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O orgulho do império

No auge de seu poder, o Império Babilônico parecia inabalável. Mas quando a Babilônia acabasse de servir ao propósito de Deus de castigar Judá por seus pecados, seria castigada e esmagada por causa de sua iniquidade (a Babilônia foi destruída em 539 a.C).

O orgulho era o pecado característico da Babilônia. Esse sentimento sobrevêm quando nos sentimos auto-suficientes ou acreditamos que não precisamos de Deus. As nações e as pessoas orgulhosas, no fim, sempre fracassam, porque se recusam a reconhecer a Deus como aquele que tem o poder supremo.

Então tropeçará o soberbo, e cairá, e ninguém haverá que o levante;
e porei fogo nas suas cidades, o qual consumirá todos os seus arredores. 

(Jr 50:32)

Livrar-se do orgulho não é fácil, mas se pudermos admitir que ele frequentemente nos domina e pedirmos a Deus para nos perdoar, o Senhor nos ajudará a vencê-lo. O melhor antídoto para o orgulho é colocar a nossa atenção na grandeza e na bondade de Deus.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Aquele a quem eu louvo

Embora os nossos pecados nos acusem, age por amor do teu nome, ó Senhor!
Nossas infidelidades são muitas; temos pecado contra ti.

Senhor, reconhecemos a nossa impiedade e a iniqüidade dos nossos pais;
temos de fato pecado contra ti.

Por amor do teu nome não nos desprezes; não desonres o teu trono glorioso.
Lembra-te da tua aliança conosco e não a quebres. 

(Jr 14:7, 20-21)

Cura-me, Senhor, e serei curado;
salva-me, e serei salvo, pois tu és aquele a quem eu louvo. 
(Jr 17:14)

O livro da lei

Em 2011 li a bíblia toda pela primeira vez e me deparei com uma série de histórias desconhecidas para mim até então. Hoje já reli mais da metade da bíblia, mas agora a sensação é diferente… Começo a descobrir os meus textos favoritos e a encontrar coisas novas em trechos já lidos e muito conhecidos.

Um dos textos que eu mais gosto (se é que é possível classificar desta forma), é o relato do reinado de Josias, na ocasião em que ele inicia a restauração do templo, encontra o livro da lei e firma um compromisso com Deus (2 Rs 22 e 2 Cr 34).

Josias foi um bom rei. Ele fez o que o Senhor aprova e andou nos caminhos de Davi, seu predecessor, sem desviar-se nem para a direita nem para a esquerda (2 Rs 22:2, 2 Cr 34:2). Josias desejou restaurar o templo e designou os levitas para liderarem o trabalho, mas ele não podia imaginar que esta atitude lhe revelaria muito mais do que as velhas paredes daquele velho templo… Esquecido em meio aos escombros adormecia o livro da lei. O sumo sacerdote Hilquias, quando o encontrou, parece ter ficado sem ação… Quando imagino esta cena, visualizo Hilquias quase em estado de choque. Depois de uns minutos ele então compartilha a descoberta com o secretário Safã e então ficam os dois em choque. Que grande descoberta! O que fazer com este livro? O que significam estas palavras?

A ação óbvia foi levar o livro ao rei Josias, que saberia o que fazer. E ele de fato soube!

Josias era um homem de Deus, mas não conhecia o livro da lei. Provavelmente a maioria daquela geração sequer havia ouvido falar da lei de Moisés, consequência natural de uma nação governada tantos anos pela maldade, pela iniquidade e pela idolatria.

Ao ouvir as palavras daquele estranho livro, Josias se desesperou, pois percebeu o quão distante ele e todo o seu povo estavam de Deus. Mas, decidido a fazer o que é certo, tomou uma decisão que eu considero das mais bonitas em toda a bíblia: reuniu todo o povo, dos mais simples aos mais importantes, e compartilhou com todos as palavras daquele livro, lendo-o em voz alta ele próprio, o rei. Ao final todos se comprometeram a cumprir a aliança de Deus.

Nossa, que emoção deve ter tomado conta dos corações presentes naquele momento! Um verdadeiro culto com sinceridade, fé e alegria. Todos juntos adorando o único Senhor.

Com essa história aprendemos algumas coisas:

1- É bom compartilhar a Palavra de Deus com os que amamos. Devemos ficar felizes ao ver outras pessoas desfrutando a graça de Deus.

2- Devemos amar a todos. Só assim seremos capazes de nos afastar do egoísmo e levar a Palavra de Deus a todo o mundo.

3- Deus é o objetivo de nosso culto. Não importa se individual ou coletivo; se Deus não estiver presente, não haverá corações quebrantados.

4- Cultos coletivos fortalecem os indivíduos. Juntos somos mais fortes, suportamos uns aos outros, incentivamos uns aos outros.

Presente e futuro

Ontem, falamos sobre o rei Manassés que, mesmo reconhecido por sua grande iniquidade, foi perdoado ao reconhecer seus pecados e humilhar-se diante de Deus.

