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Tudo é permitido

O que é pecado? Com frequência não crentes questionam os hábitos de cristãos, taxando-os de radicais, extremistas, etc. A bebida é um caso típico. Usa-se até o milagre de Jesus, ao transformar água em vinho, para sustentar que não há problemas em ser cristão e beber. Bom, de fato, o pecado “beber” não está tipificado na bíblia. Entretanto, este mesmo livro, código de conduta para os que creem, apresenta outros motivos para que um cristão evite beber e também praticar outras ações que possam, de certa forma, escandalizar a sociedade.

  • Em primeiro lugar, devemos nos lembrar de que tudo é permitido, mas nem tudo convém (1 Co 6:12a).

    E porque algo, que não seja exatamente um pecado, não seria conveniente? Bom, eu vejo como o principal motivo o testemunho. Se o que fazemos escandaliza, de alguma forma, aqueles que estão à nossa volta e diminui as chances de que eles vejam Cristo em nós, então essa coisa, definitivamente, não convém! Portanto, se aquilo que eu como leva o meu irmão a pecar, nunca mais comerei carne, para não fazer meu irmão tropeçar (1 Co 8:13).
  • Em segundo lugar, não podemos nos esquecer de que embora tudo seja permitido, não devemos deixar que nada nos domine (1 Co 6:12b).

    A bebida o domina? Afaste-se dela. A comida o domina? Afaste-se dela. Jogos o dominam? Afaste-se deles. Não foi à toa que Salomão afirmou: Porque o beberrão e o comilão acabarão na pobreza; e a sonolência os faz vestir-se de trapos (Pv 23:21). O homem que se deixa dominar pelas coisas deste mundo, qualquer que seja, está perdido.

Que nossas vidas sejam dominadas exclusivamente pelo Soberano Senhor, para que tenhamos discernimento para fazer o que é correto aos olhos de Deus, sempre com o objetivo de disseminar o evangelho, seja com palavras ou com ações.

Entrada triunfal

Trouxeram a jumenta e o jumentinho, e sobre eles puseram as suas vestes, e fizeram-no assentar em cima.
E muitíssima gente estendia as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores, e os espalhavam pelo caminho.
E a multidão que ia adiante, e a que seguia, clamava, dizendo:
Hosana ao Filho de Davi; bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas! 

(Mt 21:7-9)

Quando pensamos em uma entrada triunfal, visualizamos riqueza, nobreza, beleza…

Pode ser um rei coberto por um fino manto vermelho, ostentando sua coroa cravejada de pedras preciosas, montado em um imponente cavalo ou então trazido em uma carruagem, cercado de servos, o povo todo se espremendo para vê-lo e se inclinando diante dele… Certamente essa seria uma entrada triunfal.

Também pode ser uma linda noiva, chegando para o seu casamento, vestida de branco, carregando flores nas mãos e alegria nos olhos. O passo vacilante pelo nervoso, mas seguro pela felicidade de estar se dirigindo ao altar… Sim, é também uma entrada triunfal.

Costuma-se chamar de entrada triunfal a chegada de Jesus a Jerusalém, na semana em que seria preso, espancado e morto na cruz. Entretanto, o que há de triunfal em um homem simples, vestido com roupas comuns, montado em um jumento e se aproximando lentamente da cidade para onde toda Israel se dirigia naquela semana, já era a semana das comemorações da Páscoa? Nada, não havia nada de triunfal naquela cena. Mas ainda assim, sem manto ou coroa, Jesus foi aclamado rei pelo povo, que estava envolvido com os milagres recém praticados pelo Senhor no meio deles.

Possivelmente alguns acreditaram que Jesus seria o seu rei de fato, ou um líder espiritual aqui na terra. Apenas depois aqueles que criam verdadeiramente puderam perceber que o verdadeiro triunfo não foi a chegada de Jesus à Jerusalém, mas sim a sua morte e ressurreição. Jesus triunfou vencendo a cruz e nos presenteou com a salvação. Verdadeiramente triunfal!

Hosana ao Filho de Davi; bendito o que vem em nome do Senhor.
Hosana nas alturas! 

Crer para ver

Seguindo as ordens do SENHOR, o profeta Elias seguia seu caminho. Na cidade de Sarepta, foi acolhido por uma viúva, que tinha um filho. Embora a terra passasse por um período de seca e fome, naquela casa não faltou alimento, provido por Deus. Mas, algum tempo depois o filho da mulher, dona da casa, ficou doente, foi piorando e finalmente parou de respirar (1 Rs 17:17).

