiedade do ímpio lhe será cobrada.

Mas, se um ímpio se desviar de todos os pecados que cometeu e obedecer a todos os meus decretos e fizer o que é justo e direito, com certeza viverá; não morrerá.
Não se terá lembrança de nenhuma das ofensas que cometeu. Devido às coisas justas que tiver feito, ele viverá.
(Ez 18:20-22)

Que difícil depender de nossa própria justiça, não acha?

No antigo testamento ser justo significava adorar a Deus e somente a Ele, não matar, não adulterar, não roubar, guardar o sábado, oferecer sacrifícios, enfim, cumprir a lei.

Mas Jesus ofereceu por nós um sacrifício único e perfeito e fez conosco uma nova aliança. Por que cremos nEle, nossa conduta é transformada, ou seja, matar, roubar, adulterar, etc, deixam de fazer parte de nossas vidas.
E nossas ofensas também serão esquecidas, pois, pelo sangue de Jesus derramado na cruz, fomos santificados (Hb 13:12) e nossos pecados foram lavados (Ap 1:5). Fomos purificados de todo pecado (1 Jo 1:7).

Em Jesus viveremos!

Deus “retribuirá a cada um conforme o seu procedimento”.
Ele dará vida eterna aos que, persistindo em fazer o bem,
buscam glória, honra e imortalidade.
Mas haverá ira e indignação para os que são egoístas,
que rejeitam a verdade e seguem a injustiça.
Pois o salário do pecado é a morte,
mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

(Rm 2:6-8 / 6:23)

Palavra de amor

Os vivos, somente os vivos, te louvam, como hoje estou fazendo; os pais contam a tua fidelidade a seus filhos. (Is 38:19)

Uma outra versão diz que o pai aos filhos fará notória a tua verdade.

E é assim que a Palavra de Deus se propaga pelos quatro cantos do mundo, de geração em geração. Mesmo tendo atualmente à nossa disposição muitos meios de comunicação em massa, nenhum deles é tão eficiente para levar às boas novas do evangelho do que o calor de uma palavra amiga, dirigida especialmente a alguém a quem amamos. E se amamos nossos filhos e aqueles que estão à nossa volta, desejamos compartilhar com eles a inesgotável graça de Deus, não é?

Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração.
Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar(Dt 6:5-7)

Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus. (Hb 12:1-2)

Propósito de salvação

Pois esse é o propósito do Senhor dos Exércitos; quem pode impedi-lo? Sua mão está estendida; quem pode fazê-la recuar? (Is 14:27)

No contexto, as palavras acima se referem à destruição que viria sobre a Babilônia, nação perversa, que despertou a ira do Senhor. Mas a onipotência de Deus também se aplica à salvação, quando Ele a tiver como propósito, não haverá quem seja capaz de impedir.

Que o propósito de Deus em relação a nós seja a salvação e não a destruição! Para isso, precisamos…

  • Ter fé – Porque sem fé é impossível agradar a Deus. (Hb 11:6a)
  • Reconhecer nossas fraquezas – Pois, Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. (1 Jo 1:9)
  • Crer em Jesus Cristo – Pois ele mesmo nos garantiu: “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida.” (Jo 5:24)

Atribuam ao Senhor a glória que o seu nome merece; adorem o Senhor no esplendor do seu santuário (Sl 29:2), pois Ele, e apenas Ele, tem poder para nos salvar.