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Deus de todos os lugares

Sou eu apenas um Deus de perto - pergunta o Senhor,
e não também um Deus de longe?
Poderá alguém esconder-se sem que eu o veja? - pergunta o Senhor.
Não sou eu aquele que enche os céus e a terra? – pergunta o Senhor.
(Jr 23:23-24)

No curso da história da humanidade temos visto o homem à procura de um Deus. Na ânsia por satisfazer os seus próprios desejos, muitas civilizações instituíram crenças politeístas, onde cada divindade tratava especificamente de um determinado assunto – havia deuses que controlavam fenômenos naturais, como o mar e os ventos, e ainda aqueles dedicados a sentimentos, como o amor e o ódio. Nesse sistema, de acordo com a carência do momento, o pedido é destinado a um ou outro deus. Infelizmente, o politeísmo não faz parte apenas da antiguidade, mas ainda está presente em muitas religiões modernas e naquelas que sobreviveram ao tempo.

Mas, meu inconformismo fica por conta da necessidade de tantos deuses, afinal, para que ter um deus para perto e um para longe (não, não estamos falando de óculos!), se há um único Deus que está em todos os lugares?

Mais uma vez a resposta está dentro de nós. Nossa teimosia e rebeldia nos faz tentar ser Deus e, por mais estranho que isso possa parecer, estamos tentando ser Deus quando instituímos falsos deuses e os adoramos. Sim, porque somos nós tentando estabelecer o que nós julgamos ser o melhor deus para nós – ainda que seja necessário mais de um.

Não podemos esconder nada de Deus. Ele preenche os céus e a terra. Ele é Deus de tudo e para todos. E os que crêem nEle, e somente nEle, beberão da água da vida.

“Mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.”
(Jo 4:14)

O livro da lei

Em 2011 li a bíblia toda pela primeira vez e me deparei com uma série de histórias desconhecidas para mim até então. Hoje já reli mais da metade da bíblia, mas agora a sensação é diferente… Começo a descobrir os meus textos favoritos e a encontrar coisas novas em trechos já lidos e muito conhecidos.

Um dos textos que eu mais gosto (se é que é possível classificar desta forma), é o relato do reinado de Josias, na ocasião em que ele inicia a restauração do templo, encontra o livro da lei e firma um compromisso com Deus (2 Rs 22 e 2 Cr 34).

Josias foi um bom rei. Ele fez o que o Senhor aprova e andou nos caminhos de Davi, seu predecessor, sem desviar-se nem para a direita nem para a esquerda (2 Rs 22:2, 2 Cr 34:2). Josias desejou restaurar o templo e designou os levitas para liderarem o trabalho, mas ele não podia imaginar que esta atitude lhe revelaria muito mais do que as velhas paredes daquele velho templo… Esquecido em meio aos escombros adormecia o livro da lei. O sumo sacerdote Hilquias, quando o encontrou, parece ter ficado sem ação… Quando imagino esta cena, visualizo Hilquias quase em estado de choque. Depois de uns minutos ele então compartilha a descoberta com o secretário Safã e então ficam os dois em choque. Que grande descoberta! O que fazer com este livro? O que significam estas palavras?

A ação óbvia foi levar o livro ao rei Josias, que saberia o que fazer. E ele de fato soube!

Josias era um homem de Deus, mas não conhecia o livro da lei. Provavelmente a maioria daquela geração sequer havia ouvido falar da lei de Moisés, consequência natural de uma nação governada tantos anos pela maldade, pela iniquidade e pela idolatria.

Ao ouvir as palavras daquele estranho livro, Josias se desesperou, pois percebeu o quão distante ele e todo o seu povo estavam de Deus. Mas, decidido a fazer o que é certo, tomou uma decisão que eu considero das mais bonitas em toda a bíblia: reuniu todo o povo, dos mais simples aos mais importantes, e compartilhou com todos as palavras daquele livro, lendo-o em voz alta ele próprio, o rei. Ao final todos se comprometeram a cumprir a aliança de Deus.

Nossa, que emoção deve ter tomado conta dos corações presentes naquele momento! Um verdadeiro culto com sinceridade, fé e alegria. Todos juntos adorando o único Senhor.

Com essa história aprendemos algumas coisas:

1- É bom compartilhar a Palavra de Deus com os que amamos. Devemos ficar felizes ao ver outras pessoas desfrutando a graça de Deus.

2- Devemos amar a todos. Só assim seremos capazes de nos afastar do egoísmo e levar a Palavra de Deus a todo o mundo.

3- Deus é o objetivo de nosso culto. Não importa se individual ou coletivo; se Deus não estiver presente, não haverá corações quebrantados.

4- Cultos coletivos fortalecem os indivíduos. Juntos somos mais fortes, suportamos uns aos outros, incentivamos uns aos outros.

