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Tão-somente obedecer

Assim diz o Senhor, o seu redentor, o Santo de Israel:
“Eu sou o Senhor, o seu Deus, que lhe ensina o que é melhor para você, que o dirige no caminho em que você deve ir.
Se tão-somente você tivesse prestado atenção às minhas ordens, sua paz seria como um rio, sua retidão, como as ondas do mar.”
(Isaías 48:17-18)

Deus desejava o melhor para Israel, mas ainda assim, o povo preferiu ignorar Seus ensinamentos. Sofreram as consequências: veio o exílio.

O que faltou? Obediência.

Mas desde o começo dos tempo essa atitude já era esperada, afinal, Israel sempre foi um povo obstinado, teimoso… Acontece que teimosia não é ‘qualidade’ apenas dos descendentes de Jacó; todos nós temos essa característica. Vem de fábrica. Tentamos ser, a todo custo, dono de nossas próprias vidas. É o livre arbítrio. Nos faz acreditar que podemos ser como Deus e dificulta a sujeição a Ele. Foi escolha nossa. Foi o desejo de Deus que nos voltássemos para Ele conscientemente e não por obrigação. É um presente que devemos usar para nos aproximar do Senhor e não para nos afastar dEle.

Basta obedecer. Deixar de lado a teimosia e buscar as coisas que são do alto. Reconhecer nossas fraquezas e pedir ajuda ao Senhor. Se tão-somente obedecermos, teremos paz.

Corações obstinados

“Mas o meu povo não quis ouvir-me; Israel não quis obedecer-me.
Por isso os entreguei ao seu coração obstinado, para seguirem os seus próprios planos.” (Sl 81:11-12)

Não precisamos de inimigos. Quando nos rebelamos, não é preciso que Deus envie opressores para nos destruir, basta que Ele nos deixe sós por um instante, entregues às nossas próprias vontades humanas e pecadoras e nós mesmos nos jogaremos ao fundo do poço. E sim, às vezes o SENHOR nos permite andar segundo nossa própria vontade, para que percebamos que nossa teimosia só pode ter como consequência, ações desastrosas.

Deus poderia com muita facilidade nos obrigar a adorá-lo, mas esse não é o seu desejo. Ele deseja um culto consciente e verdadeiro e não um circo de marionetes. Por isso nos agraciou com o livre arbítrio e por isso permite os nossos tropeços, para aprendermos com os nossos erros e reconhecermos então, de coração, sua soberania sobre nossas vidas.

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.” (2 Cr 7:14)

De pais para filhos

SENHOR, Deus compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e de fidelidade, que mantém o seu amor a milhares e perdoa a maldade, a rebelião e o pecado. Contudo, não deixa de punir o culpado; visita a iniquidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até à terceira e quarta geração. (Êx 34:6-7)

Já ouvi mais de uma vez utilizarem esse versículo na tentativa de convencer que o SENHOR é Deus é vingativo e mau, já que castiga os filhos pela culpa dos pais. Mas isso não passa de desespero do inimigo para tentar cegar aqueles que ainda não conhecem a Verdade.

Sim, Deus visita a iniquidade dos pais sobre os filhos… E o que isso significa? Basta prestar atenção em nossa sociedade para entendermos. Nenhum pecado é pontual, sempre há as consequências. E essas consequências afetam sim os filhos, netos, etc. Bom seria se cada pecador pudesse fazer mal somente a si próprio, mas infelizmente, não é isso o que vemos. Agora, isso significa que Deus é mau? De forma alguma. Somos responsáveis por nossas decisões e pelas consequências também. Deus é tão bom que permitiu que fosse assim, caso contrário não passaríamos de marionetes. Desfrutamos do livre arbítrio, mas também de toda responsabilidade inerente.

Todas as nossas ações afetam todos à nossa volta. Quando escolhemos fazer o bem, disseminamos amor, compaixão, honestidade… Mas quando optamos pelo caminho do pecado, distribuímos rancor, ira, inveja…

O que desejamos para nossos filhos? Nossas escolhas hoje certamente irão contribuir para o que eles serão no futuro.