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Homem exemplar

Quase sempre quando se fala no livro de Rute, os estudos e meditações são relacionados ao relacionamento entre Rute e sua sogra, Moabe. Mas hoje vamos conhecer um  pouco melhor Boaz, o remidor.

Boaz era parente do falecido marido de Noemi. Um homem rico e influente (Rt 2:1). Mas apesar da posição de destaque na sociedade, Boaz era um homem gentil e generoso. Tratava seus empregados com respeito e permitia que os necessitados colhessem em seus campos aquilo que os ceifeiros haviam rejeitado. E foi por conta desse ato de bondade de que ele conheceu Rute e acabou se casando com ela.

Boaz também era um homem honesto. Ao saber que Rute era esposa de seu parente falecido, não fugiu à responsabilidade de manter aquelas mulheres desamparadas, mas também não o quis fazer sem antes consultar seu parente mais velho a respeito do assunto, já que, seria do mais velho a obrigação de fazê-lo. Diante de testemunhas Boaz teve permissão para desposar Rute e assim fazer perpetuar o nome da família.

Que exemplo de homem foi Boaz!

Você sabia que Boaz e Rute são os bisavós do rei Davi? Não? Leia aqui.

Justo e honesto

Justiça e honestidade. Das muitas orientações dadas aos israelitas nos textos lidos hoje, essas são as duas características que mais me chamaram a atenção (Dt 22:1-4 / 25:13-16). E são duas características tão difíceis de manter… Por mais que nos esforcemos, sempre há momentos em que falhamos, tanto na justiça, quanto na honestidade. Justos e honestos… é assim que devemos desejar ser.

De pais para filhos

SENHOR, Deus compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e de fidelidade, que mantém o seu amor a milhares e perdoa a maldade, a rebelião e o pecado. Contudo, não deixa de punir o culpado; visita a iniquidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até à terceira e quarta geração. (Êx 34:6-7)

Já ouvi mais de uma vez utilizarem esse versículo na tentativa de convencer que o SENHOR é Deus é vingativo e mau, já que castiga os filhos pela culpa dos pais. Mas isso não passa de desespero do inimigo para tentar cegar aqueles que ainda não conhecem a Verdade.

Sim, Deus visita a iniquidade dos pais sobre os filhos… E o que isso significa? Basta prestar atenção em nossa sociedade para entendermos. Nenhum pecado é pontual, sempre há as consequências. E essas consequências afetam sim os filhos, netos, etc. Bom seria se cada pecador pudesse fazer mal somente a si próprio, mas infelizmente, não é isso o que vemos. Agora, isso significa que Deus é mau? De forma alguma. Somos responsáveis por nossas decisões e pelas consequências também. Deus é tão bom que permitiu que fosse assim, caso contrário não passaríamos de marionetes. Desfrutamos do livre arbítrio, mas também de toda responsabilidade inerente.

Todas as nossas ações afetam todos à nossa volta. Quando escolhemos fazer o bem, disseminamos amor, compaixão, honestidade… Mas quando optamos pelo caminho do pecado, distribuímos rancor, ira, inveja…

O que desejamos para nossos filhos? Nossas escolhas hoje certamente irão contribuir para o que eles serão no futuro.

No caminho certo

Ao ter seu sonho revelado por José, faraó ficou admirado. Voltando-se para seus conselheiros, perguntou: Será que vamos achar alguém como este homem, em quem está o espírito divino? (Gn 41:38)

Faraó reconheceu que as interpretações anunciadas por José haviam sido reveladas por Deus e por conta desta ‘intimidade’ visível de José com o SENHOR, o antes prisioneiro agora era declarado comandante de toda a terra do Egito. José inspirava confiança. Era um homem íntegro, honesto, que refletia em sua vida o agir de Deus.

Quando Deus habita em nós, nossa atitude reflete Sua presença. Ser alguém de confiança é um indício de que estamos no caminho certo.

Dilema moral

Em sua velhice, Isaque se preparava para abençoar o seu primogênito, Esaú.

Mas Rebeca ouviu a conversa do pai com o filho e tratou de tramar para que a benção fosse dada ao filho mais novo, Jacó, o seu preferido. Ela, então, correu para contar seu plano a Jacó.

Sabe qual foi a reação de Jacó? Ele questionou a mãe. Pena que foi pelo motivo errado… Jacó não se importou com a falta de honestidade, com o desrespeito a seu pai e irmão… Ele apenas teve medo de ser pego, medo de que fosse desmascarado, de que o plano fosse descoberto antes de ser implementado.

A forma como reagimos a um dilema moral costuma revelar nossos verdadeiros motivos. Em geral, ficamos mais preocupados em ser pegos do que em fazer o que é certo. Jacó não pareceu preocupado quanto ao plano enganoso de sua mãe; sua única preocupação era apenas a de ser pego enquanto a executava. Se você tem a preocupação de ser apanhado, está provavelmente em posição não muito honesta. Faça deste medo um alerta e aja de forma íntegra.
Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)