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Como servir

O evangelho de João, Capítulo 13, nos conta que, à ocasião da última ceia, antes de Jesus e os doze discípulos começarem a comer, quando já estavam reclinados à mesa, Jesus “levantou-se da mesa, tirou sua capa e colocou uma toalha em volta da
cintura. Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura” (Jo 13:4-5). Todos ficaram muito surpresos com essa atitude do Mestre!

Ao lavar os pés dos seus discípulos, Jesus os estava ensinando a servir, a agirem como servos. Dessa atitude, então, podemos extrair sete lições de Jesus quanto ao servir. São elas:

1. Servo é aquele que faz o que outros não querem fazer

Na Palestina do primeiro século, as ruas e estradas eram poeirentas e as pessoas andavam descalças ou com sandálias. Por causa disso, ao chegarem às suas casas, seus pés estavam sujos. Assim, algumas residências tinham um escravo designado exclusivamente para lavar os pés das pessoas que ali fossem entrar. Por ser considerado um serviço dos mais “baixos” e humildes, esse escravo era tido como o menor dentre os demais.

Ao chegarem ao local onde seria realizada a última ceia, Jesus e os seus discípulos estavam com os pés sujos. Eles haviam caminhado pelas vias poeirentas para chegarem até ali. Entretanto, naquele local não havia um escravo para lhes lavar os pés. Isso, certamente, estava gerando um grande desconforto, pois eles estavam reclinados à mesa, assentados sobre almofadas e com os pés sujos próximos das pessoas e da mesa. Apesar disso, entretanto, ao que parece, ninguém se dispôs a fazer o serviço de lavar os pés. Então Jesus, percebendo que nenhum deles se prontificava a isso, se levantou e o fez. Ele fez o que os outros não queriam fazer.

2. Servo é aquele que está atento às necessidades

Ao se levantar da mesa com a intenção de lavar os pés sujos dos presentes, Jesus se mostrou atento às necessidades daquele momento. Não seria agradável e correto eles participarem de uma refeição tão importante como aquela com os pés sujos a incomodar a todos. Eles precisavam ser lavados.

3. Servo é aquele que tem o servir como prioridade

Ao perceber a necessidade dos pés sujos serem lavados e que ninguém se dispunha a fazê-lo, Jesus não deixou isso para depois, mas, prontamente se levantou. Sanar aquele problema era uma prioridade que não podia ser adiada.

4. Servo é aquele que não se importa em se humilhar

Por que nenhum dos discípulos se prontificou a lavar aqueles pés sujos? Porque aquele era o serviço do menor dos escravos e nenhum deles estava disposto a passar por isso. Jesus, entretanto, não se importou em se humilhar e servir cada um deles, como se fosse o menor. Ele se levantou e o fez porque o servir era mais importante que a reputação.

5. Servo é aquele que não se preocupa em ser o maior

Durante a ceia, Jesus disse: “O maior entre vocês deverá ser como o mais jovem, e aquele que governa, como o que serve. Pois quem é maior: o que está à mesa, ou
o que serve? Não é o que está à mesa? Mas eu estou entre vocês como quem serve” (Lc 22:26-27). Ao lavar os pés dos discípulos, Jesus, apesar de ser o Mestre e o Senhor, não se preocupando em ser o maior, tomou para si o lugar do menor.

6. Servo é aquele que tem consciência de quem é, por isso serve

Por que Jesus não se importou em se humilhar e não se preocupou em ser o maior? Porque ele tinha consciência de quem era. Ele sabia que era o Filho de Deus. Sua alma não estava marcada por complexos e rejeições que o fizessem se sentir inferior e humilhado ao fazer aquilo. João 13:3 diz: “Jesus sabia que o Pai o havia colocado todas as coisas debaixo do poder, e que viera de Deus e estava voltando para Deus”. Aquele que não tem para si, claramente, a sua identidade, não consegue servir.

