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Perto pelo sangue

Em quem [Jesus] temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça. (Ef 1:7)

Falar sobre o sangue de Jesus era um modo importante de se falar sobre a morte de Cristo. Sua morte indica duas importantes verdades: a redenção e o perdão.

Redenção era o preço pago para obter a libertação de um escravo (Lv 25:47-54). Por meio de sua morte, Jesus pagou o preço necessário para nos libertar da escravidão do pecado.

O perdão, garantido na época do Antigo Testamento, estava baseado no derramamento do sangue dos animais (Lv 17:11). Agora fomos perdoados por causa do derramamento do sangue de Jesus – Ele morreu como o mais perfeito e consumado sacrifício.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe,
já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
(Ef 2:13)

Apoio e suporte

Quando o apóstolo Paulo deu instruções sobre como exercer os nossos dons como membros do corpo de Cristo (Rm 12:3-8), afirmou o valor da função de apoio e suporte ao próximo. Ele começou dizendo que devemos ter uma opinião realista a respeito de nós mesmos (Rm 12:3) e concluiu com um chamado ao amor genuíno e altruísta: “Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios (Rm 12:10).

Nossos dons e habilidades vêm até nós pela graça de Deus e devem ser utilizados pela fé (Rm 12:3- 6) pelo amor e serviço de Cristo, não para reconhecimento pessoal.

Que Deus nos conceda a capacidade de abraçar com entusiasmo a função de suporte para a qual Ele nos chama. O objetivo final é a glória do Senhor e não a nossa.

A igreja funciona melhor quando nos vemos como participantes,
não como espectadores.

Fonte: Our Daily Bread

Cumprimentando com amor

Paulo inicia sua carta aos Gálatas se apresentando (Gl 1:1-2) e em seguida cumprimentando seus leitores. Mas não é um cumprimento qualquer… Na verdade, se a carta terminasse no cumprimento já estaria bom. Vejam:

A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo,
que se entregou a si mesmo por nossos pecados a fim de nos resgatar desta presente era perversa, segundo a vontade de nosso Deus e Pai,
a quem seja a glória para todo o sempre. Amém. 
(Gl 1:3-5)

O cumprimento de Paulo provavelmente foi proposital, ou seja, ele desejava que os galátas, logo no início da leitura, se lembrassem do sacrifício de Jesus e da graça derramada por Seu sangue. Gosto do artifício usado por Paulo. Se todos nos cumprimentássemos de forma semelhante nas mais diversas situações do dia a dia, estaríamos certamente mais alertas e atentos, vigiaríamos mais. Um cumprimento como o de Paulo é ainda uma de amar o próximo, mostrando a ele quanto Deus o ama.

Que bom seria se incluíssemos “Bom dia, com a graça de Jesus”, “Até logo, e que Jesus o acompanhe” ou “Volte sempre e fique com Deus” no nosso vocabulário. Mas não apenas como expressões frias e repetitivas, mas de coração e com amor. Quem nos ouvir perceberá a diferença. E todos faremos uma grande diferença no mundo. Vamos tentar?

Ânimo ao coração

Restaurando o relacionamento

Deus ama perfeita e completamente. E Seu amor é u a atitude em ação – presenteando, guiando e guardando. Ele é completamente verdadeiro, fiel para com Suas promessas e o seu povo escolhido. Mas constantemente rejeitam o Senhor, quebram a aliança, seguem outros deuses e vivem por si mesmos. Assim seu relacionamento com o Deus amoroso está quebrado, como um vaso caído ao chão.

Mas a ruptura não é irreparável; a esperança não está completamente perdida. O Senhor pode curar, consertar ou fabricar o vaso novamente. O perdão está disponível e é precisamente a graça de Deus.

