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Medindo forças

Depois de orar, disse Jesus:
“Levantem-se e vamos! Aí vem aquele que me trai!”

Enquanto ele ainda falava, apareceu Judas, um dos Doze. Com ele estava uma multidão armada de espadas e varas, enviada pelos chefes dos sacerdotes, mestres da lei e líderes religiosos.

Disse Jesus: “Estou eu chefiando alguma rebelião, para que vocês venham me prender com espadas e varas?”

(Mc 14:42-43, 48)

Não, Jesus não estava chefiando nenhuma rebelião. Ele não tinha um exército ou armas e nem estava se escondendo ou tentando fugir.

Mas então porque o excesso de violência e agressividade para prendê-lo?

Poder. Jesus definitivamente exercia poder sobre o povo, por seus ensinamentos, milagres e palavras sábias. Por ter se aproximado verdadeiramente da população, como não faziam os líderes da época, políticos e religiosos. Jesus tinha poder. E isso incomodou absurdamente aqueles que detinham algum poder. Sentiram-se ameaçados, feridos e desrespeitados. Foi o suficiente para impulsioná-los a defender sua honra a qualquer preço, mesmo que usando de meios mais agressivos do que o necessário.

O poder verdadeiro e absoluto estava em Jesus, por isso, Ele não precisava provar nada a ninguém. Por alguns dias aqueles líderes religiosos que O prenderam, incluindo o sumo sacerdote, devem ter julgado terem vencido a guerra pelo poder, afinal Jesus foi condenado, humilhado, espancado e morto na cruz.

Mas enquanto aqueles homens guerreavam por poder aqui na terra, Jesus apenas começava seu triunfo por uma causa muito mais nobre: a justiça divina.

O poder cega até mesmo os mais sábios, como aconteceu com os sacerdotes nesta história. Da mesma forma acontece com a fama, o dinheiro e tantas outras seduções deste mundo, que nos levam a guerrear por causas inócuas enquanto deixamos de lado o verdadeiro propósito de nossas vidas: glorificar a Deus.

A batalha já foi vencida! Não é preciso medir forças com ninguém. Só precisamos seguir em frente, sempre, confiantes e certos da vitória, seguindo o exemplo de Cristo.

Homens de fé

A leitura de hoje conta as histórias de dois homens de grande fé: Bartimeu (Mc 10:46-52) e Zaqueu (Lc 19:1-10).

Estou musical hoje… Ouça comigo estas duas músicas inspiradas nestes personagens.

FIQUEM COM DEUS

Quero ser o último

Assentando-se, Jesus chamou os Doze e disse:
“Se alguém quiser ser o primeiro, será o último, e servo de todos”. 
(Mc 9:35)

Muito provavelmente foi dessa afirmativa de Jesus que surgiu o ditado popular: “Os últimos serão os primeiros”. Mas, afinal, quem quer ser o último?

Desde muito cedo surge entre nós um sentimento de competitividade – todos querendo ser o primeiro em alguma coisa. As crianças já disputam entre si: “Você pode ser melhor nisso, mas eu sou muito melhor naquilo!”

Certamente o conselho de Jesus deve frustar a muitos, afinal, como abrir mão de ser o primeiro? Mas as palavras de Jesus servem justamente para nos fazer perceber que de nada valem as coisas neste mundo, de nada adianta ser o primeiro em uma prova, em uma brincadeira, no trabalho, etc. O que isso tudo pode lhe trazer de bom? Tudo bem, talvez ser o primeiro possa sim nos proporcionar algumas coisas, concordo, mas qual destas coisas é mais preciosa do que a vida eterna? Essa é a pergunta que devemos nos fazer diariamente…

Se estivermos envidando mais esforços para sermos os primeiros aqui na terra do que para cumprir o propósito de Deus, é possível que estejamos negligenciando o serviço do Senhor e, consequentemente, nos tornando cada vez mais os últimos para o reino dos céus.

