Archive for Juízes

Cego de paixão

Sansão era um homem sábio e muito forte, mas tinha uma fraqueza: a paixão. E essa fraqueza lhe trouxe duas grandes derrotas. Primeiro, foi convencido pela esposa a contar a resposta do enigma que havia proposto aos convidados de seu casamento (Jz 14:12-18). Depois, declarou para Dalila o segredo de sua força descomunal (Jz 16:4-22).

Sozinho, Sansão era o mais forte dos homens. Apaixonado, se tornava o mais frágil dos  soldados. A paixão o deixava cego. Curiosamente, Sansão ficou de fato cego, pois teve seus olhos furados, e foi assim, cego, que ele morreu e na sua morte, matou mais homens do que em toda a sua vida. (Jz 16:30)

Deus tinha um propósito para a vida de Sansão e usou sua fraqueza para cumprir Sua vontade. Mas é preciso ter cuidado, pois uma fraqueza pode nos afastar dos caminhos do SENHOR. Mesmo vencido, Sansão não se afastou do caminho de Deus e recuperou as forças. É melhor evitar o tropeço, mas se chegarmos a cair, podemos acreditar que Deus nos ajudará a levantar e prosseguir.

Deus é fiel e justo

Mais uma vez os israelitas fizeram o que o Senhor reprova (Jz 10:6). E mais uma vez veio sobre ele a opressão, desta vez pelas mãos dos amonitas e filisteus.

Depois de 18 anos de sofrimento, finalmente os israelitas perceberam que a libertação só poderia vir pelas mãos de Deus – confessaram seus pecados e suplicaram por livramento (Jz 10:15). Então eles se desfizeram dos deuses estrangeiros que havia entre eles e prestaram culto ao SENHOR. E Ele não pôde mais suportar o sofrimento de Israel (Jz 10:16). Logo seria levantado um novo líder que traria anos de paz ao povo.

O amor de Deus é incomparável. Mesmo quando nos encontramos na situação mais degradante e pecadora, Ele está ali, de braços abertos, caminhando ao nosso lado, esperando ansioso pela nossa conversão.

Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. (1 Jo 1:9)

Poder e autoridade

Abimeleque e Jotão. Irmãos. Filhos de um homem corajoso e fiel a Deus: Gideão. (Jz 9:1-56)

Depois da morte de Gideão, Abimeleque tentou tornar-se líder. Tinha sede de poder, mas não carregava em seu coração a mesma fé de seu pai.

Do outro lado, Jotão, homem sensato, que herdou o bom caráter do seu progenitor.

O desejo de reinar absoluto fez com que Abimeleque assassinasse seus 70 irmãos – apenas Jotão se salvou. Mas a ganância de Abimeleque trouxe graves consequências, que causaram, inclusive, a sua própria morte.

O desejo por poder ainda domina muitos de nós e continua sendo o causador de muitos males. Mas não podemos esquecer que é de Deus todo poder, então, de que adianta buscar por poder neste mundo? Qual seria o propósito, julgar ou subjulgar o próximo?

Toda autoridade é dada por Deus. Se a temos, precisamos cuidar para não usá-la em prol do pecado. Se não temos, precisamos cuidar para que o desejo de tê-la não seja por motivos torpes. Vigiando sempre! E que o SENHOR nos ajude.

Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém. (Jd 1:25)

 

Crer sem ver

Gideão foi um líder corajoso. Liderou apenas 300 homens na guerra contra um grande exército e venceu. Mas Gideão sabia que a vitória não havia sido conquistada por suas próprias mãos – era obra de Deus – e fez sempre questão de deixar isso claro:

Levantem-se! O SENHOR entregou o acampamento midianita nas mãos de vocês. (Jz 7:15)

Não reinarei sobre vocês, nem meu filho reinará sobre vocês. O SENHOR reinará sobre vocês. (Jz 8:23)

A liderança de Gideão trouxe paz para a terra (Jz 8:28), mas um de seus atos seria o estopim para que Israel caísse mais uma vez…

Com o ouro dos despojos da guerra doado pelos soldados, Gideão fez um manto sacerdotal. Infelizmente, Gideão não contou com o ‘mau hábito’ dos israelitas, de querer ver para crer… Por conta deste hábito, Israel facilmente era seduzido pelos ídolos de pedra e de barro dos povos vizinhos; Por conta deste hábito, logo foi feito do manto de ouro um objeto de adoração e o povo israelita, mais uma vez, se desviava dos caminhos do SENHOR.

Quando desejamos ardentemente ver para crer, nos afastamos de Deus. Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos (Hb 11:1), então precisamos crer sem ver, porque vivemos por fé, e não pelo que vemos (2 Co 5:7).

O desejo de ver para crer também habita em nosso ser, tal como aconteceu com os israelitas, mas precisamos cuidar para não sermos dominados por este ‘mau hábito’, o que nos levará à idolatria e ao distanciamento dos caminhos do SENHOR.

Preconceito não

Débora é um dos exemplos que a bíblia nos trás a respeito de preconceito. Imaginem só uma mulher ser escolhida como líder naquela época, se hoje esse tipo de situação ainda é alvo de muitas críticas.

Deus não escolheu Débora porque ela era mulher, mas sim porque ela era uma pessoa íntegra, perspicaz, obediente… Débora confiava plenamente no SENHOR – por isso foi escolhida.