Deus verdadeiro

Os ídolos são adorados ao longo da história. Mais que apenas uma estátua de pedra, podem ser quaisquer coisas ou pessoas que são mais reverenciadas do que Deus. Deste modo, a adoração a ídolos prevalece até hoje: as pessoas confiam em si mesmas, no dinheiro ou no poder e não no Senhor.

Mas no final ficará claro que todos os ídolos são desprezíveis e o Deus verdadeiro prevalecerá.

Palavra do SENHOR:
“Estenderei a mão contra Judá e contra todos os habitantes de Jerusalém. Eliminarei deste lugar o remanescente de Baal, os nomes dos oficiantes idólatras e dos sacerdotes, aqueles que no alto dos terraços adoram o exército de estrelas, que se prostram jurando pelo Senhor, e também por Moloque; aqueles que se desviam de seguir o Senhor; não o buscam nem o consultam. (Sf 1:4-6)

Busque o Senhor em primeiro lugar (Mt 6:33) e não tenha outros deuses diante dEle (Êx 20:3).

Mau e amargo

Observem as nações e povos dos quatro cantos do mundo. Por acaso algum deles já trocou os seus deuses? E eles nem sequer são deuses! Mas povo de Deus com frequência troca a sua Glória por deuses inúteis. (Jr 2:10-11)

O alerta de Jeremias também é para nós. Quantos neste mundo são fiéis a falsos deuses… Enquanto isso falta compromisso para com o Senhor verdadeiro.

Abandonar o Senhor é mau e amargo. E nós mesmos somos responsáveis pelo que acontece quando escolhemos nos afastar dEle. (Jr 2:19, 17)

Encontre-se hoje com Deus e não se aparte dEle. Ele deseja habitar em sua vida e lhe trazer descanso e paz.

Peça perdão

Manassés, porém, desencaminhou Judá e o povo de Jerusalém, a ponto de fazerem pior do que as nações que o Senhor havia destruído diante dos israelitas.
O Senhor falou a Manassés e a seu povo, mas não lhe deram atenção.
Por isso o Senhor enviou contra eles os comandantes do exército do rei da Assíria, os quais prenderam Manassés, colocaram-lhe um gancho no nariz e algemas de bronze, e o levaram para a Babilônia.
Em sua angústia, ele buscou o favor do Senhor, o seu Deus, e humilhou-se muito diante do Deus dos seus antepassados.
Quando ele orou, o Senhor o ouviu e atendeu o seu pedido; de forma que o trouxe de volta a Jerusalém e a seu reino. E assim Manassés reconheceu que o Senhor é Deus. 
(2 Cr 33:9-13)

Em uma lista de reis perversos, Manassés poderia ser apontado como o pior. Sua vida foi uma coleção de iniquidades. Ele adorou ídolos, sacrificou seus filhos e profanou o Templo do Senhor. Entretanto, no fim, reconheceu seus pecados e pediu perdão a Deus, que ouviu seu clamor.

Se o Senhor perdoou Manassés, certamente pode perdoar qualquer pessoa.

Reconheça seus pecados e peça perdão hoje mesmo. Não carregue sozinho o peso da culpa. Ninguém está fora do alcance da misericórdia de Deus.

Adaptado de: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Palavra que não engana

O rei da Assíria enviou um mensageiro à Jerusalém, na tentativa de convencer seus habitantes, que se encontravam isolados pelos muros da cidade temendo um ataque assírio, a se renderem. Na tentativa de desencorajar Jerusalém, o mensageiro questionou:

E se você me disser: “No Senhor, o nosso Deus, confiamos”; não são dele os altos e os altares que Ezequias removeu, dizendo a Judá e a Jerusalém: “Vocês devem adorar aqui, diante deste altar”? (Is 36:7)

O representante do rei da Assíria alegava que Ezequias havia insultado a Deus quando destruiu os seus altares e obrigou o povo a adorar somente em Jerusalém. Entretanto, a reforma de Ezequias visava eliminar a adoração aos ídolos (que acontecia principalmente nas colinas), para que o povo adorasse somente o verdadeiro Deus. Ou os assírios não conheciam a religião do Deus verdadeiro, ou pretendiam enganar o povo, fazendo-o crer que haviam enfurecido um Deus poderoso ao destruir os altares idólatras.

Da mesma forma, Satanás procura nos enganar e confundir. E basta estar confuso acerca da verdadeira vontade de Deus para, ainda que sem perceber, se afastar dEle. Para evitar o engano de Satanás, devemos estudar cuidadosa e regularmente a Palavra de Deus. Quando compreendemos aquilo que Deus diz, não somos enganados por mentiras.