Não ser o primeiro pode não significar o fracasso e sim a vitória eterna.

Sejamos os últimos!

Coração de mãe

Em Mateus 15:21-28 e Marcos 7:24-30 encontramos a história de uma mulher cananéia desesperada à procura de ajuda para sua filha endemoninhada.

Há muito que podemos aprender com essa mãe cananéia. Na verdade, ela era verdadeiramente digna de ser chamada mãe. Ela precisava de ajuda para sua filha e se recusou a aceitar um não como resposta.

Ao ouvir a resposta de Jesus, esta mãe não discutiu com Ele, mas aceitou o que ele disse!

Jesus, porém, respondendo, disse:
“Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos”.
E ela disse:
“Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores”. 
(Mt 15:26-27)

Há momentos em que nos pegamos discutindo com o Senhor, quando não obtemos dEle a resposta que estamos buscando. Mas seremos realmente sábios se honrarmos a Deus como nosso Senhor, continuando a humildemente lhe pedir por misericórdia e compaixão.

Somos lembrados de que a palavra “pedi” em Mateus 7:7 (Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á) não remete a uma ação única e isolada, mas sim a um ato contínuo que, portanto, poderia até ser melhor traduzido como “peça, continue pedindo, e receberá”. A mãe cananéia seguiu incansavelmente este conselho e, como se pode ver facilmente, alcançou o resultado que ela tanto desejava – sua filha foi curada.

A fé incondicional dessa mãe foi recompensada por JESUS!

Então Jesus respondeu, e disse-lhe:
“Ó mulher, grande é a tua fé! Que seja para você como você deseja”.
E sua filha foi curada de na mesma hora.
(Mt 15:28)

Que todo filho de Deus possa resistir ao desânimo como fez esta mulher de grande fé e que possamos pedir e continuar pedindo até que os desejos justos de nosso coração sejam concedidos. Amém.

Adaptado de: Central do Sermão – Digna de ser chamada mãe

Seguros no barco

Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para Betsaida, enquanto ele despedia a multidão.
Tendo-a despedido, subiu a um monte para orar.
Ao anoitecer, o barco estava no meio do mar, e Jesus se achava sozinho em terra.
Ele viu os discípulos remando com dificuldade, porque o vento soprava contra eles. Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar; e estava já a ponto de passar por eles.
Quando o viram andando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma. Então gritaram, pois todos o tinham visto e ficam aterrorizados. Mas Jesus imediatamente lhes disse: “Coragem! Sou eu! Não tenham medo!” 
(Marcos 6:45-50)

Jesus precisava ter tempo para orar. Da mesma forma, nós precisamos também reservar parte de nosso tempo para a oração.

Se Jesus não estiver conosco, seremos lançados em meio às tempestades da vida. Com Jesus ao nosso lado estaremos seguros no barco ou andaremos tranquilamente sobre as águas.

E se, porventura, estivermos afundando no mar da vida, tudo o que precisamos fazer é chamar por Jesus. Ele vai nos salvar.

Jesus acalma a tempestade

A história relatada em Mateus 8:23-26, Marcos 4:35-41 e Lucas 8:22-25 é a seguinte:

(Clique aqui para ler este texto completo)

Jesus havia contado várias parábolas para a multidão de ouvintes que O estavam seguindo. No mesmo dia, à tardinha, Jesus disse aos Seus discípulos: “vamos para a outra margem do lago.”
Deixando a multidão para trás, lançaram o barco às águas, acompanhados de alguns barcos pequenos. Ao navegarem, Jesus acabou adormecendo na popa, sobre um travesseiro.
Mas surgiu de repente um grande temporal, com uma tremenda ventania, e as ondas batiam contra o barco, que começou a se encher de água!
Os discípulos chegaram até Jesus e perguntaram: “Mestre, o Senhor não se importa que estejamos prestes a morrer?” Jesus despertou, repreendeu o vento e ordenou às ondas: “Calma! Fiquem quietas!” O vento parou e no lago tudo fico calmo.
Jesus então perguntou: “Por que vocês estão tão apavorados? Onde está a sua fé?”
Os discípulos ficaram tomados de um grande temor e exclamaram uns aos outros: “Quem é Este – que até o vento e as ondas lhe obedecem?”

