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Genealogias

As genealogias, em geral, são aquelas partes da bíblia que a gente lê passando o olho, rapidinho. Uma série de nomes estranhos que parecem não ter muito objetivo para estarem registrados. Mas, há muito o que aprender com esses trechos da Palavra de Deus – na verdade, se não fosse assim, eles não estariam ali, não é?

Me interessei pelo assunto, e fiz uma boa pesquisa sobre a genealogia de Jesus, registrada em Mateus 1:2-17 e em Lucas 3:23-38. Descobri tanta coisa que poderia escrever muitos dias apenas sobre este tema. Mas, sem mais delongas, vou reproduzir aqui um texto que gostei muito sobre o assunto.

É interessante observarmos que há uma diferença entre as genealogias de Jesus em Mateus e Lucas, enquanto João nem se preocupa com ela. Será que a intenção dos autores dos Evangelhos influenciou essas diferenças e até mesmo a ausência de uma genealogia para o Cristo?

Mateus escreveu seu Evangelho para os judeus. Ele queria, através de seu testemunho, convencer os Judeus que Jesus era o Messias prometido no Primeiro Testamento. Era sobre Ele que a Lei e os profetas tanto falaram. Em todas as oportunidades, Mateus fez uma conexão dos eventos envolvendo Jesus com alguma profecia do passado que já apontava para a sua vinda. Jesus é o Messias! E para o judeu era importante que o Messias fosse identificado como filho de Davi, filho de Abraão. Mateus, em sua genealogia, busca as origens de Jesus até fazer a conexão necessária, como evidência, de que Jesus era o Messias que os Judeus esperavam.

Lucas escreveu seu Evangelho para os gentios. Uma genealogia que liga Jesus a uma exclusividade judaica não seria uma Boa Nova para quem era excluído e descriminado pelo sistema religioso judaico. Lucas mostra em sua genealogia que Jesus é realmente filho de Davi, filho de Abraão; mas, ele vai mais longe. Jesus é filho de Adão, pai também de todos os gentios!

João escreveu seu Evangelho para provar que Jesus era Deus encarnado. Não havia maior preocupação para João do que provar a divindade de Jesus o Cristo. Em João, Jesus é apresentado como o EU SOU; Ele e o Pai são um; Ele tem poder para perdoar pecados, o que só Deus poderia fazer; como também tinha controle sobre a natureza para controlar tempestades e andar sobre as águas. Jesus não era um ser humano filho de outro ser humano qualquer por mais que sua ascendência fosse da nobreza de Israel. Jesus é o próprio Deus! João ignora a genealogia de Jesus porque seu objetivo é mostrar que antes de seu nascimento humano Ele já existia.
No princípio, antes da criação, até mesmo antes de Davi, Abraão, ou até mesmo Adão existir, Jesus estava com Deus e era Deus!

Fonte: WebSite Teologia Et Cetera, por André R. Fonseca.

Deus construtor

Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.

Como é feliz quem teme ao Senhor, quem anda em seus caminhos!
Você comerá do fruto do seu trabalho, e será feliz e próspero.
Sua mulher será como videira frutífera em sua casa; seus filhos serão como brotos de oliveira ao redor da sua mesa.
Assim será abençoado o homem que teme ao Senhor!
(Sl 127:1 / 128:1-4)

Salomão se empenhou pra construir a morada de Deus, o Templo tão desejado por seu pai, Davi. Mas ele sabia que por mais que se esforçasse, de nada valeria o trabalho, se  Deus não estivesse presente.

Foram sete anos para que a obra fosse concluída (1 Rs 6:38), e tudo foi feito para honra e glória do Senhor.

Com Deus reinando em nossas vidas, todas as nossas obras serão concluídas com êxito. Louvemos ao Senhor!

Um coração íntegro

Em oração, Davi pede ao Senhor: Dá ao meu filho Salomão um coração íntegro para obedecer aos teus mandamentos, aos teus preceitos e aos teus decretos. (1 Cr 29:19b)

“Um coração íntegro para obedecer aos teus mandamentos, aos teus preceitos e aos teus decretos” significa ser completamente dedicado a Deus. Isso foi o que Davi desejou para Salomão – que ele quisesse, acima de tudo, servir a Deus.

Você considera difícil fazer a vontade de Deus, ou considera ainda mais difícil estar disposto à fazê-la?

Deus pode lhe dar uma devoção sincera e se você crê em Jesus Cristo, esta benção já está acontecendo em sua vida.

Ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dEle.
(Fp 2:12-13)

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Bendito seja o Senhor Deus, o Deus de Israel, o único que realiza feitos maravilhosos.
Bendito seja o seu glorioso nome para sempre; encha-se toda a terra da sua glória. Amém e amém. 
(Sl 72:18-19)

Sábio conselho

Salomão estava prestes a assumir o trono de Israel. O sucessor de Davi, escolhido por Deus (1 Cr 28: 5), ainda era muito jovem, mas tinha um grande desafio pela frente: liderar o reino de Israel.

