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Não ver e crer

Tomé, um dos doze discípulos, não estava presente quando Jesus apareceu a eles pela primeira vez depois da ressurreição. Embora os outros onze tenham lhe contado o que viram, Tomé permaneceu cético, dizendo: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei. 

Dias depois, estando os doze reunidos, Jesus novamente se fez presente entre eles e  disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente.

Crendo, Tomé respondeu: Senhor meu, e Deus meu!

Disse-lhe Jesus:
Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram.

(Leia o texto na íntegra em Jo 20:24-29)

O episódio vivido por Tomé nos trás uma importante lição, pois todas as gerações que se seguiram não tiveram a maravilhosa oportunidade de ver Jesus, ainda assim muitos creram e fizeram a mensagem do evangelho se espalhar pela terra; ainda assim nós cremos. E a mensagem de Jesus fala diretamente a todos nós: Bem-aventurados os que não viram e creram!

Somos bem-aventurados porque:

- Entendemos que Jesus é muito mais do que uma figura ilustre na história da humanidade

- Acreditamos que Seu sacrifício na cruz nos redime de nossos pecados

- Confiamos no Seu poder e onisciência

- Sabemos que Ele vive e está presente em nossas vidas

- Compreendemos que Sua justiça e misericórdia prevalecerão

- Aceitamos a Cristo como nosso único e suficiente Salvador

Medindo forças

Depois de orar, disse Jesus:
“Levantem-se e vamos! Aí vem aquele que me trai!”

Enquanto ele ainda falava, apareceu Judas, um dos Doze. Com ele estava uma multidão armada de espadas e varas, enviada pelos chefes dos sacerdotes, mestres da lei e líderes religiosos.

Disse Jesus: “Estou eu chefiando alguma rebelião, para que vocês venham me prender com espadas e varas?”

(Mc 14:42-43, 48)

Não, Jesus não estava chefiando nenhuma rebelião. Ele não tinha um exército ou armas e nem estava se escondendo ou tentando fugir.

Mas então porque o excesso de violência e agressividade para prendê-lo?

Poder. Jesus definitivamente exercia poder sobre o povo, por seus ensinamentos, milagres e palavras sábias. Por ter se aproximado verdadeiramente da população, como não faziam os líderes da época, políticos e religiosos. Jesus tinha poder. E isso incomodou absurdamente aqueles que detinham algum poder. Sentiram-se ameaçados, feridos e desrespeitados. Foi o suficiente para impulsioná-los a defender sua honra a qualquer preço, mesmo que usando de meios mais agressivos do que o necessário.

O poder verdadeiro e absoluto estava em Jesus, por isso, Ele não precisava provar nada a ninguém. Por alguns dias aqueles líderes religiosos que O prenderam, incluindo o sumo sacerdote, devem ter julgado terem vencido a guerra pelo poder, afinal Jesus foi condenado, humilhado, espancado e morto na cruz.

Mas enquanto aqueles homens guerreavam por poder aqui na terra, Jesus apenas começava seu triunfo por uma causa muito mais nobre: a justiça divina.

O poder cega até mesmo os mais sábios, como aconteceu com os sacerdotes nesta história. Da mesma forma acontece com a fama, o dinheiro e tantas outras seduções deste mundo, que nos levam a guerrear por causas inócuas enquanto deixamos de lado o verdadeiro propósito de nossas vidas: glorificar a Deus.

A batalha já foi vencida! Não é preciso medir forças com ninguém. Só precisamos seguir em frente, sempre, confiantes e certos da vitória, seguindo o exemplo de Cristo.

Magos do oriente

Guiados por uma estrela e cheios de alegria, os magos (ou sábios) do oriente chegaram ao local onde se encontrava Jesus. E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra. (Mt 2:11)

Os magos deram a Jesus presentes caros, porque estes eram adequados a um rei. Os estudiosos da bíblia têm visto estes presentes como símbolos da identidade de Cristo e daquilo que Ele realizaria:

Com ouro presenteava-se os reis – e Jesus é o Rei dos reis.

Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores.
(I Tm 6:15)

- O incenso era oferecido a Deus – e Jesus é o próprio Deus.

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 
(Jo 1:1)

Disse Jesus: Eu e o Pai somos um. (Jo 10:30)

- Já a mirra era uma especiaria usada para ungir o corpo a ser sepultado – Jesus morreu por nós, mas não está morto, pois ressuscitou.

“Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive?
Ele não está aqui! Ressuscitou!” (Lc 24:5b-6a)

Os magos levaram presentes a Jesus e adoraram-no por quem Ele é. Esta é a essência da verdadeira adoração. Adore a Deus, porque Ele é perfeito, justo e Todo-poderoso; é o criador do universo e digno de receber o melhor de cada um de nós.

Adaptado de: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Roupas limpas

Em uma de suas visões, Zacarias vê Josué, o sumo sacerdote, em pé diante de Deus. As roupas sujas de Josué são trocadas por vestimentas finas e novas; as acusações de Satanás contra ele são rejeitadas pelo Senhor. (Leia mais sobre esta visão no capítulo 3 de Zacarias).

A visão de Zacarias retrata como recebemos a misericórdia de Deus. Nós mesmos nada fazemos. O Senhor remove nossas roupas sujas, os pecados, e fornece-nos roupas boas e novas, a justiça e a santidade de Deus. Tudo o que precisamos fazer é nos arrepender e pedir ao Senhor para nos perdoar.

Quando Satanás tentar fazer com que você se sinta sujo e indigno, lembre-se de que as roupas limpas da justiça de Cristo lhe fazem digno de se aproximar do Senhor.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós;
para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus. (2 Co 5:21)

A culpa é nossa

Com medo dos babilônios, um grupo de israelitas que não haviam sido levados cativos decidiram fugir para o Egito. No caminho, pediram a Jeremias para orar por eles e pedir orientação, afirmando que obedeceriam qual fosse a ordem, sendo esta favorável ou não (2 Rs 25:26 / Jr 42:1-6).

O que aconteceu depois? Desobediência. Seguiram até o Egito, mesmo tendo sido alertados por Deus que não deveriam fazer isso. (Jr 43:4)

Judá estava em ruínas por causa do mal praticado pelo povo. Israel trouxe sobre si a desgraça, se autodestruiu (Jr 44:2-3, 8). Ainda assim, arrependimento e reverência permaneciam distantes… O povo preferia acreditar que a aparente felicidade era oferecida pelos falsos deuses que cultuavam ostensivamente nas ruas de Jerusalém. (Jr 44:15-19)

Deus é bom, mas também é justo. Nossas faltas não ficarão impunes. Mas nosso castigo não é culpa do Senhor: a culpa é nossa. Somos nós quem escolhemos por onde ir, o que fazer, como agir. E seremos também nós os responsáveis pelas consequências de tudo o que fazemos, se bom ou mau.

Somos culpados, já que todos somos pecadores. E o pecado nos separa de Deus (Rm 3:23). Mas Deus nos ama tanto que permitiu que seu próprio filho viesse ao mundo para nos redimir. Jesus, o único homem que não cometeu pecado algum padeceu por nós, levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça (1 Pe 2:21-24).

Em Cristo nossos pecados estão perdoados, lavados pelo Seu sangue. Ainda assim, nossos atos produzem efeitos dos quais não podemos fugir. Mesmo perdoados, continuamos culpados pelas consequências, porventura desastrosas, de nossos pecados. E Deus continua o mesmo, bom e justo!

E esta é a mensagem que dEle ouvimos, e vos anunciamos:
que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.

Se dissermos que temos comunhão com Ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.
Mas, se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça
(1 Jo 1:5-9)

Nem uma lembrança

Aquele que pecar é que morrerá. O filho não levará a culpa do pai, nem o pai levará a culpa do filho. A justiça do justo lhe será creditada, e a impiedade do ímpio lhe será cobrada.

