Tag Archive for paz

Comunhão legítima e sincera

Em Filemon vemos a trama da vida de um escravo, Onésimo, que fugiu do seu senhor Filemon, e caiu em uma prisão junto com o apóstolo Paulo, deflagrando um encontro com Cristo (Fm 10). Dessa história, destacam-se as seguintes lições, por intermédio da vida do apóstolo Paulo:

  • A humildade engrandece enquanto a soberba diminui (Fm 1). Paulo não se apresenta como apóstolo ao interceder por um escravo, mas como prisioneiro de Cristo, se colocando no mesmo nível dele (Pv 18:12). Jesus prezou por essa característica, a humildade, pois esta tanto revelava sua personalidade (Jo 13:14, 15) quanto o conteúdo do seu ensino (Mt 11:29).
  • Não se deve desperdiçar a oportunidade de elogiar sinceramente as pessoas (Fm 4, 5). Paulo agradece a Deus e engrandece a Filemon em oração pelo relacionamento deste com Jesus e com os irmãos (Fm 7). Somos muito rápidos em criticar (Pv 12:18). O caminho da depreciação parece ser bem mais fácil para as pessoas, devido à natureza caída e predisposição interior ao mal que todos têm. Difícil é ser encorajador tendo como ponto de vista as qualidades e não os defeitos (Pv 16:24).
  • Somos embaixadores da paz, logo, chamados para pacificar (Fm 16, 17). Paulo foi um intercessor, mediador e pacificador entre o escravo e seu senhor (Rm 12:18). Construiu pontes em vez de muralhas ou abismos (Pv 15:1). Seu argumento foi em defesa do recém-convertido, classificando-o não mais como escravo, inimigo ou inútil, mas como irmão, amigo e útil (Fm 11). Ou seja, anulou a barreira utilitarista e trabalhista (escravo-senhor) e teceu a trama familiar (irmãos espirituais).
  • Nosso altruísmo com o próximo é oriundo da experiência e identificação de Cristo conosco (Fm 18, 19). Paulo foi tão empático com Onésimo que redimiu sua dívida (pagou a conta), justificou seu pecado, dignificou-o reconciliando-se com um desqualificado escravo marginalizado por um estigma de traidor, libertou-o da condição hereditária do pecado (por intermédio de Cristo), ministrou o perdão de Deus, incluiu-o novamente no convívio dos seus, nivelou-o à ética do Reino por meio de seu exemplo, demonstrou profunda compaixão com atitudes práticas. Em síntese, explicitou Jesus por meio da experiência de regeneração contida no Evangelho. Percebe-se que as ações de Paulo são iguais às de Cristo por nós. Esse é um cristianismo atuante de um cristão que faz identificação com os que ainda não conhecem a Deus (1 Co 9:20-23). Foi exatamente por isso que Jesus se manifestou ao mundo: Para nos revelar o Pai por meio de suas palavras, pensamentos e ações, fazendo-Se o caminho de acesso até Ele (Jo 14:6).

Tudo isso só foi possível pela transformação de Jesus no coração de Onésimo, e consequentemente, no de Filemon em relação ao ex-escravo. Um relacionamento só pode ser renovado neste nível se Cristo reinar nos corações (Mt 5:8). Isso se dá por causa do poder da palavra de Deus (Hb 4:12) e pelo convencimento do Espírito Santo (Hb 3:15).

Vivamos, então, em conversões constantes dos corações daqueles que nos cercam com a finalidade de atraí-los para uma comunhão legítima e sincera (Fp 2:2).

Fonte: Igreja Batista Ágape – “Uma análise da carta de Filemon

Seguros e protegidos

Esdras reuniu muitos levitas para acompanhá-lo na jornada de volta à Jerusalém (Ed 8:20), entretanto, para protegê-los durante a viagem não bastava a presença dos sacerdotes. Por isso o grupo todo jejuou e orou a Deus, pedindo segurança ao único que poderia protegê-los.

