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Tão-somente obedecer

Assim diz o Senhor, o seu redentor, o Santo de Israel:
“Eu sou o Senhor, o seu Deus, que lhe ensina o que é melhor para você, que o dirige no caminho em que você deve ir.
Se tão-somente você tivesse prestado atenção às minhas ordens, sua paz seria como um rio, sua retidão, como as ondas do mar.”
(Isaías 48:17-18)

Deus desejava o melhor para Israel, mas ainda assim, o povo preferiu ignorar Seus ensinamentos. Sofreram as consequências: veio o exílio.

O que faltou? Obediência.

Mas desde o começo dos tempo essa atitude já era esperada, afinal, Israel sempre foi um povo obstinado, teimoso… Acontece que teimosia não é ‘qualidade’ apenas dos descendentes de Jacó; todos nós temos essa característica. Vem de fábrica. Tentamos ser, a todo custo, dono de nossas próprias vidas. É o livre arbítrio. Nos faz acreditar que podemos ser como Deus e dificulta a sujeição a Ele. Foi escolha nossa. Foi o desejo de Deus que nos voltássemos para Ele conscientemente e não por obrigação. É um presente que devemos usar para nos aproximar do Senhor e não para nos afastar dEle.

Basta obedecer. Deixar de lado a teimosia e buscar as coisas que são do alto. Reconhecer nossas fraquezas e pedir ajuda ao Senhor. Se tão-somente obedecermos, teremos paz.

Motivação e coragem

Enoque, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, José…

O livro de Gênesis nos oferece ricas descrições da vida de homens e mulheres que caminharam com Deus. Algumas vezes eles foram bem-sucedidos e constantemente falharam. Ainda assim aprendemos muito lendo a biografia destas pessoas. Onde eles conseguiram motivação e coragem? Eles perceberam que Deus era com eles apesar de suas imperfeições. Tomar conhecimento disto deveria nos encorajar a ser fiéis a Deus, confiar em sua direção e utilizar o potencial que ele nos tem dado.
Bíblia de Estudo – Aplicação Pessoal
Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar.
É Deus quem nos reveste de força e torna perfeito o nosso caminho.
(Js 1:9 / 2 Sm 22:33)

Obediência e atitude

Jacó, agora Israel, obedeceu ao que Deus ordenou e retornou para sua terra natal. Mas isso não seria fácil. Ele teria que enfrentar o irmão Esaú, de quem havia tomado os privilégios da primogenitura e a benção de seu pai Isaque.

Vinte anos haviam se passado, mas Jacó ainda temia – não fazia ideia de qual seria a reação de Esaú ao reencontrá-lo. Mas mesmo com muito medo, Jacó obedeceu e seguiu com sua família, servos, rebanhos e pertences de volta para Canaã.

Mas Jacó não apenas aguardou passivamente pela provisão de Deus – que certamente viria em cumprimento da promessa que lhe havia sido feita. Ele agiu para que tudo corresse bem: Enviou à Esaú mensagem com tom humilde e submisso (Gn 32:3-5), dividiu a caravana para proteger ao menos parte do grupo e bens (Gn 32:7-8), ofereceu presentes (Gn 32:13-15), tudo com a finalidade de apaziguar o coração de Esaú. Jacó também não se esqueceu de orar e de compartilhar com Deus sua angústia (Gn 32:9-12).

Precisamos confiar, obedecer… E agir. Caso contrário, de que adianta Deus estar preparado para nos ajudar se nós não estivermos preparados para receber Sua provisão?

Sem estudar, não adianta orar para que Deus nos ajude a passar na prova – e isso serve para todas as provas da nossa vida.

Uma só carne

Raquel e Lia eram irmãs, mas não se pode dizer que eram amigas, já que viviam em constante disputa pelo amor e atenção do marido Jacó.

Mas, quando o assunto foi defender a família, elas surpreendentemente concordaram. Apoiaram o marido a fazer tudo o que Deus havia mandado, já que isso era o correto e o melhor para todos. Raquel e Lia não pertenciam mais à família de seu pai e entendiam isso – agora formavam uma nova família, a família de Jacó. (Gn 6-16)

Ainda hoje, apesar de não vivermos em uma sociedade onde casamentos são arranjados pelos pais (pelo menos não ostensivamente), muitas famílias são destruídas antes mesmo de ficarem sólidas pela dificuldade em aceitar que com o casamento ‘deixamos pai e mãe’. Homens e mulheres se casam, mas não entendem que formam juntos, uma nova família – continuam vivendo em dependência de seus pais, psicológica, financeira e/ou emocionalmente.

A família instituída por Deus está sendo destruída pelos homens – é cada vez mais raro encontrar casais de um único casamento.

