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Promessa aos vencedores

Todas as cartas às igrejas da Ásia têm um mesmo padrão. Há, por exemplo, uma identificação de Cristo, uma afirmação do conhecimento íntimo das igrejas, exortações e promessas. Elas foram enviadas para sete igrejas na Ásia que viviam situações distintas, mas que no somatório são situações de todas as igrejas em qualquer época. Portanto, o número sete é literal, pelo fato de serem sete igrejas, e é ao mesmo tempo simbólico, pois indica a totalidade das igrejas em todas as épocas e lugares.

Fonte: Revista Compromisso Ano CVI, nº 424, 4T12

As fraquezas e conquistas destas sete igrejas são as mesmas que nossas igrejas têm hoje. Devemos, portanto, nos esforçar para vencer as fraquezas e procurar manter as conquistas, certos de que as promessas feitas às igrejas da Ásia também são feitas a nós.

Ao vencedor darei o direito de comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus. (Ap 2:7b)

O vencedor de modo algum sofrerá a segunda morte. 
(Ap 2:11b)

Leia as sete cartas na íntegra em Apocalipse 2 e Apocalipse 3, aprenda o que Deus espera das igrejas e conheça todas as promessas que Ele faz aos que vencerem.

Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.
(Ap 3:22)

Força do coração

O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar,
mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre.
(Sl 73:26)

Esse pequeno versículo diz muito. Que tal memorizá-lo hoje? Não será bom lembrar-se sempre destas palavras ao enfrentar momento de fraquezas? Então, por que não?

FIQUEM COM DEUS

Cego de paixão

O sábio rei Salomão foi traído pela paixão. O inimigo o atingiu justamente na sua maior fraqueza – as mulheres. O rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha do faraó. Eram mulheres moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hititas. Casou com setecentas princesas e trezentas concubinas, e as suas mulheres o levaram a desviar-se (1 Rs 11:1, 3). As esposas de Salomão eram das nações sobre as quais o Senhor tinha dito aos israelitas: “Vocês não poderão tomar mulheres dentre essas nações, porque elas os farão desviar-se para seguir os seus deuses”. No entanto, Salomão apegou-se amorosamente a elas (1 Rs 11:2) e foi induzido a voltar-se para deuses estranhos (1 Rs 11:4-5). Dessa forma Salomão fez o que o Senhor reprova; não seguiu completamente o Senhor, como o seu pai Davi (1 Rs 11:6).

A paixão era o ponto fraco de Salomão e essa fraqueza o tornou susceptível ao pecado. É assim que o inimigo nos cerca, procurando uma brecha nas nossas defesas para nos atingir em cheio. Nossas fraquezas são portas escancaradas para o pecado entrar e fazer morada em nossa vida. E como escapar desta armadilha? Vigiando, orando, conhecendo a Palavra de Deus, obedecendo e dedicando nossas vidas para a glória do Senhor.

A aparência do coração

Samuel olhou para os filhos de Jessé e acreditou que o escolhido de Deus para reinar em Israel era Eliabe, o filho mais velho de Jessé. O Senhor, contudo, disse a Samuel: “Não considere a sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração” (1 Sm 16:7).

E então, depois de examinar sete dos filhos de Jessé, foi Davi o ungido do Senhor. Davi era o caçula da família, pastor de ovelhas, provavelmente o mais fraco aos olhos dos homens, mas seu coração estava com o Senhor.

O Senhor olha para os nossos corações… Então é melhor cuidar da aparência do coração do que se preocupar com excessivamente com o corpo, não acha?

A lei do Senhor é perfeita, e revigora a alma.
Os testemunhos do Senhor são dignos de confiança, e tornam sábios os inexperientes.
Os preceitos do Senhor são justos, e dão alegria ao coração.
Os mandamentos do Senhor são límpidos, e trazem luz aos olhos.
O temor do Senhor é puro, e dura para sempre.
As ordenanças do Senhor são verdadeiras, são todas elas justas. 
Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra

(Sl 19:7-9 / 8:9)

Cego de paixão

Sansão era um homem sábio e muito forte, mas tinha uma fraqueza: a paixão. E essa fraqueza lhe trouxe duas grandes derrotas. Primeiro, foi convencido pela esposa a contar a resposta do enigma que havia proposto aos convidados de seu casamento (Jz 14:12-18). Depois, declarou para Dalila o segredo de sua força descomunal (Jz 16:4-22).

Sozinho, Sansão era o mais forte dos homens. Apaixonado, se tornava o mais frágil dos  soldados. A paixão o deixava cego. Curiosamente, Sansão ficou de fato cego, pois teve seus olhos furados, e foi assim, cego, que ele morreu e na sua morte, matou mais homens do que em toda a sua vida. (Jz 16:30)

Deus tinha um propósito para a vida de Sansão e usou sua fraqueza para cumprir Sua vontade. Mas é preciso ter cuidado, pois uma fraqueza pode nos afastar dos caminhos do SENHOR. Mesmo vencido, Sansão não se afastou do caminho de Deus e recuperou as forças. É melhor evitar o tropeço, mas se chegarmos a cair, podemos acreditar que Deus nos ajudará a levantar e prosseguir.

Sem ferro, sem idolatria

Quando vocês atravessarem o Jordão, e entrarem na terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá, levantem algumas pedras grandes e pintem-nas com cal. 
Construam ali um altar ao Senhor, ao seu Deus, um altar de pedras. Não utilizem ferramenta de ferro nas pedras. (Dt 27:2-5)

Por que motivo Deus estaria preocupado com o uso de ferramentas de ferro na construção do altar? Essa pode parecer uma orientação boba, superficial, mas, na verdade, com ela o SENHOR estava protegendo o povo da idolatria.

