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Perto pelo sangue

Em quem [Jesus] temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça. (Ef 1:7)

Falar sobre o sangue de Jesus era um modo importante de se falar sobre a morte de Cristo. Sua morte indica duas importantes verdades: a redenção e o perdão.

Redenção era o preço pago para obter a libertação de um escravo (Lv 25:47-54). Por meio de sua morte, Jesus pagou o preço necessário para nos libertar da escravidão do pecado.

O perdão, garantido na época do Antigo Testamento, estava baseado no derramamento do sangue dos animais (Lv 17:11). Agora fomos perdoados por causa do derramamento do sangue de Jesus – Ele morreu como o mais perfeito e consumado sacrifício.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe,
já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
(Ef 2:13)

Olho por olho

Se alguém ferir uma pessoa a ponto de matá-la, terá que ser executado.
Quem matar um animal fará restituição: vida por vida.
Se alguém ferir seu próximo, deixando-o defeituoso, assim como fez lhe será feito: fratura por fratura, olho por olho, dente por dente. Assim como feriu o outro, deixando-o defeituoso, assim também será ferido. (Lv 24:17-20)

A lei era rígida. E precisava ser. Eram necessárias regras de conduta bem delineadas para que o caráter do povo fosse moldado conforme o propósito de Deus. Não fosse assim, todos se desviariam, seduzidos pelos prazeres do mundo.

Mas e nós? Devemos seguir estas mesmas regras?

Felizmente não. Mas é preciso enfatizar que Jesus não veio para cancelar a lei, mas sim para torná-la mais forte. E nesse intuito, o próprio Cristo declarou que o maior de todos os mandamentos é o amor.

Disse Jesus:
O mais importante dos mandamentos é este: ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças’.
O segundo é este: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’.
Não existe mandamento maior do que estes. (Mc 12:29-31)

O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da lei (Rm 13:10). E tenho certeza de que todos nós concordamos que amar nem sempre é fácil. Não concorda? Então não se esqueça de que Jesus mandou que amássemos também nossos inimigos… Acha isso fácil? Eu não…

Disse Jesus:
Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus.
Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os publicanos fazem isso!
E se vocês saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! (Mt 5:44-47)

Ou seja, cumprir os mandamentos de Deus continua muito difícil, assim como era para os israelitas. E então, como fica o ‘olho por olho, dente por dente’? Bom, Jesus acrescentou o amor nesse mandamento…

Disse Jesus:
Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’.
Mas Eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa.
Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas.
Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que deseja pedir-lhe algo emprestado. (Mt 5:38-42)

Escolhidos de Deus

Vocês serão santos para mim, porque eu, o Senhor, sou santo, e os separei dentre os povos para serem meus. (Lv 20:26)

Disse Jesus: Vocês não me escolheram, mas Eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome. (Jo 15:16)

Portanto, estejam com a mente preparada, prontos para a ação; sejam sóbrios e coloquem toda a esperança na graça que lhes é dada na revelação de Jesus Cristo.
Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância.
Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: Sejam santos, porque eu, o SENHOR, sou santo“. (1 Pe 1:13-16)

Cercados pelo mal

Os israelitas saíram do Egito rumo à terra de Canaã, duas terras onde habitava a iniquidade. Duas culturas politeístas, cujos cultos a absorviam práticas abomináveis, incluindo o sacrifício humano. A multidão liderada por Moisés estava cercada pela maldade. Mas a situação fica ainda pior quando lembramos que, assim como todos os seus vizinhos, o povo de Israel também era descendente de Adão e Eva, e carregavam consigo a mesma natureza pecaminosa. E o pecado é como o fermento, basta um punhado para levedar toda a massa (Gl 5:9).

Mas Deus, que sabe todas as coisas, e conhece todas as nossas fraquezas, alertou o seu povo para que se mantivessem afastados do modo de vida dos egípcios e cananeus. Disse o Senhor a Moisés:

“Diga o seguinte aos israelitas: Eu sou o Senhor, o Deus de vocês.
Não procedam como se procede no Egito, onde vocês moraram, nem como se procede na terra de Canaã, para onde os estou levando. Não sigam as suas práticas. Pratiquem as minhas ordenanças, obedeçam aos meus decretos e sigam-nos. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês. Obedeçam aos meus decretos e ordenanças, pois o homem que os praticar viverá por eles. Eu sou o Senhor.” (Lv 18:1-5)

Jesus também se preocupou com os seus discípulos e os alertou para que não se deixassem envolver com as práticas iníquas dos fariseus e saduceus.

Disse-lhes Jesus: “Estejam atentos e tenham cuidado com o fermento dos fariseus e dos saduceus”. (Mt 16:6)

Estes mesmos conselhos se aplicam muito bem a todos nós. Estamos cercados pela maldade e pelo pecado. Somos diariamente seduzidos e tentados a nos desviar dos caminhos de Deus. Devemos permanecer atentos e obedientes à Palavra do SENHOR.

Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado.
(1 Co 5:7)

Presente e futuro

“Quando vocês entrarem na terra de Canaã, que lhes dou como propriedade…” (Lv 14:34)

Os israelitas ainda estavam ao pé do monte sinai, mas já recebiam instruções para o futuro. Deus se preocupa conosco desta mesma forma. Ele não cuida apenas do nosso presente, mas também guarda e guia o nosso futuro.

