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Serpentes e pombas

O texto bíblico de Mateus 10:16, diz: “Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas”. A versão na Linguagem de hoje diz: “Sejam espertos como as cobras e sem maldade como as pombas”

Após ter dado várias instruções específicas aos seus discípulos, neste verso Jesus nos ilustra qual deve ser nossa atitude cristã em relação ao mundo. Como as serpentes, que são astutas, espertas, devemos estar sempre alerta para aproveitar todas as oportunidades possíveis para a pregação do evangelho.

No entanto, é importante que o cristão se submeta a Deus e busque a mansidão, a amabilidade, a cortesia, que são características louváveis. Ser prudente ou astuto como a serpente é ser cauteloso, sensato. É estar sempre atento a tudo que se passa.

Ser manso como a pomba é seguir o conselho de Cristo, que diz “aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração…” (Mateus 11:29).

Nosso mundo atual está cheio de maldade, violência. Sejamos luz, onde a escuridão reina, e assim vamos conseguir demonstrar o verdadeiro amor de Cristo em nossa vida.

Fonte: Web Site da Rádio Novo Tempo – Como entender Mateus 10:16?

O livro da lei

Em 2011 li a bíblia toda pela primeira vez e me deparei com uma série de histórias desconhecidas para mim até então. Hoje já reli mais da metade da bíblia, mas agora a sensação é diferente… Começo a descobrir os meus textos favoritos e a encontrar coisas novas em trechos já lidos e muito conhecidos.

Um dos textos que eu mais gosto (se é que é possível classificar desta forma), é o relato do reinado de Josias, na ocasião em que ele inicia a restauração do templo, encontra o livro da lei e firma um compromisso com Deus (2 Rs 22 e 2 Cr 34).

Josias foi um bom rei. Ele fez o que o Senhor aprova e andou nos caminhos de Davi, seu predecessor, sem desviar-se nem para a direita nem para a esquerda (2 Rs 22:2, 2 Cr 34:2). Josias desejou restaurar o templo e designou os levitas para liderarem o trabalho, mas ele não podia imaginar que esta atitude lhe revelaria muito mais do que as velhas paredes daquele velho templo… Esquecido em meio aos escombros adormecia o livro da lei. O sumo sacerdote Hilquias, quando o encontrou, parece ter ficado sem ação… Quando imagino esta cena, visualizo Hilquias quase em estado de choque. Depois de uns minutos ele então compartilha a descoberta com o secretário Safã e então ficam os dois em choque. Que grande descoberta! O que fazer com este livro? O que significam estas palavras?

A ação óbvia foi levar o livro ao rei Josias, que saberia o que fazer. E ele de fato soube!

Josias era um homem de Deus, mas não conhecia o livro da lei. Provavelmente a maioria daquela geração sequer havia ouvido falar da lei de Moisés, consequência natural de uma nação governada tantos anos pela maldade, pela iniquidade e pela idolatria.

Ao ouvir as palavras daquele estranho livro, Josias se desesperou, pois percebeu o quão distante ele e todo o seu povo estavam de Deus. Mas, decidido a fazer o que é certo, tomou uma decisão que eu considero das mais bonitas em toda a bíblia: reuniu todo o povo, dos mais simples aos mais importantes, e compartilhou com todos as palavras daquele livro, lendo-o em voz alta ele próprio, o rei. Ao final todos se comprometeram a cumprir a aliança de Deus.

Nossa, que emoção deve ter tomado conta dos corações presentes naquele momento! Um verdadeiro culto com sinceridade, fé e alegria. Todos juntos adorando o único Senhor.

Com essa história aprendemos algumas coisas:

1- É bom compartilhar a Palavra de Deus com os que amamos. Devemos ficar felizes ao ver outras pessoas desfrutando a graça de Deus.

2- Devemos amar a todos. Só assim seremos capazes de nos afastar do egoísmo e levar a Palavra de Deus a todo o mundo.

3- Deus é o objetivo de nosso culto. Não importa se individual ou coletivo; se Deus não estiver presente, não haverá corações quebrantados.

4- Cultos coletivos fortalecem os indivíduos. Juntos somos mais fortes, suportamos uns aos outros, incentivamos uns aos outros.

Não volte a pecar

Vejam!
O braço do Senhor não está tão curto que não possa salvar,
e o seu ouvido tão surdo que não possa ouvir.

Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus;
os seus pecados esconderam de vocês o rosto dEle, e por isso Ele não os ouvirá. 

(Is 59:1-2)

Não há como estar perto do pecado e de Deus ao mesmo tempo. Um nos afasta do outro.

Alguns se perguntam:
‘Se Deus nos oferece perdão então podemos pecar, depois pedimos perdão e pronto!’