As escolhas de Deus não são feitas com base nos nossos critérios, mas nos dEle.

Por isso, o melhor a fazer é deixar todo preconceito de lado, porque para Deus não importam o sexo, a cor da pele, a estatura… Ele se importa com o que há em nossos corações.

Leia a história de Débora em Juízes 4 e 5.

Ação e consequência

Uma decisão precipitada pode causar muitos problemas.

Um estupro e assassinato na tribo de Benjamim causou revolta em toda Israel. Os líderes de Benjamim, em vez de denunciarem os culpados, os protegeram, contrariando as orientações de Deus e instigando uma guerra dentro da nação. A indignação dos Israelitas era justa, mas passou dos limites. (Leia esta história em Juízes 20)

Na guerra, a tribo de Benjamim quase foi extinta. Quando perceberam suas atitudes passionais já era tarde: todas as mulheres benjamitas foram mortas e tinham prometido não dar suas mulheres como esposas para os homens remanescentes de Benjamim. E agora? O que fazer para reverter a situação, uma vez que não haveriam mais descendentes de Benjamim? Infelizmente, mais mortes aconteceram até que a paz se restabelecesse entre as tribos de Israel.

Os israelitas consultaram a Deus antes de ir à peleja contra Benjamim, mas se esqueceram de perguntar quando seria a hora de parar. Agiram precipitadamente e  consequência foram muitas mortes.

Deus não apenas nos mostra o início caminho. Ele também ilumina nossos passos, para não nos desviarmos para a direita ou pela esquerda. Mas nós precisamos estar dispostos a conhecer a vontade de Deus e a seguir o Seu caminho e a permanecer nele até o fim.

Bençãos nas diferenças

O livro de Juízes fala de heróis – 12 homens e mulheres que libertaram Israel de seus opressores.

Um desses personagens é Eúde, homem escolhido por Deus para libertar o povo da opressão dos moabitas, que já durava 18 anos (Jz 3:13-15).

A Bíblia ressalta o fato de que Eúde era canhoto, certamente porque tal fato deveria ser considerado uma aberração naqueles dias. Ser canhoto era comparável a ter alguma deficiência física. Ainda assim, foi pelas mãos de Eúde que o povo desfrutou de 80 anos de paz.

Por ser diferente, Eúde poderia ter se sentido desencorajado, enfraquecido, mas em vez disso, seguiu adiante, sem temor.

Eúde é um bom exemplo. Podemos ser diferentes em muitos aspectos, mas Deus usa até as diferenças para que sua vontade seja cumprida. Quando você se sentir diferente, desconfortável em alguma situação, antes de lamentar, pergunte no que essa diferença pode ser usada para a glória de Deus. Ele lhe mostrará a resposta.

Aprovados por Jesus

Josué, filho de Num, servo do Senhor, morreu com a idade de cento e dez anos.
Então os israelitas fizeram o que o Senhor reprova e prestaram culto aos baalins.
Abandonaram o Senhor, o Deus dos seus antepassados, que os havia tirado do Egito, e seguiram e adoraram vários deuses dos povos ao seu redor, provocando a ira do Senhor. (Jz 2:8, 11, 12)

Sempre que um líder falecia, os israelitas enfrentavam o declínio e o fracasso, porque comprometiam seu maior alvo espiritual de várias formas. Abandonaram seu propósito de expulsar todos os povos da terra e adotaram os costumes dos que os cercavam.

A sociedade possui muitas recompensas para oferecer aos que comprometem sua fé. Riquezas, aceitação, reconhecimento, poder e influência. Quando Deus nos dá uma missão, ela não deve ser poluída pelo desejo de aprovação do mundo. Os nossos olhos devem estar fixos em Cristo, que é o nosso Juiz e Libertador.

83º dia: Jz 19 a 21

O final de Juízes está longe de ser feliz. Os pecados recorrentes levaram o povo a guerrear entre si e a tribo de Benjamim quase foi extinta. Quanta tragédia! Cada um fazia o que lhe parecia certo… (Jz 21:25) E acabaram dizimados por suas próprias mãos. É isso o que acontece quando teimamos em seguir as nossas vontades e não a de Deus: somos aniquilados por nossas próprias ações. Todo o livro de Juízes é um grande exemplo do que acontece quando nos afastamos do caminho de Deus.

Amanhã chego no livro de Rute. Me acompanhem nessa jornada! FIQUEM COM DEUS

82º dia: Jz 16 a 18

Uma lista de tropeços é o texto de hoje. Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos (Jz 17:6), mas o que lhes parecia bem, era muito mal. Temos aqui os exemplos de Mica, de sua mãe, de um jovem levita e da tribo de Dã (Jz 17:4,5 / 17:11,12 / 18:30), todos deixados dominar pela idolatria. O povo estava completamente desorientado, valores totalmente deturpados… Vejam as palavras da mãe de Mica: tenho dedicado este dinheiro da minha mão ao SENHOR, para meu filho fazer uma imagem de escultura e uma de fundição… (Jz 17:3). O próprio Mica também acreditava estar fazendo o certo (Jz 17:13). Não havia um líder, mas isso não podia ser desculpa para terem se desviado tanto dos caminhos de Deus. Os ensinamentos de Deus deveriam ter passado de pai para filho, de geração em geração. Isso não aconteceu e agora Israel estava afundado em pecados.