Seu pai começa então a prepará-lo, com orientações, conselhos, pedidos, palavras de encorajamento… Em especial, um destes conselhos me chamou a atenção na leitura de hoje, porque serve para todos nós. Vejam só:

E você, meu filho Salomão, reconheça o Deus de seu pai, e sirva-o de todo o coração e espontaneamente, pois o Senhor sonda todos os corações e conhece a motivação dos pensamentos. Se você o buscar, o encontrará, mas, se você o abandonar, ele o rejeitará para sempre. (1 Cr 28:9)

Que belas palavras!
Leia novamente este versículo e substitua o nome de Salomão pelo seu. Este sábio conselho do rei Davi foi para Salomão, mas também para mim e para você.

FIQUE COM DEUS

Liderança na família

Adonias era o quarto filho de Davi, mas seus três irmãos mais velhos já haviam morrido. Como filho mais velho, Adonias seria o sucessor natural do rei Davi, que já estava velho e sem forças (1 Rs 1:1), mas o trono havia sido prometido à Salomão, o escolhido de Deus (1 Rs 1:17).

Sorrateiramente, na tentativa de tomar para si o trono, Adonias articulou sua própria coroação, com o apoio de alguns líderes e conselheiros de Israel. O plano de Adonias não deu certo, mas este não é o assunto de hoje. Seu pai nunca o havia contrariado; nunca lhe perguntava: “Por que você age assim?” (1 Rs 1:6)

Pessoas tementes a Deus, como Davi, foram usadas por Deus para liderar nações, não obstante tivessem problemas em seus relacionamentos familiares.
Os líderes tementes a Deus não podem considerar como certo o bem-estar espiritual de seus filhos. Estão acostumados a terem outros que seguem suas ordens; porém não podem esperar que seus filhos produzam fé por encomenda. O caráter moral e espiritual é construído ao longo de muitos anos, e exige constante atenção e paciente disciplina.
Davi serviu a Deus como rei, mas como pai falhou frequentemente, tanto para Deus como para seus filhos. Não deixe que seu serviço a Deus, até mesmo em posições de liderança, exija tanto de seu tempo e energia que você negligencie as outras responsabilidades que lhe foram atribuídas pelo SENHOR.
Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)
 

Tentação, pecado, arrependimento e perdão

1) Davi peca novamente ao numerar Israel (2 Sm 24:1-13)

O censo de Davi trouxe um desastre porque, de um modo diferente do censo feito no livro de Números (Nm 1 e 2), que havia sido ordenado por Deus, este foi feito para que Davi pudesse se orgulhar da força de seu exército. Ao determinar sua força militar, passou a confiar mais no poderio militar do que em Deus.

Há uma tênue linha divisória entre sentir-se seguro por confiar no poder de Deus e se tornar orgulhoso por ter sido usado por Deus para grandes propósitos.

2) A tentação de Satanás não justifica o ato pecaminoso de Davi (2 Sm 21:1)

O texto bíblico diz que Satanás incitou Davi a levantar o censo de Israel. Satanás pode forçar as pessoas a errar? Não. Satanás apenas tentou Davi com a ideia, mas o rei decidiu agir de acordo com a tentação. Desde o jardim do Éden, Satanás tem tentado as pessoas. O censo de Davi não era contrário à lei de Deus, mas sua motivação estava errada – o orgulho por seu poderoso exército. Esquece-se de que sua verdadeira força vinha de Deus. Até mesmo Joabe, que jamais foi conhecido por elevados ideais morais, reconheceu que este censo seria um pecado.

A partir do exemplo de Davi, aprendemos que uma ação, que pode não estar propriamente errada, pode se tornar pecaminosa se for motivada pela cobiça, pela arrogância ou pelo egoísmo. Frequentemente, nossos motivos, não a ação em si, contêm pecado. Devemos pesar constantemente nossos motivos antes de agirmos.

3) Davi se arrepende e pede perdão. É perdoado, mas sofre as consequências de seus atos (2 Sm 24:8-14)

Quando Davi conscientizou-se de seu pecado, assumiu total responsabilidade, admitiu que estava errado e pediu que Deus o perdoasse.

Muitas pessoas querem acrescentar Deus e os benefícios do cristianismo em suas vidas sem reconhecer seus pecados e culpas pessoais. A confissão e o arrependimento, porém, devem vir antes de se receber o perdão. Como Davi, devemos assumir total responsabilidade por nossas ações e confessá-las a Deus antes. Depois podemos esperar que Ele nos perdoe e continue a operar em nós.

O post de hoje é uma adaptação de: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Rebelde sem causa

Seba é o rebelde da vez. Indignado porque todas as tribos recebiam novamente Davi como rei, ele tocou a trombeta e gritou: “Não temos parte alguma com Davi, nenhuma herança com o filho de Jessé! Para casa todos, ó Israel!” Então todos os de Israel abandonaram Davi para seguir Seba, filho de Bicri. Mas os de Judá permaneceram com seu rei e o acompanharam desde o Jordão até Jerusalém.
(2 Sm 20:1-2)

Israel era um único povo, mas não agia como tal. Cada tribo queria para si mérito de ser a líder das demais. Se esqueciam de que o único e verdadeiro líder seria sempre o mesmo, o soberano Deus.

