Tag Archive for Jó

Amigo verdadeiro

Jó tinha alguns amigos. Pareciam ser bons amigos, pessoas próximas, de confiança que desejavam compartilhar o momento de dor pelo qual Jó passava e consolar o amigo desolado (Jó 2:11).

Acredito que o sentimento desses amigos era sincero, mas a ignorância fez com que oferecessem à Jó apenas angústia e indignação. E o perdão para eles viria justamente de uma oração de Jó, o servo de Deus, em seu favor (Jó 42:8-9).

Por melhor intencionados que estejam nossos amigos, eles podem falhar em nos ajudar. Podem nos trazer ainda mais dor e sofrimento, em vez de conforto e consolo. Da mesma forma, nós, enquanto amigos, estamos sujeitos a cometer estes mesmos erros.

Apesar disso, precisamos nos esforçar para sermos bons amigos, lembrando que o amigo ama em todos os momentos e é um irmão na adversidade. (Pv 17:17)

E também devemos perdoar as falhas de nossos amigos: Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou (Cl 3:13).

Não será uma tarefa fácil. Mas sempre podemos contar com a ajuda do amigo verdadeiro, Jesus Cristo, a quem podemos declarar todas as nossas aflições e receber em troca amor. Jesus é amigo fiel e sincero. Se for preciso exortar, Ele o fará. Se for necessário nos corrigir, assim será. Mas sempre o amor estará presente no agir de Deus em nossas vidas!

Ignorantes mas inteligentes

Um completo ignorante. Assim deve ter se sentido Jó ao ser questionado por Deus acerca da criação. Que domínio tinha ele sobre as coisas existentes na terra? Nenhum, é claro.

Mas, diferente da avestruz, que não recebeu de Deus sabedoria nem parcela alguma de bom senso (Jó 39:17), Jó entendeu o seu lugar e percebeu que não haveria qualquer possibilidade de ‘discutir’ com Deus, tal como ele havia desejado arduamente. Seria em vão, pois sua maior sensatez soaria como estupidez diante do Criador.

Que nossa inteligência e bom senso não sejam usadas para contender com o SENHOR, mas sim para sermos capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12:2b).

Puro como ouro

Em meio à discussão com seus amigos, Jó fez uma declaração confiante:

Deus conhece o caminho por onde ando; se me puser à prova, aparecerei como o ouro. Meus pés seguiram de perto as Suas pegadas; mantive-me no Seu caminho, sem desviar-me. Não me afastei dos mandamentos dos Seus lábios; dei mais valor às palavras de Sua boca, do que ao meu pão de cada dia. (Jó 23:10-12)

Neste momento os amigos de Jó devem ter ficado ainda mais indignados, já que para eles, a causa do sofrimento de Jó era o pecado em sua vida. Jó foi corajoso em dizer estas palavras, mas essa coragem veio da certeza de que era essa a verdade.

E nós, podemos fazer nossas as palavras de Jó?

Talvez não totalmente, mas podemos fazer dessas ações metas para nossas vidas, na busca pela perfeição e pela santidade, mesmo cientes das limitações impostas pela nossa natureza pecadora.

Praticando a misericórdia

A vida de Jó estava devastada. De repente, ele não tinha mais nada – seus filhos, seus bens, sua saúde… Tudo lhe foi tirado como se pela força de um furacão, rápido e estrondoso.

Nesta situação agonizante, Jó acreditou que ainda lhe restassem os amigos, mas se enganou. Dos amigos Jó esperava misericórdia, mas encontrou apenas tormento, repreensão, humilhação… (Jó 19:3-5, 21)

Como é difícil sentirmos misericórdia, não é? Parece mais fácil apenas julgar, apontar o dedo na cara e dizer ‘Viu, eu disse!’ ou ‘A culpa disso é toda sua!’. Com frequência agimos exatamente igual aos amigos de Jó e quase sempre achando que estamos fazendo o certo, assim como eles.

Felizmente, Deus tem um coração verdadeiramente misericordioso e se compadece de nossa situação pecaminosa, nos concedendo perdão, porque o SENHOR é bom, e eterna é a sua misericórdia. (Sl 100:5a)

Ainda assim é preciso exercitar a misericórdia, que no fundo reflete o amor que sentimos pelo próximo, ou seja, praticando a misericórdia estaremos cumprindo o maior de todos os mandamentos – o amor.

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. (Mt 5:7)

Advogado fiel

Ah! se alguém pudesse contender com Deus pelo homem, como o homem pelo seu próximo! (Jó 16:21)

Ah, como Jó poderia imaginar que quase dois mil anos depois o mundo conheceria em forma humana o seu advogado junto a Deus – e o rejeitaria. Não, ele não poderia imaginar, mas sua fé era tão grande que ele conseguia entender a forma de agir de Deus.

Temos o privilégio de conhecer Jesus. No seu imenso amor e misericórdia Ele é aquele que nos defenderá com justiça diante de Deus – é aquele a quem Jó esperava.

Se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. (1 Jo 2:1b)

Seja feita a vontade do SENHOR

 

 

Lamentar-se não é pecado. A tribulação que Jó sofria era tanta que não haveria neste mundo homem algum capaz de suportar sem sentir dor, sem sofrer.