Algumas perguntas para reflexão e ação:

1) Por que Jesus logo dormiu ao partirem para a outra margem do mar da Galiléia?
R.: Estava cansado.

- O que isso mostra sobre a Sua natureza?
R.: Era humano

2) O que você sentiria se estivesse no lugar dos discípulos quando a tempestade chegou e bateu forte? [Pense nisso!]

- Os discípulos tinham experiência com barcos?
R.: Claro! Esse tinha sido o seu ganha-pão, seu dia-a-dia.

- Conheciam bem o lago?
R.: Sem dúvida! Ali haviam navegado muitas vezes. E provavelmente ouviram de
muitos naufrágios naquelas águas diante de circunstâncias semelhantes.

3) Onde estava Jesus? Estava longe ou perto?
R.: Jesus estava na popa, na parte da frente do barco. Mesmo dormindo, sossegado, Ele estava adiante de Seus discípulos, no comando da situação; Ele estava perto – estava literalmente “no mesmo barco” com eles.

4) Os discípulos tinham razão em questionarem a Jesus daquele jeito? Por que?
R.: Questão em aberto. Mas é claro que devemos sempre clamar e perguntar com respeito, sabendo que, quer entendamos, gostemos ou não, Deus sempre sabe o que faz.

- Você já questionou alguma ação (ou falta dela) por parte de Jesus?
Você já reclamou com Deus, dizendo algo como: “Por que que o Senhor está me deixando passar por isso?!” [Pense nisso!].

- Eles realmente corriam perigo de vida?
R.: Questão em aberto. Mas, humanamente é bem possível que naufragassem. O fator que mudava tudo era que Jesus estava presente no barco com eles; eles estavam sob Sua proteção.

5) Por que será que Jesus não tomou a iniciativa de acalmar a tempestade, de resolver o problema antes dos discípulos O abordarem e pedirem?
R.: Tudo que Jesus fazia durante aqueles 3 anos com Seus discípulos tinha o propósito de lhes ensinar, pelo exemplo e na prática, como viver de acordo com a vontade de Deus. A fé dos discípulos estava sendo testada. Talvez eles, vendo Jesus ali cansado, tenham pensado que aquela seria uma boa oportunidade para assumirem a direção da operação de travessia – afinal, eles conheciam bem este lago e Jesus parecia tão fraco e necessitado. Ledo engano!

6) Qual foi a reação de Jesus imediatamente após despertar?

- Do que tratou primeiro?
R.: Primeiro cuidou do problema que ameaçava Seus discípulos; depois se dirigiu aos discípulos e tratou de sua deficiência espiritual.

- Sua reação quanto aos Seus discípulos foi justificada?
R.: Sem dúvida! Para começar, Jesus nunca erra – Sua
avaliação é sempre certeira. Seus discípulos deviam saber, a esta altura, Quem Jesus realmente era. O instinto de preservação os levou a ter medo de se afogarem, e isso é humano e normal. Mas eles deveriam ter uma fé como de uma criança que, estando nos braços do pai, não teme nem os maiores perigos que se apresentam. A lei da fé
cancela a lei do medo.

7) O que o poder demonstrado por Jesus sobre as forças da própria natureza nos ensina sobre Sua identidade e natureza?
R.: No início da história vimos sua Natureza humana. Agora vemos Sua natureza divina!

Calar ou falar

A história de Ester nos ensina dois importantes princípios:

1) Devemos aprender a calar

Ester ouviu o seu mentor – seu tio Mardoqueu – e manteve segredo sobre sua nacionalidade e descendência (Et 2:10). Este segredo preservou sua vida e permitiu a ela ter acesso ao rei.