Aqueles que buscam a Deus estão a salvo sob a sombra de suas asas, mesmo nas maiores dificuldades. Se estivermos em paz e comunhão com Deus, podemos deixar todas as nossas preocupações sobre nós mesmos, nossas famílias e nossas posses sob os cuidados dEle. O pedido de Esdras foi atendido. Os exilados retornaram em segurança para sua terra natal, ainda que sem a proteção de armas ou soldados e mesmo havendo muitos inimigos pelo caminho que desejavam detê-los. Nunca qualquer que buscou a Deus ardentemente descobriu que procurava em vão.

Em tempos de dificuldade e perigo, separar um momento para oração, individual ou coletiva, é a melhor decisão que podemos tomar. Entregue sua vida ao Senhor e suas necessidades serão supridas. Lembre-se: O sofrimento não nos faz perdedores.
Somos vencedores, pela graça do Senhor, e não há nada que possa mudar isso.

Adaptado de Christ Notes – Bible commentary

* * * * * * * *

Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro.
Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores,
por aquele que nos amou.

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. 
(Rm 8:35-39)

Pedir e receber

Há poucos dias vi uma frase compartilhada no Facebook bastante interessante. Dizia o seguinte:

Você pediu alguma coisa para Deus e recebeu outra?

CONFIE!

Você não sabe o que pede, mas Deus sabe o que te dá.

Esse é basicamente o tema do capítulo 24 de Jeremias

O exílio parecia algo absurdamente ruim para os israelitas. Eles desejavam ardentemente permanecer em sua própria terra e provavelmente invejavam aqueles que estavam sendo deixados para trás. Entretanto, os planos de Deus afirmavam justamente o inverso: aos exilados e subjugados à Babilônia estavam reservadas boas novas, enquanto os que permaneceram em Israel seriam eliminados da terra.

Você não sabe o que pede, mas Deus sabe o que te dá.

Devemos confiar sempre em Deus. Todas as circunstâncias em nossas vidas, boas ou ruins aos nossos olhos, têm um propósito maior, que não podemos entender, mas Deus sim. Confiantes, viveremos em paz e segurança, ainda que nossa percepção não nos deixe compreender completamente o que virá.

Mau e amargo

Observem as nações e povos dos quatro cantos do mundo. Por acaso algum deles já trocou os seus deuses? E eles nem sequer são deuses! Mas povo de Deus com frequência troca a sua Glória por deuses inúteis. (Jr 2:10-11)

O alerta de Jeremias também é para nós. Quantos neste mundo são fiéis a falsos deuses… Enquanto isso falta compromisso para com o Senhor verdadeiro.

Abandonar o Senhor é mau e amargo. E nós mesmos somos responsáveis pelo que acontece quando escolhemos nos afastar dEle. (Jr 2:19, 17)

Encontre-se hoje com Deus e não se aparte dEle. Ele deseja habitar em sua vida e lhe trazer descanso e paz.

Tão-somente obedecer

Assim diz o Senhor, o seu redentor, o Santo de Israel:
“Eu sou o Senhor, o seu Deus, que lhe ensina o que é melhor para você, que o dirige no caminho em que você deve ir.
Se tão-somente você tivesse prestado atenção às minhas ordens, sua paz seria como um rio, sua retidão, como as ondas do mar.”
(Isaías 48:17-18)

Deus desejava o melhor para Israel, mas ainda assim, o povo preferiu ignorar Seus ensinamentos. Sofreram as consequências: veio o exílio.

O que faltou? Obediência.

Mas desde o começo dos tempo essa atitude já era esperada, afinal, Israel sempre foi um povo obstinado, teimoso… Acontece que teimosia não é ‘qualidade’ apenas dos descendentes de Jacó; todos nós temos essa característica. Vem de fábrica. Tentamos ser, a todo custo, dono de nossas próprias vidas. É o livre arbítrio. Nos faz acreditar que podemos ser como Deus e dificulta a sujeição a Ele. Foi escolha nossa. Foi o desejo de Deus que nos voltássemos para Ele conscientemente e não por obrigação. É um presente que devemos usar para nos aproximar do Senhor e não para nos afastar dEle.