A mãe, desesperada pela perda do filho, reclamou a Elias: “Que foi que eu te fiz, ó homem de Deus? Vieste para lembrar-me do meu pecado e matar o meu filho?” (1 Rs 17:18)

Esta mulher já não se lembrava mais de que no dia em que conheceu Elias, suas esperanças já haviam se esgotado e que a morte parecia certa para ela e seu filho amado (1 Rs 17:12). No momento de dor, a pobre viúva não se lembrava mais dos milagres diários que aconteceram em sua casa nos últimos tempos, pois a pouca farinha e o resto de azeite que tinham foram multiplicados, garantindo-lhes o sustento e a vida (1 Rs 17:16).

Agora ela reclamava e culpava Elias por sua perda…

E então Elias clamou ao SENHOR:
“Ó Senhor, meu Deus, faze voltar a vida a este menino!”
O Senhor ouviu o clamor de Elias, e a vida voltou ao menino, e ele viveu.
Então Elias levou o menino para baixo, entregou-o à mãe e disse:
“Veja, seu filho está vivo!”

Então a mulher disse a Elias: “Agora sei que tu és um homem de Deus e que a palavra do Senhor, vinda da tua boca, é a verdade”. 
(1 Rs 17:21-24)

A mulher precisou ver um milagre para crer na Palavra do SENHOR. E mesmo já tendo antes presenciado o livramento de Deus em sua casa, apenas este episódio a fez enxergar de verdade a VERDADE.

Para que perder tempo? Olhe a sua volta e reconheça todos os milagres que acontecem à sua volta, todos os dias e louve a Deus por isso! Louve a Deus pelas pequenas coisas que fazem da sua vida algo grande e precioso – pelo respirar, pela saúde, pelos alimentos, pela natureza, pelo trabalho, pelo lazer, pela família…

Creia em Deus e então veja o Seu agir na sua vida!

Abra a porta

O Senhor está com vocês quando vocês estão com Ele. Se o buscarem, Ele deixará que o encontrem, mas, se o abandonarem, Ele os abandonará. (2 Cr 15:2)

Pois assim diz o SENHOR:
Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. (Ap 3:20)


Recordarei os feitos do Senhor; recordarei os teus antigos milagres.
Meditarei em todas as tuas obras e considerarei todos os teus feitos.
Teus caminhos, ó Deus, são santos. Que deus é tão grande como o nosso Deus?
(Sl 77:11-13)

Abra a porta do seu coração e receba a presença de Deus em sua vida. Desfrute ainda hoje de todo amor e misericórdia que o SENHOR tem para lhe oferecer.

Homens de pouca fé

Finalmente libertos da escravidão no Egito, os israelitas marchavam triunfantemente pelo deserto (Êx 14:8). Mas, pouco depois, ao perceberem que o exército egípcio os perseguia, reclamaram com Moisés:

Foi por falta de túmulos no Egito que você nos trouxe para morrermos no deserto? O que você fez conosco, tirando-nos de lá? Já não lhe tínhamos dito no Egito: Deixe-nos em paz! Seremos escravos dos egípcios! Antes ser escravos dos egípcios do que morrer no deserto! (Êx 14:11-12)

Se Jesus estivesse presente, eu imagino o que teria respondido aquele grupo de recém-resgatados. Seria algo parecido com o que Ele disse aos apóstolos em Mateus 14:31: “Homens de pouca fé! Porque duvidam do livramento que vem do SENHOR”. 

A fé dos israelitas falhou. E isso porque eles acabavam de presenciar muitos milagres e experimentavam o livramento dado por Deus. Ainda assim, Deus permaneceu presente e demonstrou Seu poder permitindo que seu povo atravessasse o mar vermelho ileso e impedindo que fossem alcançados pelos egípcios. Depois da travessia, Israel temeu ao Senhor e pôs nele a sua confiança (Êx 14:31).

Somos todos homens de pouca fé. Deus opera milagres em nosso meio constantemente, e ainda assim, relutamos em depositar nEle nossa confiança. Vivemos porque Ele é SENHOR, respiramos poque Ele é SENHOR, somos livre porque Ele é SENHOR… Em quem então confiar? Nos homens que maltratam e destroem uns aos outros? Ou no Autor da Vida, que nos oferece amor e salvação?

Sim, somos homens de pouca fé. Assim como nos mostra a história de Israel, estamos sujeitos a altos e baixos e por isso, precisamos estar atentos, prontos para fechar os olhos e reconhecer que Deus é o SENHOR. E Ele estará conosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. (Mt 28:20)

126º dia: Sl 76-78

O Capítulo 78 de Salmos é muito interessante. Faz um resumo dos muitos milagres de Deus que Israel presenciou desde a saída do Egito até a chegada à terra prometida e ressalta a desobediência do povo, mesmo diante de tantas maravilhas.

Depois de ser castigado por seus pecados, o povo se lembrava de Deus e O buscavam com fervor, mas não de coração. Mas pela misericórdia de Deus Israel não foi consumido da face da Terra. Deus é fiel e cumpre suas promessas.