Hoje, conhecemos Amom, filho de Manassés, que cultivou os hábitos iníquos do do seu antecessor enquanto viveu. Ao contrário de seu pai Manassés, não se humilhou diante do Senhor, antes, aumentou a sua culpa (2 Cr 33:23).

Estes dois personagens são um bom exemplo de como nossas ações presentes afetam nosso futuro. Talvez não sejamos tão maus quanto foram Manassés e Amom, mas, como eles, somos pecadores e podemos compartilhar do mesmo destino de um ou outro. O que vamos escolher, humildade e perdão ou arrogância e culpa?

Peça perdão

Manassés, porém, desencaminhou Judá e o povo de Jerusalém, a ponto de fazerem pior do que as nações que o Senhor havia destruído diante dos israelitas.
O Senhor falou a Manassés e a seu povo, mas não lhe deram atenção.
Por isso o Senhor enviou contra eles os comandantes do exército do rei da Assíria, os quais prenderam Manassés, colocaram-lhe um gancho no nariz e algemas de bronze, e o levaram para a Babilônia.
Em sua angústia, ele buscou o favor do Senhor, o seu Deus, e humilhou-se muito diante do Deus dos seus antepassados.
Quando ele orou, o Senhor o ouviu e atendeu o seu pedido; de forma que o trouxe de volta a Jerusalém e a seu reino. E assim Manassés reconheceu que o Senhor é Deus. 
(2 Cr 33:9-13)

Em uma lista de reis perversos, Manassés poderia ser apontado como o pior. Sua vida foi uma coleção de iniquidades. Ele adorou ídolos, sacrificou seus filhos e profanou o Templo do Senhor. Entretanto, no fim, reconheceu seus pecados e pediu perdão a Deus, que ouviu seu clamor.

Se o Senhor perdoou Manassés, certamente pode perdoar qualquer pessoa.

Reconheça seus pecados e peça perdão hoje mesmo. Não carregue sozinho o peso da culpa. Ninguém está fora do alcance da misericórdia de Deus.

Adaptado de: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Trapos imundos

Somos como o impuro — todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniqüidades nos levam para longe. (Isaías 64:6)

O pecado nos torna impuros e nos impede de nos aproximarmos de Deus, como se fôssemos pedintes em trapos imundos, desejando participar da mesa de um rei. Nossos melhores esforços ainda estão contaminados pelo pecado. Portanto, a nossa única esperança é a fé em Jesus Cristo – o único que pode nos purificar e levar à presença de Deus.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;
Sendo justificados gratuitamente pela sua graça,
pela redenção que há em Cristo Jesus.
(Rm 3:23-24)

Os seis Ais

Em Isaías 5, Deus condena seis pecados de Israel. Será que ainda cometemos os mesmo erros?

Avareza e exploração dos semelhantes
Ai de vocês que adquirem casas e mais casas, propriedades e mais propriedades até não haver mais lugar para ninguém e vocês se tornarem os senhores absolutos da terra. (Is 5:8)

Embriaguez
Ai dos que se levantam cedo para embebedar-se, e se esquentam com o vinho até à noite e dos que são campeões em beber vinho e mestres em misturar bebidas (Is 5:11, 22)

Orgulho pelo pecado
Ai dos que se prendem à iniquidade com cordas de engano, e ao pecado com cordas de carroça, e dizem: “Que Deus apresse a realização da sua obra para que a vejamos; que se cumpra o plano do Santo de Israel, para que o conheçamos”. (Is 5:18-19)

Confusão dos padrões morais
Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo. (Is 5:20)

Presunção
Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e inteligentes em sua própria opinião. (Is 5:21)

Perversão da justiça
Ai dos que por suborno absolvem o culpado, mas negam justiça ao inocente.
(Is 5:23)

Amor que não merecemos

O Senhor é compassivo e misericordioso, mui paciente e cheio de amor.
Não acusa sem cessar, nem fica ressentido para sempre;
não nos trata conforme os nossos pecados,
nem nos retribui conforme as nossas iniquidades.
 (Aleluia!)
Pois como os céus se elevam acima da terra,
assim é grande o seu amor para com os que o temem;

e como o Oriente está longe do Ocidente,
assim Ele afasta para longe de nós as nossas transgressões. 

(Sl 103:8-12)

122º dia: Sl 64-66

“Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá.” (Sl 66:18)

Este versículo revela uma grande verdade: nosso coração está cheio de iniquidade. Sim, o mal habita dentro de nós. Já reparou como é difícil ensinar boas maneiras a uma criança? Tem que ficar ali, lado a lado, corrigindo, exortando, alertando… Por outro lado, coisas ruins nem precisa ensinar, não é? Eles aprendem rapidinho, principalmente apenas observando os maus exemplos que os adultos próximos oferecem. Não é preciso dizer nada… Já nascemos com um chip programado para fazer coisa errada, somos maliciosos de nascença, por natureza.

Nosso grande desafio neste mundo, desde crianças, é aprender a domar essa fera que nos incita ao mal. Não podemos nos deixar dominar pela iniquidade do nosso coração. Sejamos fortes para permanecermos no caminho reto que conduz à vida eterna, ajudados pelo amor e pela misericórdia de Deus!