Aprender a calar e ouvir pode nos dar acesso ao mundo de outra pessoa e certamente nos ajuda a entender os outros melhor. Apenas entendendo melhor as pessoas ao nosso redor poderemos verdadeiramente surtir alguma influência em suas vidas e, talvez, ajudar a mudar o curso de suas histórias.

2) Devemos aprender quando falar

Ester escolheu cuidadosamente o momento de falar e só então expôs a dura verdade:
O inimigo era o conselheiro de confiança do rei (Et 7:6a)

Manter nossa fé em segredo é um hábito quase sempre motivado pelo medo e pela vergonha. Mas Jesus emite um aviso severo para aqueles que não estão dispostos a falar em seu nome:

Porquanto, qualquer que se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos. (Mc 8:38)

O Apostolo Paulo explica por que não devemos ter vergonha de falar de Jesus:

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. (Rm 1:16)

No entanto, o falar pode significar sofrimento e Paulo entendia bem desse assunto…

Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus. (2 Tm 1:8)

O silêncio estratégico é sábio, e nos dá a oportunidade de ouvir o outro lado. Mas quando há uma oportunidade temos de estar preparados para falar e responder apropriadamente.

Estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós. (1 Pedro 3:15)

Adaptado de: Central do Sermão – A mulher que disse sim para Deus.

No fundo do poço

Ebede-Meleque é o personagem de hoje. Um etíope, servo do palácio real em Jerusalém, é o herói do Capítulo 38 de Jeremias.

Os príncipes de Israel colocaram o rei Zedequias em uma situação difícil. Eles desejavam morte a Jeremias e foram juntos convencer o rei de que o profeta desejava o mau a Israel. Zedequias provavelmente não concordava com a afirmação, ou pelo menos não estava certo a respeito. Entretanto, embora fosse o rei, opor-se aos príncipes poderia custar-lhe o reinado, ou até mesmo a vida. Acabou, então, por permitir que os príncipes fizessem o que desejassem com Jeremias.

Os príncipes foram cruéis. Jogaram Jeremias em um poço de lama, para definhar até a morte. Possivelmente, procuraram não fazer muito alarde sobre o que acabavam de fazer, e é aqui que o herói entra na história.

Ebede-Meleque soube o que acabava de acontecer, talvez por ter ouvido os gemidos de Jeremias vindos do fundo do poço. E este etíope, um estranho para a comunidade de Israel, demonstrou mais humanidade do que os israelitas nativos. Ebede-Meleque vivia em uma corte iníqua e em meio a uma geração muito corrupta; ainda assim tinha um grande senso de equidade e piedade. Não pensou duas vezes antes de interceder por Jeremias. Foi até o rei, que estava sentado na porta de Benjamim, para julgar causas e receber apelos e petições, ou talvez dirigindo um conselho de guerra. Ebede-Meleque foi imediatamente até o rei, já que o caso não admitia atraso: o profeta poderia ter morrido se ele tivesse menosprezado ou adiado o assunto até que tivesse a oportunidade de falar com o rei em particular.

Com ousadia, Ebede-Meleque afirma diante do rei e de todos os presentes que Jeremias havia sofrido uma grande injustiça, mesmo sabendo que os príncipes eram os responsáveis, mesmo estando estes possivelmente presentes naquele momento e, ainda, mesmo sabendo que eles tinham tido o consentimento do rei.

Ebede-Meleque foi muito corajoso. Embora tivesse um posto na corte, ele estaria em perigo se sua argumentação fosse tomada como ofensa. Mas, sem pesar suas palavras e ações, preocupado apenas em fazer o bem e o que era certo, prosseguiu em seu discurso para o rei alegando que Jeremias havia sido tratado com injustiça e barbaridade.

Jeremias foi humilhado, maltratado e injustiçado pelo seu próprio povo. E no momento de grande angústia e tribulação foi um estrangeiro o enviado para interceder por ele e salvá-lo com todo cuidado e compaixão (Ez 38:12).

