Tag Archive for oração

Seguros e protegidos

Esdras reuniu muitos levitas para acompanhá-lo na jornada de volta à Jerusalém (Ed 8:20), entretanto, para protegê-los durante a viagem não bastava a presença dos sacerdotes. Por isso o grupo todo jejuou e orou a Deus, pedindo segurança ao único que poderia protegê-los.

Aqueles que buscam a Deus estão a salvo sob a sombra de suas asas, mesmo nas maiores dificuldades. Se estivermos em paz e comunhão com Deus, podemos deixar todas as nossas preocupações sobre nós mesmos, nossas famílias e nossas posses sob os cuidados dEle. O pedido de Esdras foi atendido. Os exilados retornaram em segurança para sua terra natal, ainda que sem a proteção de armas ou soldados e mesmo havendo muitos inimigos pelo caminho que desejavam detê-los. Nunca qualquer que buscou a Deus ardentemente descobriu que procurava em vão.

Em tempos de dificuldade e perigo, separar um momento para oração, individual ou coletiva, é a melhor decisão que podemos tomar. Entregue sua vida ao Senhor e suas necessidades serão supridas. Lembre-se: O sofrimento não nos faz perdedores.
Somos vencedores, pela graça do Senhor, e não há nada que possa mudar isso.

Adaptado de Christ Notes – Bible commentary

* * * * * * * *

Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro.
Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores,
por aquele que nos amou.

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. 
(Rm 8:35-39)

Sol e escudo

SENHOR Deus dos Exércitos, escuta a minha oração;
inclina os ouvidos, ó Deus de Jacó!
Faze bem, ó SENHOR, aos bons e aos que são retos de coração.

Porque o SENHOR Deus é um sol e escudo;
o SENHOR dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão.

Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre.
Vinde, e vede as obras de Deus:
é tremendo nos seus feitos para com os filhos dos homens.
Pois fartou a alma sedenta, e encheu de bens a alma faminta.
Converte o deserto em lagoa, e a terra seca em fontes.

Bendizei, povos, ao nosso Deus, e fazei ouvir a voz do seu louvor,
Ao que sustenta com vida a nossa alma,
e não consente que sejam abalados os nossos pés.

Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata.

SENHOR dos Exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança.

(Sl 84:8 / 125:4 / 84:12 / 107:1 / 66:5 / 107:9, 35 / 66:8-10 / 84:12)

A culpa é nossa

Com medo dos babilônios, um grupo de israelitas que não haviam sido levados cativos decidiram fugir para o Egito. No caminho, pediram a Jeremias para orar por eles e pedir orientação, afirmando que obedeceriam qual fosse a ordem, sendo esta favorável ou não (2 Rs 25:26 / Jr 42:1-6).

O que aconteceu depois? Desobediência. Seguiram até o Egito, mesmo tendo sido alertados por Deus que não deveriam fazer isso. (Jr 43:4)

Judá estava em ruínas por causa do mal praticado pelo povo. Israel trouxe sobre si a desgraça, se autodestruiu (Jr 44:2-3, 8). Ainda assim, arrependimento e reverência permaneciam distantes… O povo preferia acreditar que a aparente felicidade era oferecida pelos falsos deuses que cultuavam ostensivamente nas ruas de Jerusalém. (Jr 44:15-19)

Deus é bom, mas também é justo. Nossas faltas não ficarão impunes. Mas nosso castigo não é culpa do Senhor: a culpa é nossa. Somos nós quem escolhemos por onde ir, o que fazer, como agir. E seremos também nós os responsáveis pelas consequências de tudo o que fazemos, se bom ou mau.

Somos culpados, já que todos somos pecadores. E o pecado nos separa de Deus (Rm 3:23). Mas Deus nos ama tanto que permitiu que seu próprio filho viesse ao mundo para nos redimir. Jesus, o único homem que não cometeu pecado algum padeceu por nós, levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça (1 Pe 2:21-24).

Em Cristo nossos pecados estão perdoados, lavados pelo Seu sangue. Ainda assim, nossos atos produzem efeitos dos quais não podemos fugir. Mesmo perdoados, continuamos culpados pelas consequências, porventura desastrosas, de nossos pecados. E Deus continua o mesmo, bom e justo!