A sociedade prega a individualidade, cuja consequência é o afastamento do casal. Por outro lado, a Palavra de Deus alerta para que o casal seja ‘uma só carne’. E qual destas regras de conduta devem ser observadas?

A vitória é certa

Os descendentes de Esaú, filho de Isaque, irmão gêmeo de Jacó, acabaram por se transformar em uma nação inimiga de Deus – Edom. Certamente a influência das mulheres de Esaú ajudou para que este fosse o destino dos edomitas – eram mulheres cananeias, acostumadas à adoração de muitos deuses.

Quando nos relacionamos com não crentes, precisamos estar conscientes de que tanto nós podemos influenciá-los como também eles podem nos influenciar. Podemos trazê-los para perto de Deus, mas também podemos ser tentados por eles a nos afastarmos de Deus. Esse relacionamento é importante, mas perigoso. Mesmo que quiséssemos, não seria possível nos isolar de pessoas não crentes em Jesus. Precisamos conviver com elas e não só isso, precisamos amá-las. Mas devemos orar para que Deus use nossas vidas para resgatar essas pessoas e que também nos proteja de sermos tentados e conquistados pelo pecado.

O bem e o mal vivem uma constante batalha, e de que lado você está?

Lembre-se: A vitória dos que amam a Deus já foi decretada.

Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar. (Js 1:9)

Socorro na angústia

Lia foi dada por esposa a Jacó no lugar de Raquel (Gn 29:21-23). Pobre Lia. Foi desprezada pelo marido desde o início do casamento, já que Jacó amava Raquel. E mesmo tendo dado a luz seis filhos e uma filha, não conquistou a preferência do marido.

Ah, se Lia pudesse imaginar que de seu ventre nasceria o messias. Judá, seu quarto filho, foi escolhido para ser antepassado de Jesus. E mais, o terceiro filho, Levi, viria a ser o antecessor de gerações de sacerdotes. Quanta graça!

Lia teria vivido mais feliz se conhecesse o futuro…

Mas, assim como Lia, não conhecemos o futuro. E podemos estar passando por situações de humilhação e desprezo, como ela viveu. Mas, para que se afogar em angústia quando não é possível enxergar o que está por vir. Não precisamos viver em constante conformismo, mas é preciso aprender a agradecer por tudo. Mesmo nas menores coisas sempre haverá algo pelo que se alegrar, afinal Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia (Sl 46:1).

Dilema moral

Em sua velhice, Isaque se preparava para abençoar o seu primogênito, Esaú.

Mas Rebeca ouviu a conversa do pai com o filho e tratou de tramar para que a benção fosse dada ao filho mais novo, Jacó, o seu preferido. Ela, então, correu para contar seu plano a Jacó.

Sabe qual foi a reação de Jacó? Ele questionou a mãe. Pena que foi pelo motivo errado… Jacó não se importou com a falta de honestidade, com o desrespeito a seu pai e irmão… Ele apenas teve medo de ser pego, medo de que fosse desmascarado, de que o plano fosse descoberto antes de ser implementado.

A forma como reagimos a um dilema moral costuma revelar nossos verdadeiros motivos. Em geral, ficamos mais preocupados em ser pegos do que em fazer o que é certo. Jacó não pareceu preocupado quanto ao plano enganoso de sua mãe; sua única preocupação era apenas a de ser pego enquanto a executava. Se você tem a preocupação de ser apanhado, está provavelmente em posição não muito honesta. Faça deste medo um alerta e aja de forma íntegra.
Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

28º dia: Êx 1 a 4

Os descendentes de Jacó (ou Israel) agora já eram numerosos. Surgia ali, em terras egípcias, onde José havia acolhido seu pai e irmãos, o povo israelita. Um povo pacífico, mas numeroso e forte o suficiente para deixar em alerta o Faraó, que decidiu então tomar as rédeas da situação, escravizando os israelitas antes que decidissem se rebelar contra o Egito. Mas Faraó continuou vendo aquele povo, mesmo no sofrimento da escravidão, crescer em número. Ordenou então a morte de todos os meninos israelitas assim que nascessem. Foi então que a atitude corajosa, talvez um pouco desesperada, de uma mãe na tentativa de salvar seu filho fez chegar às mãos da filha do Faraó um bebê: Moisés.

Nesses primeiros capítulos de Êxodo podemos conhecer um pouco da personalidade de Moisés. O homem que agiu por impulso ao matar o egípcio (Êx 2:12); aquele que por natureza defendeu as filhas de Jetro dos pastores (Êx 2:17); o que, ao ser chamado por Deus, respondeu prontamente “Eis-me aqui” (Êx 3:4); o homem que relutou em aceitar a missão que Deus lhe deu (Êx 4:13), mas que, pela fé, iniciou sua jornada (Êx 4:20). Este é Moisés. E a luta pela liberdade de Israel se inicia…