Não sejamos enganados por essa doutrina vazia, artimanha do inimigo para tirar de vez Deus de nossas vidas. Lembrem-se sempre: o pecado nos afasta de Deus.

Sim, Deus é o Senhor do perdão, mas, lembra-se do que Jesus disse à mulher adúltera, depois de salva-la do apedrejamento?

Declarou Jesus: “Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado(Jo 8:11).

Jesus disse ainda algo semelhante ao paralítico que havia curado há pouco:

“Olhe, você está curado. Não volte a pecar, para que algo pior não lhe aconteça” (Jo 5:14).

Somos perdoados e, ao mesmo tempo, exortados a não cometermos os mesmos erros. Certamente não seremos capazes de alcançar a perfeição neste mundo, mas precisamos buscar com afinco manter o pecado o mais afastado possível, e assim, Deus estará cada vez mais perto.

O perdão de Deus estará sempre disponível àqueles que se arrependerem de coração e entregarem suas vidas ao Senhor, mas será que é possível haver arrependimento verdadeiro por parte daqueles que pecam deliberadamente, por acreditar que depois serão perdoados? Se você age como estes últimos, cuidado: o inimigo pode estar te pregando uma peça, e vai concluir o seu feito, se você não vigiar.

Não deseje pecar. Não se exponha a situações pecaminosas conscientemente. Não se deixe levar pelo que a sociedade considera correto, mesmo consciente de que Deus não aprova determinadas atitudes…

E a respeito dos pecados que cometemos sem perceber, oremos a Deus como o salmista:

Quem pode discernir os próprios erros? Absolve-me dos que desconheço! (Sl 19:12)

298º dia: Mc 7-10

E dizia Jesus: O que sai do homem isso contamina o homem.
Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem. (Mc 7:20-23)

Já pararam para pensar como é que colocamos todos estes males para fora? Quase sempre é pela boca…“Pois a boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12:34b). Procurar controlar a própria língua é um bom exercício para avaliar os nossos corações e procurar enchê-los com coisas boas. Vamos praticar?

“A boca do justo jorra sabedoria, mas a língua da perversidade será cortada.” (Pv 10:31)

172º dia: 1 Rs 20-22

1 Reis termina em um cenário desolador para o povo de Israel. Vou reproduzir um comentário da minha bíblia, apropriado como fecho para a leitura deste livro:

O livro de 1 Reis começa com uma nação unida sob o governo de Davi, o rei mais devoto da história de Israel, e termina com um reino dividido e a morte de Acabe, o mais iníquo de todos os seus governantes. O que aconteceu? O povo se esqueceu de reconhecer a Deus como seu líder supremo; designaram líderes humanos que ignoraram o SENHOR; e então se conformaram com o estilo de vida destes líderes iníquos. A maldade ocasional transformou-se, gradualmente, em um modo de vida. Sua maldade declarada e ostensiva somente poderia ser confrontada pelo juízo de Deus, o qual permitiu que nações inimigas surgissem e derrotassem Israel e Judá em batalhas, como castigo por seus pecados. Falhar em reconhecer a Deus como nosso líder supremo é o primeiro passo em direção à ruína.

153º dia: Pv 4-7

Já disseram que se conselho fosse bom não seria de graça. Mas, na verdade, quem nunca precisou de um conselho? Então, ouso dizer:

_Quer um conselho? Peça-o ao homem mais sábio de todos. Leia Provérbios!
“Não entres pela vereda dos ímpios, nem andes no caminho dos maus.
O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam.
Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora,
que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.
Veja bem por onde anda, e os seus passos serão seguros.
Não se desvie nem para a direita nem para a esquerda;
afaste os seus pés da maldade.”
(Pv 4:4,9,8,26 e 27)
“Afaste da sua boca as palavras perversas; fique longe dos seus lábios a maldade.”
(Pv 4:24)
“Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel,
e o seu paladar é mais suave do que o azeite.
Mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes.
E porque, filho meu, te deixarias atrair por outra mulher,
e te abraçarias ao peito de uma estranha?
Bebe água da tua fonte, e das correntes do teu poço.
Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade.
e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente.”
(Pv 5:3-4,20 / 5:15-18-19b)
“Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina:
- Olhos altivos
- Língua mentirosa
- Mãos que derramam sangue inocente
- O coração que maquina pensamentos perversos
- Pés que se apressam a correr para o mal
- A testemunha falsa que profere mentiras
- O que semeia contendas entre irmãos”
(PV 6:16-19)
Os próximos versículos, no contexto do capítulo, referem-se especificamente ao adultério, mas vejam só como eles podem ser aplicados em praticamente todos os aspectos da nossa vida…
“Porventura tomará alguém fogo no seu seio, sem que suas vestes se queimem?
Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés?”
(Pv 6:27-28)