E esta é a mensagem que dEle ouvimos, e vos anunciamos:
que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.

Se dissermos que temos comunhão com Ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.
Mas, se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça
(1 Jo 1:5-9)

Peça perdão

Manassés, porém, desencaminhou Judá e o povo de Jerusalém, a ponto de fazerem pior do que as nações que o Senhor havia destruído diante dos israelitas.
O Senhor falou a Manassés e a seu povo, mas não lhe deram atenção.
Por isso o Senhor enviou contra eles os comandantes do exército do rei da Assíria, os quais prenderam Manassés, colocaram-lhe um gancho no nariz e algemas de bronze, e o levaram para a Babilônia.
Em sua angústia, ele buscou o favor do Senhor, o seu Deus, e humilhou-se muito diante do Deus dos seus antepassados.
Quando ele orou, o Senhor o ouviu e atendeu o seu pedido; de forma que o trouxe de volta a Jerusalém e a seu reino. E assim Manassés reconheceu que o Senhor é Deus. 
(2 Cr 33:9-13)

Em uma lista de reis perversos, Manassés poderia ser apontado como o pior. Sua vida foi uma coleção de iniquidades. Ele adorou ídolos, sacrificou seus filhos e profanou o Templo do Senhor. Entretanto, no fim, reconheceu seus pecados e pediu perdão a Deus, que ouviu seu clamor.

Se o Senhor perdoou Manassés, certamente pode perdoar qualquer pessoa.

Reconheça seus pecados e peça perdão hoje mesmo. Não carregue sozinho o peso da culpa. Ninguém está fora do alcance da misericórdia de Deus.

Adaptado de: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Restauração

No Salmo 80, o salmista repete por três vezes: “Restaura-nos!”

De acordo com os dicionários, restaurar significa reparar, recuperar, consertar, colocar em bom estado, revigorar, restabelecer. É interessante como todas as definições se aplicam ao pedido angustiado do salmista:

Restaura-nos, Senhor…
… reparando nossos defeitos
… recuperando nossas virtudes
… consertando nosso caráter
… colocando em bom estado nossas vidas
… revigorando nossas forças
… restabelecendo nossa fé

Restaura-nos, Senhor!
Que esta seja nossa oração neste dia.

Restaura-nos, ó Deus! Faze resplandecer sobre nós o teu rosto, para que sejamos salvos. (Sl 80:3)

Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos; faze resplandecer sobre nós o teu rosto, para que sejamos salvos. (Sl 80:7)

Restaura-nos, ó Senhor, Deus dos Exércitos; faze resplandecer sobre nós o teu rosto, para que sejamos salvos. (Sl 80:19-20)

No mundo tereis aflições

Mesmo nessa época em que passou por tantas dificuldades, o rei Acaz tornou-se ainda mais infiel ao Senhor. (2 Cr 28:22)

É comum conhecer alguém que se voltou para Deus em um momento de dificuldade. Mas também é frequente encontrarmos pessoas como o rei Acaz, que se afastou ainda mais do Senhor durante as tribulações.

As provações não são chamadas assim por acaso. Ao passar por elas, nossos sentimentos são expostos ao máximo. Medo, insegurança, angústia, ira… Às vezes fica difícil permanecer de pé. Não há força humana capaz de suportar determinadas situações. Apenas Deus tem o poder e nos manter sóbrios e nos dar conforto, ainda que a provação não seja extinta.

Esteja preparado para enfrentar as provações. Aproveite os momentos de calmaria em sua vida para se aproximar o máximo possível de Deus. Ore, leia a bíblia e deixe o Senhor fazer parte da sua vida.

Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança.
E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma. (Tg 1:2-4)

Nosso trabalho é proclamar

Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! (Is 6:5)

Diante da glória de Deus, Isaías reconheceu sua natureza pecadora, mas mesmo consciente de sua pequenez, mostrou-se disponível para servir ao Senhor. Sem hesitar, respondeu ao chamado: Eis-me aqui. Envia-me a mim! (Is 6:8b)

Isaías recebeu a missão, e junto com ela o aviso de que não seria fácil. As pessoas o ouviriam, mas não compreenderiam. Seu coração estaria endurecido e seus olhos, cegos para a verdade. (Is 6:9-13)

Sim, Israel não se arrependeria. Ao contrário, seria destruído pela sua incredulidade.