Jó sofreu, lamentou com palavras impetuosas a sua triste situação, mas deixou para Deus a decisão acerca de seu destino:

“Se tão-somente fosse atendido o meu pedido, se Deus me concedesse o meu desejo, se Deus se dispusesse a esmagar-me, a soltar a mão protetora e eliminar-me! Pois eu ainda teria o consolo, minha alegria em meio à dor implacável, de não ter negado as palavras do Santo.” Jó 6:8-10

Morrer traria conforto. Jó então desejou a morte, mas não abandonou a fé em Deus. Ele queria morrer, se fosse essa a vontade do SENHOR. Dos primórdios da humanidade, Jó nos ensina algo que anos depois o próprio Cristo também viria a nos ensinar: a submissão à vontade de Deus.

Ó SENHOR, venha o Teu Reino; seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu. (Mt 6:10)

Jó não conhecia a oração do Pai nosso, mas praticava estas palavras.

Que esta oração seja verdadeiramente parte de nossas vidas.

Integridade X Insensatez

Às vezes parece que não vamos conseguir; as dificuldades são tantas que fica mais fácil abandonar nossa integridade e amaldiçoar a Deus, desejando a morte, tal qual o conselho insensato que Jó recebeu de sua esposa em um momento de aflição (Jó 2:8).

Jó estava certo, sua esposa agiu com grande insensatez, pensando que a morte física poderia trazer algum conforto. Ela estava errada: Amaldiçoar a Deus só traria mais aflições – infinitas e eternas.

Em Jesus temos paz, mas isso não significa que não passaremos por tribulações neste mundo. Ele venceu o mundo, mas sua glória veio com sangue, derramado por nós na cruz. (Jó 16:33)

E então, aceitaremos o bem dado por Deus, e não o mal? (Jó 2:10)

Não se esqueçam: Deus não permitirá que sejamos tentados além do que podemos suportar; Ele é fiel. (I Co 10:13)

Devemos dar glórias a Deus por tudo, mesmo que a situação que vivemos pareça muito ruim. Na nossa pequenez somos incapazes de saber o que este ‘mal’ de hoje nos trará no futuro, mas Deus sabe de todas as coisas… Uma provação pode ser um meio para que nossa fé seja fortalecida ou um caminho para que alguém seja salvo.

Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do SENHOR, dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. (Ef 5:17, 20)

Melhor é manter a integridade, como fez Jó e permanecer ao lado de Deus, o autor da vida.

 

 

281º dia: Ed 5-7

Então respondeu Jó ao SENHOR, dizendo:
“Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.” (Jó 42:1-2)
 

Jó estava certo. Vejam só como o que parecia impossível aconteceu para que o Templo do SENHOR fosse reconstruído:

Mesmo com muitas pessoas influentes tentando impedir que os judeus concluíssem a obra (Ed 5:3), eles não foram impedidos de trabalhar, pois os olhos de Deus estavam sobre seus líderes (Ed 5:5). E mesmo os reis da Pérsia tiveram seus corações tocados pelo SENHOR e não apenas permitiram a construção do templo, mas também ajudaram financeiramente para que se fizesse a obra. E assim eles terminaram a reconstrução do templo conforme a ordem do Deus de Israel e os decretos de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, reis da Pérsia. (Ed 6:14)

Prosseguir parece difícil? Confie em Deus e persevere, pois, se for da Sua vontade, Ele irá tirar as pedras do caminho, mesmo que para isso seja necessário amolecer o coração do mais poderoso rei da terra.

27º dia: Jó 38 a 42

Com algumas perguntas sobre a criação Deus fez com que Jó reconhecesse sua pequenez. Tanto foi assim que Jó, que tanto queria uma oportunidade para justificar-se diante de Deus, preferiu permanecer calado quando finalmente Deus lhe permitiu falar (Jó 40:4).

O que você faria se tivesse a oportunidade que teve Jó? Apontaria o indicador para Deus questionando acerca de todas as tribulações da sua vida e despejando para fora todos os porquês engolidos na sua trajetória ou teria a humildade de Jó, reconhendo sua ignorância e arrependendo-se dos seus erros?

Jó recebeu algumas recompensas ainda em vida, mas a maior delas veio só depois do último versículo do livro: “Então morreu Jó, velho e farto de dias” (Jó 42:17).

 

26º dia: Jó 35 a 37

Eliú finalizou seu discurso e eu não acredito que suas palavras tenham levado conforto suficiente para Jó. Mas algumas dessas palavras chamaram minha atenção…

Os homens se lamentam sob fardos de opressão; imploram que os libertem do braço dos poderosos. Mas não há quem pergunte: ‘Onde está Deus, o meu Criador, que de noite faz surgirem cânticos, que nos ensina mais que aos animais da terra e nos faz mais sábios que as aves dos céus?’ (Jó 35:9-11)

Somos tão fracos. Procuramos a solução para nossos problemas, quase sempre, primeiro pelas nossas próprias mãos. Nossa fé fraqueja. Nos esquecemos do poder de Deus e ele passa a ser a nossa última opção quando deveria ser sempre a primeira. Momentos difíceis certamente virão. Devemos estar preparados e certos de que Deus estará sempre ao nosso lado. Não, não é fácil! Muito mais fácil é ficar se lamentando pelos cantos. Mas Deus espera de nós que esperemos nEle, não importam as circunstâncias.