Adaptado de: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

A fraqueza da idolatria

Assim diz o Senhor, o rei de Israel, o seu redentor, o Senhor dos Exércitos: “Eu sou o primeiro e eu sou o último; além de mim não há Deus.” (Is 44:6)

Como pode um marceneiro usar parte da madeira que é seu material de trabalho para construir para si um ídolo e acreditar que este pedaço de madeira, que bem poderia ter sido usado para outra finalidade, pode salvá-lo? (Is 44:13-20)

Parece uma situação tola, mas cenas semelhantes não são privilégio dos tempos de Isaías – até os dias hoje a idolatria tenta dominar o lugar de Deus em nossas vidas. E na verdade, um ídolo nada mais é do que a materialização do desejo do homem em ter ele próprio poder – a idolatria evidencia nossa dificuldade de sujeição, de submissão. O orgulho e a soberba nos faz acreditar facilmente em objetos feitos por nós.

E um ídolo não precisa necessariamente ser uma estátua em forma humana – a idolatria está mais presente em nossas vidas do que podemos imaginar: qualquer item amado vira logo um amuleto – roupas, animais de estimação, dinheiro…

Somos fracos e precisamos depender de Deus, o único Senhor, para poder nos livrar de qualquer ato de idolatria que porventura estejamos mantendo, ainda que sem perceber.

Deus não desiste de nós

Então o Espírito de Deus apoderou-se de Zacarias, filho do sacerdote Joiada. Ele se colocou diante do povo e disse: “Isto é o que Deus diz: ‘Por que vocês desobedecem aos mandamentos do Senhor? Vocês não prosperarão. Já que abandonaram o Senhor, ele os abandonará’”.
(2 Cr 24:20)

Mesmo nas ocasiões em que Israel esteve mais distante de Deus, Ele não os abandonou. Em meio à idolatria, pecado e desobediência deste povo, o Senhor permaneceu fiel.  Por meio dos poucos fiéis que restavam, a Palavra de Deus era proclamada e o povo chamado ao arrependimento. Nem sempre as verdades proclamadas pelos profetas eram bem recebidas, mas o fato é que Israel sempre teve muitas oportunidades para voltar aos caminhos do Senhor.

Deus também não desiste de nós! Estejamos prontos para ouvir a Sua Palavra e permaneçamos firmes nos Seus caminhos.

Porque Deus mesmo disse: “Nunca o deixarei, nunca o abandonarei”.
Podemos, pois, dizer com confiança: “O Senhor é o meu ajudador, não temerei.
O que me podem fazer os homens?”

(Hb 13:5b-6)

Propósito na adversidade

Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era muito respeitado e honrado pelo seu senhor. Mas esse grande guerreiro ficou leproso e a possibilidade de cura para ele veio pela boca de uma menina israelita, que vivia como serva em sua casa, depois de ter sido raptada pelos Sírios em um ataque à Israel.

Esta menina poderia ter permanecido calada, afinal, porque faria o bem àqueles que a mantinham como prisioneira e serviçal? Mas ela preferiu falar e deixou que Deus agisse por meio de suas palavras.

Pela iniciativa de uma menina israelita de nome desconhecido, o poderoso comandante Naamã não foi apenas curado da lepra, mas foi liberto da escravidão da idolatria, pois creu no poder e magnitude de Deus, o SENHOR.

Leia a história completa em 2 Rs 5:1-14

Uma menina sequestrada ainda jovem, distanciada de sua família e de sua terra natal, vivendo como serva em uma casa de estrangeiros teria aparentemente todos os motivos para rejeitar a Palavra de Deus. Mas em vez disso, a menina desta narrativa confiou ainda mais no SENHOR e aproveitou as circunstâncias de sua história para propagar as maravilhas do Deus de Israel para o mundo.

Deus tinha um propósito pra esta menina quando permitiu que ela fosse levada ativa à Síria. A fidelidade da moça permitiu que os planos de Deus se cumprissem para sua vida.

E nós, como estamos enfrentando as adversidades? Que Deus nos ajude a enxergar em cada situação o Seu propósito para nossas vidas!

Tome uma posição

Elias dirigiu-se ao povo e disse:
“Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? Se o Senhor é Deus, sigam-no; mas, se Baal é Deus, sigam-no”.
O povo, porém, nada respondeu.
(1 Rs 18:21)

Elias desafiou o povo a tomar uma posição:
Seguir aquele que fosse o Deus verdadeiro.

Porque tantas pessoas oscilaram entre estas duas escolhas?
Talvez alguns não estivessem certos. Muitos, porém, sabiam que o SENHOR era Deus, porém, gostavam dos prazeres pecaminosos e de outros benefícios que tinham ao seguirem Acabe em sua adoração idolátrica.

É importante tomar uma posição ao lado do SENHOR. Se nos deixamos levar pelo que é agradável e fácil, algum dia descobriremos que temos adorado a um deus falso – a nós mesmos.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)