Ao lapidar as pedras, o povo poderia facilmente atribuir forma a elas, e passar a adorá-las, como ídolos. Havia ainda um outro aspecto: já que os israelitas não tinham habilidade no trabalho com ferro, poderiam precisar da ajuda de outros povos, facilitando o acesso às culturas pagãs dos seus vizinhos.

Nenhuma orientação de Deus foi em vão. Em toda Palavra há um propósito, mesmo que não pareça. Deus estava protegendo os israelitas da sua própria fraqueza, mantendo-os afastados do pecado da idolatria.

Aqui também há uma lição para nós: é mais fácil permanecer nos caminhos do Senhor se nos mantivermos afastados do pecado. Quanto mais nos aproximamos de situações enganadoras, mais propensos estamos ao pecado. Devemos vigiar, cuidar para que hábitos da sociedade não nos empurrem para o tropeço. Datas comemorativas podem facilmente transformar-se em culto idólatra e é fácil perceber isso observando, por exemplo, a Páscoa e o Natal. Duas festas cristãs onde, infelizmente, reina a idolatria e Jesus, o motivo verdadeiro dessas comemorações, quase sempre, não é sequer lembrado. As atenções estão voltadas para os presentes, papais noéis, ovos de chocolate, coelhos… Sim, isso também é idolatria! E às vezes nem percebemos que estamos errando. Vigiar e manter distância do pecado – é o que Deus deseja de nós, é como podemos nos aproximar dEle.

333º dia: 2 Co 10-13

Embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; pelo contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo. (2 Co 10:3-5)

Aceite a graça de Deus em Cristo Jesus, e desfrute do Seu poder em sua vida. Nos momentos de fraqueza e tribulação, lute com as armas de Deus e destrua fortalezas. A graça de Deus é suficiente. Seu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Portanto, devemos nos alegrar em nossas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em nós. Pois, quando somos fracos é que somos fortes. (2 Co 12:9-10)

251º dia: 2 Cr 26-29

Enquanto seguia a Deus, o rei Uzias foi abençoado. Seu reinado fez Judá prosperar. O reino tornou-se forte e repleto de riquezas. Entretanto, depois que Uzias se tornou poderoso, o seu orgulho provocou a sua queda. Ele foi infiel ao Senhor, ao seu Deus (2 Cr 26:16).

Tudo ia bem, até que o excesso de poder fez com que Uzias se desviasse dos bons caminhos que vinha trilhando e padecesse das consequências de seus atos (2 Cr 26:21). Parece sem sentido, não é? A obediência ao SENHOR havia trazido prosperidade, então por que abandoná-la? O problema é que somos muito fracos, assim como Uzias. Sempre que passamos por bons momentos nos sentimos auto-suficientes, como se nada pudesse nos derrotar. E aí, para tomar uma decisão equivocada como fez Uzias não precisa de muito esforço. É nossa natureza.

Precisamos pedir ajuda a Deus quando passamos por problemas e dificuldades, mas não podemos esquecer de também pedir a Deus que nos ajude a permanecer na firmes na fé, mesmo nas ocasiões em que nada nos falte. Que o orgulho não nos domine. Que Deus nos acompanhe sempre!

79º dia: Jz 4 a 8

Bom, ainda não terminei Juízes, mas já deu pra ver que o assunto central são os altos e baixos do povo de Israel. Ao final de cada temporada de vitórias e paz, de novo os israelitas faziam o que Deus reprova e de novo sofriam as consequências de seus atos inconsequentes… Do fundo do poço, lembravam-se de Deus e recorriam a Ele… Eram abençoados… Mas na bonança novamente se esqueciam das maravilhas que o Senhor operava no meio deles e pereciam… E assim foi, geração após geração… Ouso dizer que assim é até os dias de hoje! Quando estamos fracos, abatidos, oprimidos, cansados… Buscamos a Deus com todas as forças. Quando somos abençoados com fartura, alegria, amor, saúde.. Esquecemos até mesmo de agradecer. Não acho errado ir a Deus pela dor, pelo contrário, Deus inclusive usa as dificuldades nessa vida para nos aproximar dEle… Mas não podemos, como Israel, esquecer as bençãos que recebemos.

75º dia: Js 16 a 18

A fraqueza do povo de Deus volta a se manifestar. Contrariando a vontade de Deus, os israelitas agora viviam entre os cananeus (Js 15:63 / 16:10 / 17:12). Essa decisão errada lhes traria grandes consequências no futuro… mas isso é assunto para os próximos livros. Hoje, vou comentar sobre Efraim e Manassés… e não é que os descendentes de José ousaram reclamar da porção recebida na herança? E o pior de tudo, eles haviam recebido terra suficiente, mas não tiveram coragem de expulsar os cananeus, mesmo sendo um povo forte e numeroso.

Deus nos dá muitos presentes, e devemos agradecer por isso. Mas às vezes (muitas vezes) nós precisamos batalhar para conquistá-los, temos que fazer a nossa parte. Efraim e Manassés não queriam lutar pela terra, não queriam trabalhar a terra… queriam apenas usufruir, sem qualquer esforço. Muitas vezes também sentamos e simplesmente esperamos que as coisas aconteçam. Será que não estamos vivendo em terras apertadas enquanto uma grande herança espera para ser conquistada por nós?