7. Servo é aquele que age com altruísmo

Por fim, servo é que olha mais para a necessidade dos outros do que as próprias. Os pés de Jesus também estavam sujos. Mas ele preferiu se levantar e lavar os pés sujos dos seus discípulos. À semelhança do bom samaritano da parábola, Ele não agiu com egoísmo, mas, sim, com altruísmo, verdadeiramente amando o seu próximo (Lc 10:25-37).
Ao lavar os pés dos seus discípulos Jesus lhes ensinou o que é ser um servo. Após isso, Ele lhes disse: “Vocês me chamam ‘Mestre’ e ‘Senhor’, e com razão, pois eu o sou. Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz. Digo-lhes verdadeiramente que nenhum escravo é maior do que o seu senhor, como também nenhum mensageiro é maior do que aquele que o enviou. Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem” (Jo 13:13-17).

Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus os desafiou a fazerem o mesmo. Ele lhes havia dado um exemplo a ser seguido. Se Ele, sendo Senhor e Mestre, havia lhes lavados os pés, por que eles não fariam o mesmo? Por acaso era maiores do que Ele? Claro que não! Eles deveriam agir como servos.

* * * * * * * *

Jesus é o melhor exemplo de como servir a Deus e Ele espera que os seus discípulos de ontem e de hoje:

• Façam o que outros não querem fazer
• Estejam atentos às necessidades
• Tenham o servir como prioridade
• Não se importem em se humilhar
• Não se preocupem em serem os maiores
• Tenham consciência de quem são e sirvam
• Ajam com altruísmo

O que falta para que você se enquadre neste perfil?

Adaptado do website da Igreja Batista Central de Belo Horizonte
          Série de lições “A vida de Jesus – Lição 8: Última ceia.

Geração imatura

Mas, a quem assemelharei esta geração?
É semelhante aos meninos que se assentam nas praças, e clamam aos seus companheiros, e dizem:
Tocamo-vos flauta, e não dançastes;
cantamo-vos lamentações, e não chorastes.

(Mateus 11:16-17)

A geração dos tempos de Jesus era imatura como uma criança birrenta que, ao tentar conseguir o que deseja de uma forma e ser contrariada, passa a tentar a ação oposta, apenas para ter sua vontade atendida – ela é deseja ser cento das atenções e não aceita ser contrariada. A geração dos tempos de Jesus era assim. Criticavam João Batista por seu jejum (ele só se alimentava de mel e gafanhotos) e por não beber vinho. Por outro lado, criticavam Jesus por comer e beber na companhia de pecadores. (Mt 11:18-19)

Para aquela geração nada importava mais do que os seus próprios interesses. Eles queriam ser o centro das atenções e não receberam Jesus como seu Senhor. Eles estavam cegos pelo egoísmo e deixaram que o filho de Deus passassem por eles, sem que o vissem.

Mas e o que dizer “destas gerações”…

Ao olhar para nós e perguntar: “A que posso comparar esta geração?” o que Jesus terá a dizer?

Lágrimas

Lamentações é um poema triste, um lamento fúnebre sobre a queda de Jerusalém.

A aflição de Jeremias foi profunda. Como porta-voz de Deus ele sabia o que aguardava Judá, seu país, e Jerusalém, a capital e “cidade de Deus”. O julgamento do Senhor e a destruição sobreviriam. Assim, Jeremias chorou. Suas lágrimas não foram derramadas por motivos egoístas: ele não se lamentou por causa de uma perda ou sofrimento pessoal. Chorou porque o povo tinha rejeitado o seu Senhor, o Deus que os tinha criado, amado e que repetidamente tentava abençoar Judá. O coração de Jeremias estava partido porque ele sabia que o egoísmo e o pecado do povo acarretaria muito sofrimento e um exílio prolongado. As lágrimas de Jeremias foram de empatia e simpatia por seu povo. Seu coração estava ferido pelas mesmas atitudes que ferem o coração de Deus.