Sacrifício definitivo

A grande mensagem de Levítico é a santidade de Deus – “…Sejam santos porque eu, o Senhor, o Deus de vocês, sou santo” (Lv 19:2). Mas como podem pessoas pecadoras aproximar-se do Deus santo? Primeiro, é necessário lidar com o pecado. Os primeiros capítulos de Levítico fornecem instruções detalhadas para as ofertas de sacrifício, que constituíam símbolo ativo de arrependimento e obediência. Quer fossem bois jovens, grãos, cabritos ou ovelhas, as ofertas sacrificiais tinham de ser perfeitas, sem defeito ou manchas, simbolizando o sacrifício definitivo que estava por vir – Jesus, o Cordeiro de Deus. Jesus veio e abriu o caminho para Deus, dando sua vida como sacrifício final em nosso lugar. A verdadeira adoração e unidade com Deus se inicia quando confessamos os nossos pecados e aceitamos a Cristo como o único que pode nos redimir do pecado e nos aproximar de Deus.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Bode expiatório

No dia da expiação dois bodes representavam a maneira de Deus lidar com o pecado dos israelitas. O primeiro bode era sacrificado e por meio dele Deus perdoava os pecados cometidos. O segundo bode era enviado ao deserto, carregando sobre si, simbolicamente, a culpa pelos pecados do povo. Esse último era chamado ‘bode emissário’ e é desta narrativa bíblica que surgiu a expressão ‘bode expiatório’. (Lv 16:5-22)

Esse ritual deveria ser repetido anualmente, para que os israelitas não se esquecessem da verdade – eram pecadores. Nem mesmo o sumo sacerdote poderia considerar-se superior aos seus conterrâneos, já que deveria em primeiro lugar, oferecer sacrifício pelos seus próprios pecados.

Mas Jesus Cristo fez-se carne e veio a este mundo para substituir este sistema imperfeito definitivamente. Sua morte e ressurreição são o sacrifício perfeito – trouxeram perdão e isenção de culpa àqueles que crêem. Jesus tem um sacerdócio permanente. Ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. É de um sumo sacerdote como este que precisávamos: santo, inculpável, puro, separado dos pecadores, exaltado acima dos céus. Ao contrário dos outros sumos sacerdotes, ele não tem necessidade de oferecer sacrifícios dia após dia, primeiro por seus próprios pecados e, depois, pelos pecados do povo. E ele fez isso de uma vez por todas quando a si mesmo se ofereceu. (Hb 7:24-27)

É triste pensar que Jesus foi um bode expiatório. Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse. Foi desprezado e rejeitado pelos homens. Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido.
Ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.
(Is 53:2-5)

Sim, enquanto homem, humilhado, massacrado, pregado a cruz, Jesus pode ser visto como um bode expiatório, considerado culpado pelos erros de todo o mundo. Mas enquanto Deus, ressurreto dentre os mortos, glorificado acima de todas as nações, Jesus é o Messias, o Salvador, o Filho de Deus.

Jesus padeceu porque nos ama e nos perdoa os pecados porque nos tem como irmãos. Nenhum bode expiatório poderia fazer algo semelhante.

Sujeitos ao pecado

Arão seria o sumo sacerdote, mas isso não faria dele um homem perfeito. Parte de sua função era oferecer sacrifícios pelo pecado do povo, mas primeiro, deveria oferecer sacrifício pelo seu próprio pecado (Lv 9:7).

O ritual instituído por Deus lembrava aos sacerdotes que eles eram homens como os outros, sujeitos aos mesmos erros, e que eles, enquanto líderes, deveriam buscar uma vida de boa conduta a fim de poderem desempenhar da melhor forma a função que lhes havia sido designada.

Você não acha que isso também se aplica aos pastores, ministros e líderes de hoje? Na verdade, isso se aplica a todos os Cristãos, que se tornaram ministros de Jesus no momento de sua conversão. É isso mesmo. Todos nós devemos nos lembrar de que somos homens sujeitos ao pecado e orar a Deus pedindo o Seu perdão com frequência, de forma que ao trabalhar na obra do SENHOR, anunciando o evangelho a toda criatura, possamos ter os corações humildes e cheios de amor.

Obedecendo

Havia uma condição a ser cumprida para que os israelitas desfrutassem as bençãos de Deus: obediência.

Se vocês seguirem os meus decretos e obedecerem aos meus mandamentos, e os colocarem em prática, estabelecerei a minha habitação entre vocês e não os rejeitarei. Andarei entre vocês e serei o seu Deus, e vocês serão o meu povo. (Lv 26:3, 11-12)

Obedecer ainda é uma condição. Não é possível servir a Deus e permanecer em caminho torto. A obediência é algo que devemos buscar, um ato contínuo a ser praticado e melhorado diariamente. No caminho, tropeçaremos, mas uma outra sentença condicional nos oferece confiança e conforto:

Se confessarmos os nossos pecados,
ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados
e nos purificar de toda injustiça. (1 Jo 1:9)

Dilema moral

Em sua velhice, Isaque se preparava para abençoar o seu primogênito, Esaú.

Mas Rebeca ouviu a conversa do pai com o filho e tratou de tramar para que a benção fosse dada ao filho mais novo, Jacó, o seu preferido. Ela, então, correu para contar seu plano a Jacó.

Sabe qual foi a reação de Jacó? Ele questionou a mãe. Pena que foi pelo motivo errado… Jacó não se importou com a falta de honestidade, com o desrespeito a seu pai e irmão… Ele apenas teve medo de ser pego, medo de que fosse desmascarado, de que o plano fosse descoberto antes de ser implementado.

A forma como reagimos a um dilema moral costuma revelar nossos verdadeiros motivos. Em geral, ficamos mais preocupados em ser pegos do que em fazer o que é certo. Jacó não pareceu preocupado quanto ao plano enganoso de sua mãe; sua única preocupação era apenas a de ser pego enquanto a executava. Se você tem a preocupação de ser apanhado, está provavelmente em posição não muito honesta. Faça deste medo um alerta e aja de forma íntegra.
Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)