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Culto eterno

Todos os domingos, dois irmãos sentavam-se na primeira fileira de cadeiras da igreja, e observavam seu pai na liderança do culto de adoração. Uma noite, após colocar os meninos na cama, o pai ouviu um dos meninos chorando. Perguntou-lhe o que estava acontecendo, mas o menino hesitava em responder. Finalmente, o garoto confessou: “Papai, a Bíblia diz que vamos adorar a Deus no céu para sempre. Isso é tempo demais!” Por imaginar o céu como um longo culto de adoração em que seu pai estaria liderando, o céu lhe parecia muito entediante!

Embora, algumas vezes, eu gostaria que tivéssemos mais informações sobre o céu, todos nós temos uma certeza: tédio não poderia ser a palavra certa para descrevê-lo. Veremos belezas jamais vistas, incluindo o rio da água da vida, brilhante como cristal (Ap 22:1). Experimentaremos a glória de Deus que iluminará o céu (Ap 21:23 / 22:5), e desfrutaremos de uma vida sem dor ou tristeza (Ap 21:4).

Sim, com certeza adoraremos no céu. Pessoas de toda tribo, língua, povo e nação (Ap 5:9) regozijarão em louvor a Jesus, o Cordeiro digno que morreu e ressuscitou por nós (Ap 5:12).

Iremos juntos gozar na glória da presença do Senhor — para sempre! E nem por um segundo ficaremos entediados!

Fonte: Nosso andar diário

Crente de verdade

Nem sempre o que parece é.

Nas igrejas por aí há muitos que se dizem crentes, batizados, que participam da ceia, às vezes muito assíduos aos cultos, mas no fundo do coração, ainda não se converteram de fato.

Há muitos motivos para este fenômeno. O principal deles, ao meu ver, é a aceitação social – alguém que está cercado de crentes, se faz passar por crente para ser aceito.

Vejam a história de Simão (Atos 8:9-24). Considerado um deus pelo povo de Samaria, Simão deve ter se sentido diminuído quando os seus seguidores passaram a seguir a Jesus Cristo de pois de terem ouvido de Filipe as mensagens das boas novas. Não pensou duas vezes: “converteu-se” e foi “batizado”. Tornou-se um seguidor de Filipe, maravilhado com o que ouvia e via, talvez tentando se aproximar com o objetivo de descobrir qual seria o truque por trás dos milagres operados. Simão de fato parecia ser um crente, mas não era. Sua conversão foi por interesse, seu batismo, um mergulho em água. Isso ficou evidente quando ele tentou comprar o poder do Espírito Santo…

A história de Simão nos ensina algumas coisas:

1- Não basta afirmar ser crente em Jesus, é preciso se entregar de coração a Cristo. Você pode até enganar aos homens, mas Deus sabe o que há no coração.

2- Infelizmente, nem todos em uma igreja são crentes verdadeiros. Satanás deseja nos atacar até mesmo onde somos mais fortes, reunidos para adorar a Deus, portanto, não se afaste de sua igreja se encontrar alguém que não se encaixa no perfil de um cristão. Talvez essa pessoa ainda não tenha tido a oportunidade de se converter verdadeiramente. Ore por ela. Você estará ajudando-a a encontrar o caminho e fortalecendo a igreja de Cristo.

3- Há esperança. Ao perceber que Simão não havia se convertido de coração, Pedro lhe repreendeu, dizendo: Arrependa-se dessa maldade e ore ao Senhor. Talvez ele lhe perdoe tal pensamento do seu coração, pois vejo que você está cheio de amargura e preso pelo pecado (At 8:22-23). Esvazie-se da amargura e do pecado. Arrependa-se e ore ao Senhor. Ele perdoará aqueles de coração sincero.

O livro da lei

Em 2011 li a bíblia toda pela primeira vez e me deparei com uma série de histórias desconhecidas para mim até então. Hoje já reli mais da metade da bíblia, mas agora a sensação é diferente… Começo a descobrir os meus textos favoritos e a encontrar coisas novas em trechos já lidos e muito conhecidos.

Um dos textos que eu mais gosto (se é que é possível classificar desta forma), é o relato do reinado de Josias, na ocasião em que ele inicia a restauração do templo, encontra o livro da lei e firma um compromisso com Deus (2 Rs 22 e 2 Cr 34).

Josias foi um bom rei. Ele fez o que o Senhor aprova e andou nos caminhos de Davi, seu predecessor, sem desviar-se nem para a direita nem para a esquerda (2 Rs 22:2, 2 Cr 34:2). Josias desejou restaurar o templo e designou os levitas para liderarem o trabalho, mas ele não podia imaginar que esta atitude lhe revelaria muito mais do que as velhas paredes daquele velho templo… Esquecido em meio aos escombros adormecia o livro da lei. O sumo sacerdote Hilquias, quando o encontrou, parece ter ficado sem ação… Quando imagino esta cena, visualizo Hilquias quase em estado de choque. Depois de uns minutos ele então compartilha a descoberta com o secretário Safã e então ficam os dois em choque. Que grande descoberta! O que fazer com este livro? O que significam estas palavras?