Aquilo que faz uma pessoa chorar diz muito a seu respeito; pode indicar se ela é egoísta, egocêntrica, ou se tem o coração voltado para Deus.

Qual a causa de suas lágrimas? Você chora por que seu orgulho egoísta tem sido ferido ou por que as pessoas à sua volta levam uma vida pecaminosa e rejeitam o Deus que as ama ternamente? Você chora por ter perdido algo valioso ou por que todas as pessoas à sua volta sofrerão devido à pecaminosidade em que vivem? Nosso mundo está cheio de injustiça, pobreza, guerra e rebelião contra Deus; todas estas coisas deveriam fazer-nos chorar e também agir no sentido de pregar a salvação. Leia Lamentações e aprenda o que entristece a Deus.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

O livro da lei

Em 2011 li a bíblia toda pela primeira vez e me deparei com uma série de histórias desconhecidas para mim até então. Hoje já reli mais da metade da bíblia, mas agora a sensação é diferente… Começo a descobrir os meus textos favoritos e a encontrar coisas novas em trechos já lidos e muito conhecidos.

Um dos textos que eu mais gosto (se é que é possível classificar desta forma), é o relato do reinado de Josias, na ocasião em que ele inicia a restauração do templo, encontra o livro da lei e firma um compromisso com Deus (2 Rs 22 e 2 Cr 34).

Josias foi um bom rei. Ele fez o que o Senhor aprova e andou nos caminhos de Davi, seu predecessor, sem desviar-se nem para a direita nem para a esquerda (2 Rs 22:2, 2 Cr 34:2). Josias desejou restaurar o templo e designou os levitas para liderarem o trabalho, mas ele não podia imaginar que esta atitude lhe revelaria muito mais do que as velhas paredes daquele velho templo… Esquecido em meio aos escombros adormecia o livro da lei. O sumo sacerdote Hilquias, quando o encontrou, parece ter ficado sem ação… Quando imagino esta cena, visualizo Hilquias quase em estado de choque. Depois de uns minutos ele então compartilha a descoberta com o secretário Safã e então ficam os dois em choque. Que grande descoberta! O que fazer com este livro? O que significam estas palavras?

A ação óbvia foi levar o livro ao rei Josias, que saberia o que fazer. E ele de fato soube!

Josias era um homem de Deus, mas não conhecia o livro da lei. Provavelmente a maioria daquela geração sequer havia ouvido falar da lei de Moisés, consequência natural de uma nação governada tantos anos pela maldade, pela iniquidade e pela idolatria.

Ao ouvir as palavras daquele estranho livro, Josias se desesperou, pois percebeu o quão distante ele e todo o seu povo estavam de Deus. Mas, decidido a fazer o que é certo, tomou uma decisão que eu considero das mais bonitas em toda a bíblia: reuniu todo o povo, dos mais simples aos mais importantes, e compartilhou com todos as palavras daquele livro, lendo-o em voz alta ele próprio, o rei. Ao final todos se comprometeram a cumprir a aliança de Deus.

Nossa, que emoção deve ter tomado conta dos corações presentes naquele momento! Um verdadeiro culto com sinceridade, fé e alegria. Todos juntos adorando o único Senhor.

Com essa história aprendemos algumas coisas:

1- É bom compartilhar a Palavra de Deus com os que amamos. Devemos ficar felizes ao ver outras pessoas desfrutando a graça de Deus.

2- Devemos amar a todos. Só assim seremos capazes de nos afastar do egoísmo e levar a Palavra de Deus a todo o mundo.

3- Deus é o objetivo de nosso culto. Não importa se individual ou coletivo; se Deus não estiver presente, não haverá corações quebrantados.

4- Cultos coletivos fortalecem os indivíduos. Juntos somos mais fortes, suportamos uns aos outros, incentivamos uns aos outros.