Texto adaptado de Bible Study Tools (comentários de Matthew Henry – Jeremias 38)

Quando nos encontrarmos na situação de Jeremias, oprimidos e injustiçados, devemos nos lembrar que Deus pode nos enviar um amigo,  ainda que dentre os mais improváveis, para nos renovar o ânimo e nos ajudar a sair do poço.

Por outro lado, podemos ser o amigo a oferecer a mão a alguém, com amor e compaixão. Como o etíope, estejamos prontos a ajudar o próximo, não importa quem seja.

* * * * * * *

Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos. (Mc 9:35)

Fique junto à porta

Esta é a palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor:
Fique junto à porta do templo do Senhor e proclame esta mensagem:
“Ouçam a palavra do Senhor, todos vocês de Judá que atravessam estas portas para adorar o Senhor.
Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Corrijam a sua conduta e as suas ações, eu os farei habitar neste lugar.” 
(Jr 7:1-3)

Jeremias deveria proclamar a mensagem do Senhor à porta do templo. Mas por que Deus o enviaria para este local específico?

O povo continuava frequentando assiduamente o templo, embora não adorasse a Deus verdadeiramente.

Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim (Is 29:13). O que disse Isaías ficou ainda mais verdadeiro nos tempos de Jeremias. As atividades no templo continuavam, mas o motivo da existência do templo foi abandonado e o que era para ser a casa do Senhor, se tornou mais importante do que o próprio Deus. Portanto, não poderia haver lugar melhor do que ali, à porta do templo, para tentar fazer com que alguns percebessem o vazio de seus supostos cultos e atos de adoração.

E nós? Também temos uma missão dada por Deus de ir pelo mundo pregar o evangelho (Mc 16:15), certo? E qual seria o melhor para fazer isso? Que tal à Porta?

Jesus é a Porta (Jo 10:9) e somente junto dEle teremos autoridade para proclamar as boas novas. Se não estivermos acompanhados do poder e glória de Jesus, nossa palavras não passarão de discursos vazios.

Fique junto à Porta… Esta mensagem também é para nós!

Olho por olho

Se alguém ferir uma pessoa a ponto de matá-la, terá que ser executado.
Quem matar um animal fará restituição: vida por vida.
Se alguém ferir seu próximo, deixando-o defeituoso, assim como fez lhe será feito: fratura por fratura, olho por olho, dente por dente. Assim como feriu o outro, deixando-o defeituoso, assim também será ferido. (Lv 24:17-20)

A lei era rígida. E precisava ser. Eram necessárias regras de conduta bem delineadas para que o caráter do povo fosse moldado conforme o propósito de Deus. Não fosse assim, todos se desviariam, seduzidos pelos prazeres do mundo.

Mas e nós? Devemos seguir estas mesmas regras?

Felizmente não. Mas é preciso enfatizar que Jesus não veio para cancelar a lei, mas sim para torná-la mais forte. E nesse intuito, o próprio Cristo declarou que o maior de todos os mandamentos é o amor.

Disse Jesus:
O mais importante dos mandamentos é este: ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças’.
O segundo é este: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’.
Não existe mandamento maior do que estes. (Mc 12:29-31)

O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da lei (Rm 13:10). E tenho certeza de que todos nós concordamos que amar nem sempre é fácil. Não concorda? Então não se esqueça de que Jesus mandou que amássemos também nossos inimigos… Acha isso fácil? Eu não…

Disse Jesus:
Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus.
Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os publicanos fazem isso!
E se vocês saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! (Mt 5:44-47)

Ou seja, cumprir os mandamentos de Deus continua muito difícil, assim como era para os israelitas. E então, como fica o ‘olho por olho, dente por dente’? Bom, Jesus acrescentou o amor nesse mandamento…

Disse Jesus:
Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’.
Mas Eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa.
Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas.
Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que deseja pedir-lhe algo emprestado. (Mt 5:38-42)