Esta é a mensagem de Malaquias, o profeta de Deus em Jerusalém. Suas palavras lembravam aos judeus, a nação escolhida do Senhor, de sua desobediência voluntária, a começar pelos sacerdotes (Ml 1:1 a 2:29), e também incluía cada um em particular (Ml 2:10 a 3:15). Eles mostraram desprezo pelo nome de Deus (Ml 1:6), ofereceram sacrifícios profanos (Ml 1:7-14), levaram outros ao pecado (Ml 2:7-9), infringiram as leis do Senhor (Ml 2:11-16), chamaram o mal de “bem” (Ml 2:17), guardaram os dízimos e as ofertas de Deus para si mesmos (Ml 3:8-9) e tornaram-se arrogantes (Ml 3:13-15). O relacionamento foi rompido, então experimentariam o juízo e o castigo.

Em meio a tanta maldade, porém, havia alguns fiéis – o remanescente – aqueles que amavam e honravam a Deus. O Senhor derramaria Suas bênçãos sobre estes homens e mulheres (Ml 3: 16-18).

Malaquias traz um retrato impressionante da deslealdade de Israel, mostrando claramente que o povo era merecedor do castigo. Mas toda esta mensagem está entretecida com a esperança – a possibilidade de perdão. Este fato está graciosamente expresso em Ml 4:2…

Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.

Malaquias conclui seu livro com uma promessa do “profeta Elias”, que oferecerá o perdão de Deus a todas as pessoas através do arrependimento e da fé (Ml 4:5-6).

O livro de Malaquias constitui uma ponte entre o Antigo e o Novo Testamento. Ao lê-lo, considere-se como o destinatário desta mensagem que Deus envia ao seu povo. Avalie a profundidade de seu compromisso, a sinceridade de sua adoração e a direção de sua vida. Então permita que o Senhor restaure seu relacionamento com Ele através de Seu amor e de Seu perdão.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Seguros e protegidos

Esdras reuniu muitos levitas para acompanhá-lo na jornada de volta à Jerusalém (Ed 8:20), entretanto, para protegê-los durante a viagem não bastava a presença dos sacerdotes. Por isso o grupo todo jejuou e orou a Deus, pedindo segurança ao único que poderia protegê-los.

Aqueles que buscam a Deus estão a salvo sob a sombra de suas asas, mesmo nas maiores dificuldades. Se estivermos em paz e comunhão com Deus, podemos deixar todas as nossas preocupações sobre nós mesmos, nossas famílias e nossas posses sob os cuidados dEle. O pedido de Esdras foi atendido. Os exilados retornaram em segurança para sua terra natal, ainda que sem a proteção de armas ou soldados e mesmo havendo muitos inimigos pelo caminho que desejavam detê-los. Nunca qualquer que buscou a Deus ardentemente descobriu que procurava em vão.

Em tempos de dificuldade e perigo, separar um momento para oração, individual ou coletiva, é a melhor decisão que podemos tomar. Entregue sua vida ao Senhor e suas necessidades serão supridas. Lembre-se: O sofrimento não nos faz perdedores.
Somos vencedores, pela graça do Senhor, e não há nada que possa mudar isso.

Adaptado de Christ Notes – Bible commentary

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Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro.
Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores,
por aquele que nos amou.

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. 
(Rm 8:35-39)

Sol e escudo

SENHOR Deus dos Exércitos, escuta a minha oração;
inclina os ouvidos, ó Deus de Jacó!
Faze bem, ó SENHOR, aos bons e aos que são retos de coração.

Porque o SENHOR Deus é um sol e escudo;
o SENHOR dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão.

Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre.
Vinde, e vede as obras de Deus:
é tremendo nos seus feitos para com os filhos dos homens.
Pois fartou a alma sedenta, e encheu de bens a alma faminta.
Converte o deserto em lagoa, e a terra seca em fontes.

Bendizei, povos, ao nosso Deus, e fazei ouvir a voz do seu louvor,
Ao que sustenta com vida a nossa alma,
e não consente que sejam abalados os nossos pés.

Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata.

SENHOR dos Exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança.

(Sl 84:8 / 125:4 / 84:12 / 107:1 / 66:5 / 107:9, 35 / 66:8-10 / 84:12)

O livro da lei

Em 2011 li a bíblia toda pela primeira vez e me deparei com uma série de histórias desconhecidas para mim até então. Hoje já reli mais da metade da bíblia, mas agora a sensação é diferente… Começo a descobrir os meus textos favoritos e a encontrar coisas novas em trechos já lidos e muito conhecidos.