Faça bem a você

Quem faz o bem aos outros, a si mesmo o faz; o homem cruel causa o seu próprio mal. (Pv 11:17)

Em tempos em que o egocentrismo reina absoluto, essas palavras podem parecer estranhas. Todos os dias somos bombardeados com ideias que pregam que o importante nesta vida são as conquistas individuais, etc, etc. Mas a Palavra de Deus nos ensina justamente o inverso: que a satisfação pessoal vem justamente da doação aos outros, fazendo o bem, amando o próximo.

E se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume:
Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
(Rm 13:9b)

Tentação, pecado, arrependimento e perdão

1) Davi peca novamente ao numerar Israel (2 Sm 24:1-13)

O censo de Davi trouxe um desastre porque, de um modo diferente do censo feito no livro de Números (Nm 1 e 2), que havia sido ordenado por Deus, este foi feito para que Davi pudesse se orgulhar da força de seu exército. Ao determinar sua força militar, passou a confiar mais no poderio militar do que em Deus.

Há uma tênue linha divisória entre sentir-se seguro por confiar no poder de Deus e se tornar orgulhoso por ter sido usado por Deus para grandes propósitos.

2) A tentação de Satanás não justifica o ato pecaminoso de Davi (2 Sm 21:1)

O texto bíblico diz que Satanás incitou Davi a levantar o censo de Israel. Satanás pode forçar as pessoas a errar? Não. Satanás apenas tentou Davi com a ideia, mas o rei decidiu agir de acordo com a tentação. Desde o jardim do Éden, Satanás tem tentado as pessoas. O censo de Davi não era contrário à lei de Deus, mas sua motivação estava errada – o orgulho por seu poderoso exército. Esquece-se de que sua verdadeira força vinha de Deus. Até mesmo Joabe, que jamais foi conhecido por elevados ideais morais, reconheceu que este censo seria um pecado.

A partir do exemplo de Davi, aprendemos que uma ação, que pode não estar propriamente errada, pode se tornar pecaminosa se for motivada pela cobiça, pela arrogância ou pelo egoísmo. Frequentemente, nossos motivos, não a ação em si, contêm pecado. Devemos pesar constantemente nossos motivos antes de agirmos.

3) Davi se arrepende e pede perdão. É perdoado, mas sofre as consequências de seus atos (2 Sm 24:8-14)

Quando Davi conscientizou-se de seu pecado, assumiu total responsabilidade, admitiu que estava errado e pediu que Deus o perdoasse.

Muitas pessoas querem acrescentar Deus e os benefícios do cristianismo em suas vidas sem reconhecer seus pecados e culpas pessoais. A confissão e o arrependimento, porém, devem vir antes de se receber o perdão. Como Davi, devemos assumir total responsabilidade por nossas ações e confessá-las a Deus antes. Depois podemos esperar que Ele nos perdoe e continue a operar em nós.

O post de hoje é uma adaptação de: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

355º dia: 2 Tm 1-4

Nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis (2 Tm 3:1). Sabem o que vai acontecer nestes dias de ‘tempos terríveis’? Vejam só…

“Os homens serão:

egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus.” (2 Tm 3:2-4)

Não sei vocês, mas eu, quando leio estes versos e observo o mundo ao meu redor, nos jornais, na TV, acredito que estamos muito próximos dos últimos dias, afinal, já vivemos tempos terríveis – e a cada dia tudo fica mais e mais terrível.

Mas então, o que fazer? Que tal seguir os conselhos de Paulo a Timóteo?

Devemos nos afastar do mau e dos homens que o carregam e seguir de perto os ensinamentos do evangelho, com boa conduta, com fé, com paciência, com amor e com perseverança. Devemos pregar a palavra, permanecendo preparados a tempo e fora de tempo para repreender, corrigir e exortar com toda a paciência e doutrina. (2 Tm 3:5b, 10 / 4:2)

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra. (2 Tm 3:17)

318º dia: At 14-16

Paulo e Silas pregavam na Macedônia.