Mas, se um ímpio se desviar de todos os pecados que cometeu e obedecer a todos os meus decretos e fizer o que é justo e direito, com certeza viverá; não morrerá.
Não se terá lembrança de nenhuma das ofensas que cometeu. Devido às coisas justas que tiver feito, ele viverá.
(Ez 18:20-22)

Que difícil depender de nossa própria justiça, não acha?

No antigo testamento ser justo significava adorar a Deus e somente a Ele, não matar, não adulterar, não roubar, guardar o sábado, oferecer sacrifícios, enfim, cumprir a lei.

Mas Jesus ofereceu por nós um sacrifício único e perfeito e fez conosco uma nova aliança. Por que cremos nEle, nossa conduta é transformada, ou seja, matar, roubar, adulterar, etc, deixam de fazer parte de nossas vidas.
E nossas ofensas também serão esquecidas, pois, pelo sangue de Jesus derramado na cruz, fomos santificados (Hb 13:12) e nossos pecados foram lavados (Ap 1:5). Fomos purificados de todo pecado (1 Jo 1:7).

Em Jesus viveremos!

Deus “retribuirá a cada um conforme o seu procedimento”.
Ele dará vida eterna aos que, persistindo em fazer o bem,
buscam glória, honra e imortalidade.
Mas haverá ira e indignação para os que são egoístas,
que rejeitam a verdade e seguem a injustiça.
Pois o salário do pecado é a morte,
mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

(Rm 2:6-8 / 6:23)

Verdadeira glória

“Não se glorie o sábio em sua sabedoria
nem o forte em sua força
nem o rico em sua riqueza
Mas quem se gloriar, glorie-se nisto:
em compreender-me e conhecer-me,
pois eu sou o Senhor e ajo com lealdade,
 com justiça e com retidão sobre a terra,
pois é dessas coisas que me agrado”, declara o Senhor.

(Jr 9:23-24)

No tempo de Deus

Tu, Senhor, dizes: “Eu determino o tempo em que julgarei com justiça.” (Sl 75:2)

Deus agirá de acordo com o Seu cronograma.
As crianças têm dificuldade de compreender o conceito de tempo. “Ainda não é o momento” não é uma resposta que entendem com facilidade, porque só vêem o presente.
Como seres humanos, somos limitados, não podemos entender a perspectiva de Deus a respeito do tempo. Queremos tudo agora, ignoramos que o cronograma do Senhor é o melhor. Quando for a hora, Ele fará o que for necessário, não o que gostaríamos que fizesse. Podemos ser tão impacientes quanto as crianças, mas não devemos duvidar da sabedoria dos planos de Deus.
Espere que Ele revele seu plano. Não tente encontrar as soluções sozinho.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Juiz, legislador e rei

Pois o Senhor é o nosso juiz,
o Senhor é o nosso legislador,
o Senhor é o nosso rei;
é Ele que nos salvará.
(Is 33:22)

Juiz, legislador e rei… Na nossa sociedade estas funções são exercidas por pessoas distintas, quase sempre com o objetivo de ter certo controle sobre a tirania, protegendo, assim, o povo de líderes opressores.

Mas Deus não está sujeito às consequência do poder; em qualquer circunstância, Ele sempre julga com justiça, e ainda adiciona um tanto de amor e misericórdia.

O Senhor é rei, soberano, o único digno de realeza.

O Senhor é legislador, que estabelece as leis, que distingue o certo e o errado, o verdadeiro e o falso, o bom e o mau.

O Senhor é Juiz, que condena e que absolve, que é fiel e justo para perdoar os pecados daqueles que os confessarem arrependidos de coração (1 Jo 1:9).

O Senhor é Deus, pois dele, por ele e para ele são todas as coisas.
A ele seja a glória para sempre! Amém.
(Rm 11:36)

Justiça, fidelidade e humildade

O que Deus quer de nós? Simples: “Pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus” (Mq 6:8b).

Se desejamos agradar ao SENHOR, devemos observar em nossa conduta estes aspectos: justiça, fidelidade e humildade. A cada dia, observe se estas características estão presentes nas suas ações. É preciso praticá-las.