Um dos textos que eu mais gosto (se é que é possível classificar desta forma), é o relato do reinado de Josias, na ocasião em que ele inicia a restauração do templo, encontra o livro da lei e firma um compromisso com Deus (2 Rs 22 e 2 Cr 34).

Josias foi um bom rei. Ele fez o que o Senhor aprova e andou nos caminhos de Davi, seu predecessor, sem desviar-se nem para a direita nem para a esquerda (2 Rs 22:2, 2 Cr 34:2). Josias desejou restaurar o templo e designou os levitas para liderarem o trabalho, mas ele não podia imaginar que esta atitude lhe revelaria muito mais do que as velhas paredes daquele velho templo… Esquecido em meio aos escombros adormecia o livro da lei. O sumo sacerdote Hilquias, quando o encontrou, parece ter ficado sem ação… Quando imagino esta cena, visualizo Hilquias quase em estado de choque. Depois de uns minutos ele então compartilha a descoberta com o secretário Safã e então ficam os dois em choque. Que grande descoberta! O que fazer com este livro? O que significam estas palavras?

A ação óbvia foi levar o livro ao rei Josias, que saberia o que fazer. E ele de fato soube!

Josias era um homem de Deus, mas não conhecia o livro da lei. Provavelmente a maioria daquela geração sequer havia ouvido falar da lei de Moisés, consequência natural de uma nação governada tantos anos pela maldade, pela iniquidade e pela idolatria.

Ao ouvir as palavras daquele estranho livro, Josias se desesperou, pois percebeu o quão distante ele e todo o seu povo estavam de Deus. Mas, decidido a fazer o que é certo, tomou uma decisão que eu considero das mais bonitas em toda a bíblia: reuniu todo o povo, dos mais simples aos mais importantes, e compartilhou com todos as palavras daquele livro, lendo-o em voz alta ele próprio, o rei. Ao final todos se comprometeram a cumprir a aliança de Deus.

Nossa, que emoção deve ter tomado conta dos corações presentes naquele momento! Um verdadeiro culto com sinceridade, fé e alegria. Todos juntos adorando o único Senhor.

Com essa história aprendemos algumas coisas:

1- É bom compartilhar a Palavra de Deus com os que amamos. Devemos ficar felizes ao ver outras pessoas desfrutando a graça de Deus.

2- Devemos amar a todos. Só assim seremos capazes de nos afastar do egoísmo e levar a Palavra de Deus a todo o mundo.

3- Deus é o objetivo de nosso culto. Não importa se individual ou coletivo; se Deus não estiver presente, não haverá corações quebrantados.

4- Cultos coletivos fortalecem os indivíduos. Juntos somos mais fortes, suportamos uns aos outros, incentivamos uns aos outros.

Trapos imundos

Somos como o impuro — todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniqüidades nos levam para longe. (Isaías 64:6)

O pecado nos torna impuros e nos impede de nos aproximarmos de Deus, como se fôssemos pedintes em trapos imundos, desejando participar da mesa de um rei. Nossos melhores esforços ainda estão contaminados pelo pecado. Portanto, a nossa única esperança é a fé em Jesus Cristo – o único que pode nos purificar e levar à presença de Deus.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;
Sendo justificados gratuitamente pela sua graça,
pela redenção que há em Cristo Jesus.
(Rm 3:23-24)

Palavra de amor

Os vivos, somente os vivos, te louvam, como hoje estou fazendo; os pais contam a tua fidelidade a seus filhos. (Is 38:19)

Uma outra versão diz que o pai aos filhos fará notória a tua verdade.

E é assim que a Palavra de Deus se propaga pelos quatro cantos do mundo, de geração em geração. Mesmo tendo atualmente à nossa disposição muitos meios de comunicação em massa, nenhum deles é tão eficiente para levar às boas novas do evangelho do que o calor de uma palavra amiga, dirigida especialmente a alguém a quem amamos. E se amamos nossos filhos e aqueles que estão à nossa volta, desejamos compartilhar com eles a inesgotável graça de Deus, não é?

Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração.
Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar(Dt 6:5-7)

Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus. (Hb 12:1-2)