Lá encontraram uma jovem, que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores.
Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: “Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela.” E na mesma hora saiu.
E, vendo seus senhores que a esperança do seu lucro estava perdida, prenderam Paulo e Silas, e os levaram à praça, à presença dos magistrados.
E os magistrados, rasgando-lhes as vestes, mandaram açoitá-los com varas. E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança. O qual, tendo recebido tal ordem, os lançou no cárcere interior, e lhes segurou os pés no tronco.
E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam(At 16:16-25)

Paulo e Silas foram presos por motivo injusto. A ganância e o egoísmo falaram mais alto que a liberdade e o amor. Antes do cárcere, foram açoitados – e o texto de Lucas reforça: receberam MUITOS açoites. Agora eles estavam ali, perto da meia noite, roupas rasgadas, sangrando, pés amarrados e, ainda assim, orando e cantando hinos a Deus. Consegue se imaginar nessa situação? Eu não. Mas acredito que eu estaria lamentando minha condição.

Mais tarde o próprio Paulo escreveu: Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco (I Ts 5:18). Ele certamente já havia experimentado o consolo que vem do SENHOR quando confiamos nEle, em qualquer situação.

Mas há um outro motivo pelo qual devemos sempre dar graças a Deus: o nosso testemunho. Outros presos escutavam as orações e canções de Paulo e Silas. Imaginem só o espanto desses homens desconsolados diante das palavras de amor, louvor, gratidão… Agora imaginem como o seus colegas de trabalho, de escola, seus familiares, podem se espantar diante de sua reação positiva frente a uma situação difícil. Tentando entender o que acontece com você, muitos encontrarão a resposta, que é Jesus.

Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações. Pois sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam. (Tg 1:2 / Rm 8:28)

218º dia: Jr 3-5

Você já andou na lama em dia de chuva? Eu já. Ficava observando por onde outras pessoas já haviam passado antes de escolher o meu trajeto. Evitava os locais onde havia no chão marcas de derrapadas e seguia por onde haviam pegadas bem definidas, normalmente pisando sobre elas. O fato de alguém já ter passado por ali em segurança diminuía as chances de que eu me acidentasse, embora não eliminasse a possibilidade, pois ainda assim caí algumas vezes e voltei para casa coberta de barro. Pode parecer sem nexo, mas me lembrei dessa situação ao ler o texto de hoje.

O reino do norte escorregou em suas ações e foi levado ao exílio. Judá, em um primeiro momento foi poupada, mas mesmo tendo presenciado o ocorrido com sua vizinha, acabou optando pelo mesmo caminho que ela, onde as derrapadas e quedas seriam certas. Judá teve a chance de perceber o quanto estava desviada de Deus, mas negou-se a ver o que estava diante de seus olhos, e permaneceu na idolatria, no egoísmo, na ambição… E pelas mãos da Babilônia o exílio viria também para Judá, conforme anunciou Jeremias.

Tenham todos um lindo sábado. Fiquem com Deus!

180º dia: Am 4-6

Muitas eram as transgressões de Israel, mas dentre estas, Amós destacou a opressão aos pobres (Am 4:1 / 5:11). Entre muitos outros pecados, Israel foi tomado pelo egoísmo. Aos poucos as vontades pessoais por poder e riqueza prevaleceram e o povo abandonou a si próprio. Esse alerta de Amós quanto a este pecado me faz lembrar das palavras de Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo (Lc 10:27). Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Mt 22:39b).

Em Israel não havia mais amor…

O castigo por tanta maldade é profetizado de forma bastante clara:

Um povo levantado por Deus oprimiria a nação de Israel e todo o povo seria levado cativo para uma terra distante. Em escravidão edificariam casas de pedras lavradas, mas nelas não habitariam; plantariam vinhas desejáveis, mas não beberiam do seu vinho.

Amós nos ensina o que fazer para não padecer como Israel:

Busquem o SENHOR e terão vida.
Busquem o bem, não o mal, para que tenham vida.
Então o SENHOR, o Deus dos Exércitos, estará com vocês.
(Am 5:6a / Am 5:14)