Não sejamos rebeldes como as tribos de Israel. A rebeldia apenas nos afasta uns dos outros e de Deus.

Arrependimento e perdão

Simei era o líder benjamita que havia agredido Davi com palavras e pedras quando o rei  fugia de Jerusalém para evitar o confronto com seu filho Absalão (clique aqui e leia mais sobre a ocasião).

Algum tempo se passou, Absalão foi morto e Davi se preparava para voltar a Jerusalém. Nesta ocasião, Simei foi mais uma vez ao encontro de Davi, mas agora, em vez da atitude agressiva, levou consigo arrependimento e solidariedade. Simei e seus homens foram dos primeiros a chegar até onde estava o acampamento de Davi e  ajudaram a família real na travessia do Jordão (2 Sm 19:17-18). E Simei, prostrado diante do rei, lhe disse: Que o meu senhor não leve em conta o meu crime. E que não te lembres do mal que o teu servo cometeu no dia em que o rei, meu senhor, saiu de Jerusalém. Que o rei não pense mais nisso! Eu, teu servo, reconheço que pequei. Por isso, de toda a tribo de José, fui o primeiro a vir ao encontro do rei, meu senhor (2 Sm 19:19-20).

Os conselheiros e soldados de Davi ainda amargavam a atitude agressiva e desrespeitosa de Simei, mas o próprio rei, alvo de todas as maldições proferidas e pedras atingidas, foi capaz de perdoar. O rei prometeu a Simei, sob juramento: “Você não será morto” (2 Sm 19:23).

Davi tinha poder para exercer vingança. Ele estava de volta ao trono e bastaria uma palavra para que Simei fosse morto. Mas o rei preferiu exercer o perdão. E para isso nenhum poder é necessário, basta ter o coração aberto para acreditar que o arrependimento existe e lembrar que nós todos estamos sujeitos a errar e se arrepender.

Com menos vingança e mais perdão, o mundo seria bem melhor, não acha?

Amor de pai

O confronto com Absalão era inevitável, mas Davi foi convencido por seus conselheiros a não se dirigir ao campo de batalha. Ele, então, permaneceu no acampamento, mas antes de despedir os soldados, deu-lhes uma importante recomendação: Por amor a mim, tratem bem o jovem Absalão! (2 Sm 18:5)

Absalão queria a morte de seu pai, assim, herdaria o trono, teria poder e bens. Por outro lado, Davi queria o bem do filho, ainda que suas atitudes não fossem dignas de aprovação.

Davi era rei, forte, poderoso, homem de muitas guerras, soldado valente… Mas quando seu filho se tornou seu principal inimigo, sua valentia foi ofuscada por sentimentos paternos: amor, compaixão, compreensão…

Absalão acabou morto, e Davi lamentou profundamente (2 Sm 18:14-15, 33).

Davi é um dos grandes exemplos da bíblia para muitas situações. Aqui, o rei fica despido de sua majestade e dá lugar ao pai aflito, desejoso de que o filho seja poupado das consequências de seus atos inconsequentes.

Deus nos ama como pai amoroso. Ele deseja nos ver escolher bons caminhos e quando erramos, fica ansioso por nos ver reconsiderar nossos atos. Não sejamos filhos ingratos. Que nosso Pai tenha orgulho de nós e que Seu amor infinito seja retribuído por nós em nossas ações, dia após dia.

Retribuir o mal com o bem

O rei Davi fugia de Jerusalém para evitar o confronto com seu filho Absalão, que tentava tomar o trono. No caminho um homem do clã da família de Saul chamado Simei, filho de Gera, saiu da cidade proferindo maldições contra eleEle atirava pedras em Davi e em todos os conselheiros do rei (2 Sm 16:5-6). Faziam parte do comboio do rei todo o exército e a guarda de elite de Davi, que ficaram inconformados com as ofensas de Simei e pediram permissão a Davi para matá-lo (2 Sm 16:9).

Davi não só não permitiu que Simei fosse morto, como ainda justificou as palavras agressivas daquele homem: “Ele me amaldiçoa porque o Senhor lhe disse que amaldiçoasse Davi. Portanto, quem poderá questioná-lo? Talvez o Senhor considere a minha aflição e me retribua com o bem a maldição que hoje recebo” (2 Sm 16:10, 12)

Que vantagem temos e retribuir o mal com mal? Pretendemos irritar o outro, mas na verdade nós mesmos é que somos destruídos quando remoemos o ódio e alimentamos a vingança. É muito melhor fazer como Davi, esquecer as ofensas e viver em paz.

Fácil? De jeito nenhum. Mas por meio de atitudes agressivas não refletimos Jesus para o mundo e nos afastamos aos poucos de Deus.

A mansidão é algo que deve ser exercitado com frequência e regularidade e aos poucos conseguiremos nos aproximar da personalidade serena que Davi demonstrou nesta ocasião.

Disse Jesus:
Amem, porém, os seus inimigos, façam-lhes o bem e emprestem a eles, sem esperar receber nada de volta. Então, a recompensa que terão será grande e vocês serão filhos do Altíssimo, porque ele é bondoso para com os ingratos e maus. Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso. (Lc 6:35-36)