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Crente de verdade

Nem sempre o que parece é.

Nas igrejas por aí há muitos que se dizem crentes, batizados, que participam da ceia, às vezes muito assíduos aos cultos, mas no fundo do coração, ainda não se converteram de fato.

Há muitos motivos para este fenômeno. O principal deles, ao meu ver, é a aceitação social – alguém que está cercado de crentes, se faz passar por crente para ser aceito.

Vejam a história de Simão (Atos 8:9-24). Considerado um deus pelo povo de Samaria, Simão deve ter se sentido diminuído quando os seus seguidores passaram a seguir a Jesus Cristo de pois de terem ouvido de Filipe as mensagens das boas novas. Não pensou duas vezes: “converteu-se” e foi “batizado”. Tornou-se um seguidor de Filipe, maravilhado com o que ouvia e via, talvez tentando se aproximar com o objetivo de descobrir qual seria o truque por trás dos milagres operados. Simão de fato parecia ser um crente, mas não era. Sua conversão foi por interesse, seu batismo, um mergulho em água. Isso ficou evidente quando ele tentou comprar o poder do Espírito Santo…

A história de Simão nos ensina algumas coisas:

1- Não basta afirmar ser crente em Jesus, é preciso se entregar de coração a Cristo. Você pode até enganar aos homens, mas Deus sabe o que há no coração.

2- Infelizmente, nem todos em uma igreja são crentes verdadeiros. Satanás deseja nos atacar até mesmo onde somos mais fortes, reunidos para adorar a Deus, portanto, não se afaste de sua igreja se encontrar alguém que não se encaixa no perfil de um cristão. Talvez essa pessoa ainda não tenha tido a oportunidade de se converter verdadeiramente. Ore por ela. Você estará ajudando-a a encontrar o caminho e fortalecendo a igreja de Cristo.

3- Há esperança. Ao perceber que Simão não havia se convertido de coração, Pedro lhe repreendeu, dizendo: Arrependa-se dessa maldade e ore ao Senhor. Talvez ele lhe perdoe tal pensamento do seu coração, pois vejo que você está cheio de amargura e preso pelo pecado (At 8:22-23). Esvazie-se da amargura e do pecado. Arrependa-se e ore ao Senhor. Ele perdoará aqueles de coração sincero.

335º dia: Rm 5-8

Dificilmente haverá alguém que morra por um justo; pelo homem bom talvez alguém tenha coragem de morrer. Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores. (Rm 5:7-8)

Quem ofereceria a própria vida para salvar um miserável pecador? Só mesmo o amor de Deus para enxergar em nós algo de bom e nos presentear com tão magnífico sacrifício. Fomos sepultados com Cristo na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Ele foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova. (Rm 6:4)

- E agora nós, os que morremos para o pecado, podemos continuar vivendo nele? (Rm 6:2)

Não. Éramos escravos do pecado, mas nessa condição nossa vida dava frutos que levavam à morte, dos quais devemos nos envergonhar.
Mas, graças a Deus, porque, embora tenhamos sido escravos do pecado, passamos a obedecer de coração aos ensinamentos de Jesus.
E assim como oferecemos nossos corpos em escravidão à impureza e à maldade, ofereçamo-nos agora em escravidão à justiça que leva à santidade. Pois pelo amor de Deus fomos libertos do pecado, nos tornando escravos de Deus, e nossas vidas produzem o fruto que leva à santidade, à vida eterna.
(Rm 6:16-22)

Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. 
E nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. (Rm 6:23 / 8:38-39)

316º dia: At 7-10

O evangelho rapidamente se espalhava por toda a terra. Corajosamente, enfrentando constantes ameaças de morte, aqueles que criam em Jesus passavam a testemunhar de sua obra. As boas-novas foram levadas a judeus e gentios, gregos e etíopes, samaritanos e sírios… E a todos quantos receberam a Jesus, por meio das palavras e testemunhos que lhes eram pregados, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, batizando-os com o Espírito Santo (Jo 1:12/At 10:47).

Pelo amor e disposição dos primeiros crentes em Jesus, Sua palavra nos alcança hoje e podemos também crer e sermos parte da família de Deus. O começo da história da igreja nos mostra a importância do serviço missionário. Há muitos povos que ainda precisam conhecer Jesus! Mas não é preciso ir longe para encontrar pessoas que têm sede da palavra de Deus. Olhe a sua volta, na sua vizinhança, escola, trabalho… E comece a testemunhar hoje mesmo das maravilhas que Deus tem feito em sua vida!