A ação óbvia foi levar o livro ao rei Josias, que saberia o que fazer. E ele de fato soube!

Josias era um homem de Deus, mas não conhecia o livro da lei. Provavelmente a maioria daquela geração sequer havia ouvido falar da lei de Moisés, consequência natural de uma nação governada tantos anos pela maldade, pela iniquidade e pela idolatria.

Ao ouvir as palavras daquele estranho livro, Josias se desesperou, pois percebeu o quão distante ele e todo o seu povo estavam de Deus. Mas, decidido a fazer o que é certo, tomou uma decisão que eu considero das mais bonitas em toda a bíblia: reuniu todo o povo, dos mais simples aos mais importantes, e compartilhou com todos as palavras daquele livro, lendo-o em voz alta ele próprio, o rei. Ao final todos se comprometeram a cumprir a aliança de Deus.

Nossa, que emoção deve ter tomado conta dos corações presentes naquele momento! Um verdadeiro culto com sinceridade, fé e alegria. Todos juntos adorando o único Senhor.

Com essa história aprendemos algumas coisas:

1- É bom compartilhar a Palavra de Deus com os que amamos. Devemos ficar felizes ao ver outras pessoas desfrutando a graça de Deus.

2- Devemos amar a todos. Só assim seremos capazes de nos afastar do egoísmo e levar a Palavra de Deus a todo o mundo.

3- Deus é o objetivo de nosso culto. Não importa se individual ou coletivo; se Deus não estiver presente, não haverá corações quebrantados.

4- Cultos coletivos fortalecem os indivíduos. Juntos somos mais fortes, suportamos uns aos outros, incentivamos uns aos outros.

337º dia: Rm 12-16

Depois de reforçar aspectos doutrinários, Paulo, no capítulo 12 da carta aos romanos, enfatiza os aspectos práticos do evangelho, pois devemos ser praticantes da Palavra, e não apenas ouvintes (Tg 1:22). Assuntos importantes são tratados neste trecho da Palavra de Deus:

Culto e adoração ao SENHOR. O que Deus espera de nós? Que ofereçamos nossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus,  nos envolvendo do Senhor Jesus Cristo e deixando de lado premeditações para satisfazer os desejos da carne. Portanto, não deixemos que o mundo nos domine, mas que Deus nos transforme e nos dê um novo entendimento, para podermos discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito. (Rm 12:1, 2 / 13:11-14)

Comunhão entre irmãosOs muitos que somos formamos um só corpo em Cristo, mas, individualmente, somos membros que pertencem uns aos outros. A cada membro é reservada uma função diferente. Que Deus afaste de nós a inveja e a maledicência e que estejamos dispostos a conviver harmoniosamente com nossos irmãos em Cristo, respeitando as nossas diferenças e apoiando uns aos outros. (Rm 12:3-8 / 14:1-23)

O amor é o maior mandamentoNão se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem. Quem planta o amor, colhe amor. Quem está cheio de amor fica imune à ira, à impaciência, ao orgulho. Quem ama semeia no mundo perseverança, paz, harmonia. De Deus é a vingança, e Ele a exercerá com justiça. A nós está reservado o amor. Não apenas o amor aos amigos, mas também aos inimigos. Nosso amor mostra ao mundo a presença de Deus em nossas vidas. (Rm 12:9-21 / 13:8-10)

Cristãos devem ser bons cidadãos. Somos cristãos, mas não vivemos à parte da sociedade. Na igreja ou fora dela devemos ser exemplo de bons cidadãos. O que um não crente pensaria ao ver um cristão usar palavras pejorativas ao se referir ao líder político de sua cidade?

Se você deseja, como cristão, fazer diferença em sua sociedade, use os meios que ela própria lhe dá,  participando ativamente de eleições (como candidato ou eleitor), acompanhando as ações dos líderes da sua comunidade, etc. Jesus poderia ter dito _”Ignorem esse César, rendei a Deus seus tributos”, mas em vez disso ele disse “Dêem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mts 22:21). Portantodêem a cada um o que lhe é devido: Se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra (Rm 13:1-7).

197º dia: Is 28-30

O SENHOR diz: “Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam só é feita de regras ensinadas por homens.” (Is 29:13)

De nada adianta cumprir as regras da sociedade, ir à igreja, cultuar, orar se não o estiver fazendo de coração. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade (Jo 4:24).

Todos nós estamos sujeitos aos tropeços. Há muitas pedras em nosso caminho, mas Deus está sempre conosco e quer você se volte para a direita quer para a esquerda, uma voz atrás de você lhe dirá: “Este é o caminho; siga-o. Porque o SENHOR é um Deus de equidade; bem-aventurados todos os que nele esperam.” (Is 30:21, 18b)

Isso tudo vem da parte do Senhor dos Exércitos, maravilhoso em conselhos e magnífico em sabedoria. (Is 28:29)