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Fugindo de Deus

A palavra do Senhor veio a Jonas, filho de Amitai com esta ordem:
“Vá depressa à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, porque a sua maldade subiu até a minha presença”.
Mas Jonas fugiu da presença do Senhor.
(Jn 1:1-3a)

Bom, na verdade, Jonas tentou fugir da presença de Deus e não conseguiu ir muito longe. Da mesma forma, muitas vezes nós tentamos fugir da presença de Deus, principalmente quando teimamos em tomar decisões baseadas em nossas próprias vontades, sem considerar o que o que Deus espera de nós. Acontece que, assim como Jonas, não conseguiremos ir longe. Deus pode até permitir nossa caminhada para o lado oposto, pois aprenderemos com isso que a caminhada sozinhos é muito mais difícil. Muito melhor é seguir com Deus, pelo caminho que leva à vida.

Senhor, para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? (Sl 139:7)

178º dia: Jn 1-4

Quem não conhece a história de Jonas? Aquele que sobreviveu depois de ter sido engolido por um grande peixe.

Jonas foi chamado por Deus para pregar contra a grande cidade de Nínive, mas recusou a missão que lhe foi confiada (Jn 1:1-3). Certamente não era uma missão das melhores. Jonas teria que ir até Nínive, uma cidade da poderosa Assíria, inimiga de Israel, e ainda por cima clamaria ostensivamente contra ela. Seria uma missão perigosa, certamente. Mas não foi apenas por medo que Jonas recusou o chamado de Deus. Jonas não desejava que os habitantes de Nínive tivessem a oportunidade de se arrepender de sua perversidade, ele queria vê-los punidos por seus pecados. Ele preferia morrer do que ver o povo ímpio de Nínive alcançar o perdão Deus (Jn 4:1-3).

Então Jonas fugiu, ou tentou fugir (Jn 1:3), pois, como fugir da presença de Deus? Logo, Jonas percebeu que não haveria saída e atendeu ao chamado do SENHOR, dirigindo-se então à Nínive (Jn 3:3).

Surpreendentemente, ao ouvir as palavras de Jonas, todos em Nínive, incluindo o rei, creram em Deus, se arrependeram, jejuaram e clamaram a Deus. Abandonaram os maus caminhos e a violência. Receberam em troca a compaixão de Deus, que os livrou da destruição antes anunciada por Jonas (Jn 3:5-10).

Mas Jonas, em vez de alegrar-se com tantas almas convertidas ao SENHOR, irou-se e preferiu a morte (Jn 4:1-3).

Jonas acreditava que Nínive não merecia perdão. Mas Deus não queria apenas salvar os ninivitas arrependidos, Ele queria ensinar a Jonas (e a nós), que todos os que clamam verdadeiramente por Sua graça são atendidos. Não cabe a nós dizer quem é bom ou mau, quem está certo ou errado. De Deus é este encargo, o qual Ele cumpre com amor, justiça e misericórdia.

Vamos seguir as palavas de Jesus:

Vocês julgam por padrões humanos; eu não julgo ninguém. Mesmo que eu julgue, as minhas decisões são verdadeiras, porque não estou sozinho. Eu estou com o Pai, que me enviou. (Jo 8:15,16)

Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.” (Mt 7:1-5)