Mas então, porque Isaías foi enviado?

Bom, ele foi enviado porque a nação de Israel não se salvaria, mas, certamente, alguns poucos seriam alcançados por sua palavra. Essa remanescente era o público alvo de Isaías. Mas, como saber onde encontrá-los?  Não havia como. Por isso, Isaías deveria alcançar o máximo possível de ouvintes.

Muitas vezes tentamos selecionar as pessoas para quem desejamos falar da graça de Cristo. Olhamos para um colega ou parente e pensamos “Não, acho que ele não vai aceitar a Jesus” e deixamos de compartilhar as boas novas com esta pessoa… Estamos errados! Nosso trabalho é proclamar o evangelho aos quatro cantos do mundo, e o Espírito Santo agirá para que corações sejam quebrantados. Não podemos fazer o trabalho de Deus, mas podemos nos empenhar para fazer a nossa parte e orar para que Deus use nossas vidas para alcançar muitas almas.

Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos,
a terra inteira está cheia da sua glória
. (Is 6:3)

Compromisso

Hazael, rei da Síria, oprimiu Israel durante todo o reinado de Jeoacaz.
Então Jeoacaz buscou o favor do Senhor, e este o ouviu, pois viu o quanto o rei da Síria oprimia Israel. (2 Rs 13:4, 22)

O SENHOR ouviu a oração de Jeoacaz, que pediu ajuda divina. Deus retardou seu julgamento sobre Israel quando o povo se voltou a Ele e pediu-lhe perdão; porém, não mantiveram sua dependência do Senhor por muito tempo. Apesar de haver pausas periódicas na adoração que ofereciam aos ídolos, raramente demonstravam evidências de uma fé genuína. Não é suficiente dizer não ao pecado; devemos também dizer sim a uma vida de compromisso com Deus. Um pedido ocasional de ajuda não é um substituto para uma vida diária de confiança no Senhor.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Cego de paixão

O sábio rei Salomão foi traído pela paixão. O inimigo o atingiu justamente na sua maior fraqueza – as mulheres. O rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha do faraó. Eram mulheres moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hititas. Casou com setecentas princesas e trezentas concubinas, e as suas mulheres o levaram a desviar-se (1 Rs 11:1, 3). As esposas de Salomão eram das nações sobre as quais o Senhor tinha dito aos israelitas: “Vocês não poderão tomar mulheres dentre essas nações, porque elas os farão desviar-se para seguir os seus deuses”. No entanto, Salomão apegou-se amorosamente a elas (1 Rs 11:2) e foi induzido a voltar-se para deuses estranhos (1 Rs 11:4-5). Dessa forma Salomão fez o que o Senhor reprova; não seguiu completamente o Senhor, como o seu pai Davi (1 Rs 11:6).

A paixão era o ponto fraco de Salomão e essa fraqueza o tornou susceptível ao pecado. É assim que o inimigo nos cerca, procurando uma brecha nas nossas defesas para nos atingir em cheio. Nossas fraquezas são portas escancaradas para o pecado entrar e fazer morada em nossa vida. E como escapar desta armadilha? Vigiando, orando, conhecendo a Palavra de Deus, obedecendo e dedicando nossas vidas para a glória do Senhor.

Abandone o pecado

Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia. (Pv 28:13)

A confissão é um ato importante, pois reflete a percepção e o reconhecimento de um erro cometido. Mas, mais importante ainda é a atitude tomada após a confissão. Permanecer no erro, mesmo consciente disso, é tolice. É preciso escolher outro trajeto, mudar de caminho, abandonar o pecado.

Confesse seus pecados a Deus em oração e decida hoje deixar para trás o pecado!

Quem procede com integridade viverá seguro.
Como é feliz o homem constante no temor do Senhor!
(Pv 28:8a, 14a)