Não guardaram a aliança de Deus e se recusaram a viver de acordo com a sua lei. Esqueceram o que ele tinha feito, as maravilhas que lhes havia mostrado.
Com a boca o adulavam, com a língua o enganavam;
o coração deles não era sincero; não foram fiéis à sua aliança.
Quantas vezes mostraram-se rebeldes contra ele no deserto e o entristeceram na terra solitária!
Repetidas vezes puseram Deus à prova; irritaram o Santo de Israel.
Mas eles puseram Deus à prova e foram rebeldes contra o Altíssimo; não obedeceram aos seus testemunhos.
Foram desleais e infiéis, como os seus antepassados, confiáveis como um arco defeituoso.

Contudo, ele foi misericordioso; perdoou-lhes as maldades e não os destruiu. Vez após vez conteve a sua ira, sem despertá-la totalmente.

(Sl 78:10,11,36,37,40,42,56,57 e 38)

51º dia: Nm 11 a 14

Tão pouco faltava para alcançarem seu destino, mas os israelitas não tiveram paciência. Eles viam todos os dias o milagre do maná diante de suas tendas, mas já não era mais suficiente… Queriam de volta a comida abundante do Egito, que lhes era dada ‘de graça’ (Nm 11:5), apenas com o custo da escravidão. Deus ouviu os lamentos do povo, e lhes ofereceu a carne tão desejada, porém, por terem rejeitado ao Senhor, muitos adoeceram e até morreram… Pecado traz consequências. Assim como Israel, estamos sempre prontos a pecar… Mas será que estamos prontos para arcar com as consequências dos nossos pecados?

Moisés, por sua vez, ao ouvir os murmuros do povo, também reclamou, mas sua atitude, diferentemente que os outros estavam fazendo, foi de reverência à Deus. A essa altura do campeonato Moisés devia estar exausto. Milhares de pessoas sob sua liderança, responsabilidades enormes debaixo de suas mãos. Moisés não simplesmente murmurou, mas abriu seu coração em oração a Deus (Nm 11:11-15) e Deus lhe respondeu positivamente, permitindo que tivesse ajudadores na liderança do povo (Nm 11:16 e 17).

Neste ponto, o povo de Israel já tinha presenciado inúmeros milagres e também já sabiam que a desobediência a Deus trazia consequências, mas… Continuaram os murmuros e, dessa vez, à porta da terra prometida. Simplesmente se renderam à incredulidade de dez dos doze espias e se recusaram a entrar na terra. Apenas dois homens tiveram a fé que Deus esperava de todo o povo: Calebe e Josué. Mas a grande maioria preferia voltar para o Egito, duvidando do poder de Deus em lhes conceder vitória. Como consequência dessa desobediência, permanereceriam vagando pelo deserto por mais quarenta anos, até que chegasse uma nova geração. (Nm 14)

Confiar em Deus plenamente é o caminho para não vagarmos pelos desertos da vida.

32º dia: Êx 14 a 17

Finalmente o povo de Israel deixa o Egito. Tinham acabado de presenciar o poder de Deus com as dez pragas, mas tiveram pouca fé e reclamaram (Êx 14:12). Atravessaram em seco o mar vermelho e não muito depois, reclamaram (Êx 15:24). Foram providos com água em meio ao deserto, mas reclamaram (Êx 16:3). Fartaram-se do maná, pão vindo do céu, e mais uma vez, reclamaram (Êx 17:3). Ao ler o texto de hoje, por um momento, fiquei revoltada com os israelitas. Eles presenciaram grandes milagres, foram salvos pelo poder de Deus, como podiam esquecer coisas tão maravilhosas! Mas, pensando com mais calma, me fiz a seguinte pergunta: será que era mais fácil para os israelitas terem fé do que é para mim hoje? Com frequência passa pela minha cabeça que talvez fosse mais fácil crer se eu visse certas coisas, se Deus me mostrasse concretamente algumas coisas… será? Meditando agora neste trecho da Palavra de Deus, acredito que não. Pode parecer que Deus estava mais próximo deles do que de nós hoje, mas isso não é verdade. Deus é o mesmo ontem, hoje e para sempre. E a dificuldade do ser humano em crer continua a mesma, desde o início dos tempos. Por isso é preciso perseverar, deixar que Deus acompanhe nossa caminhada. Assim, em vez de reclamarmos, teremos a certeza da vitória, como tinha Moisés, que em resposta ao povo que reclamava disse: Não tenham medo. Fiquem firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes trará hoje (…). O Senhor lutará por vocês; tão-somente acalmem-se (Êx 14:13,14).

O Senhor é a minha força e a minha canção; ele é a minha salvação! Ele é o meu Deus e eu o louvarei, é o Deus de meu pai, e eu o exaltarei! (Êx 15:2)