Basta obedecer. Deixar de lado a teimosia e buscar as coisas que são do alto. Reconhecer nossas fraquezas e pedir ajuda ao Senhor. Se tão-somente obedecermos, teremos paz.

Rocha eterna

Senhor, tu és o meu Deus; eu te exaltarei e louvarei o teu nome, pois com grande perfeição tens feito maravilhas, coisas há muito planejadas.
Tu guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia.
(Is 25:1 / 26:3)

Confiem para sempre no Senhor,
pois o Senhor, somente o Senhor, é a Rocha eterna.
(Is 26:4)

Ação e consequência

Uma decisão precipitada pode causar muitos problemas.

Um estupro e assassinato na tribo de Benjamim causou revolta em toda Israel. Os líderes de Benjamim, em vez de denunciarem os culpados, os protegeram, contrariando as orientações de Deus e instigando uma guerra dentro da nação. A indignação dos Israelitas era justa, mas passou dos limites. (Leia esta história em Juízes 20)

Na guerra, a tribo de Benjamim quase foi extinta. Quando perceberam suas atitudes passionais já era tarde: todas as mulheres benjamitas foram mortas e tinham prometido não dar suas mulheres como esposas para os homens remanescentes de Benjamim. E agora? O que fazer para reverter a situação, uma vez que não haveriam mais descendentes de Benjamim? Infelizmente, mais mortes aconteceram até que a paz se restabelecesse entre as tribos de Israel.

Os israelitas consultaram a Deus antes de ir à peleja contra Benjamim, mas se esqueceram de perguntar quando seria a hora de parar. Agiram precipitadamente e  consequência foram muitas mortes.

Deus não apenas nos mostra o início caminho. Ele também ilumina nossos passos, para não nos desviarmos para a direita ou pela esquerda. Mas nós precisamos estar dispostos a conhecer a vontade de Deus e a seguir o Seu caminho e a permanecer nele até o fim.

Bençãos nas diferenças

O livro de Juízes fala de heróis – 12 homens e mulheres que libertaram Israel de seus opressores.

Um desses personagens é Eúde, homem escolhido por Deus para libertar o povo da opressão dos moabitas, que já durava 18 anos (Jz 3:13-15).

A Bíblia ressalta o fato de que Eúde era canhoto, certamente porque tal fato deveria ser considerado uma aberração naqueles dias. Ser canhoto era comparável a ter alguma deficiência física. Ainda assim, foi pelas mãos de Eúde que o povo desfrutou de 80 anos de paz.

Por ser diferente, Eúde poderia ter se sentido desencorajado, enfraquecido, mas em vez disso, seguiu adiante, sem temor.

Eúde é um bom exemplo. Podemos ser diferentes em muitos aspectos, mas Deus usa até as diferenças para que sua vontade seja cumprida. Quando você se sentir diferente, desconfortável em alguma situação, antes de lamentar, pergunte no que essa diferença pode ser usada para a glória de Deus. Ele lhe mostrará a resposta.

Deus nos abençoe

O Senhor disse a Moisés: que abençoasse os israelitas de uma forma bastante carinhosa e especial. É uma boa oração para fazermos uns pelos outros.

O Senhor te abençoe e te guarde;
o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça;
o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz. 
(Nm 6:24-26)

272º dia: Dn 10-12

Daniel teve a visão de uma época futura (Dn 10:14). Época em que haverá um tempo de angústia tal como nunca houve desde o início das nações e até então. Mas naquela ocasião o povo de Deus, todo aquele cujo nome está escrito no livro, será liberto. (Dn 12:1) Certamente viveremos dias de angústia, mas nossa esperança repousa no SENHOR. E podemos estar certos de que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada (Rm 8:18). Glória a Deus por isso! E então, alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis (1 Pe 4:13), porque muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas (Sl 34:19). Lembrem-se das palavras de Jesus: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. (Jo 16:33)

* * * * * *

Numa época futura, multidões que dormem no pó da terra acordarão: uns para a vida eterna, outros para a vergonha, para o desprezo eterno. Mas quanto a você, siga o seu caminho até o fim. Você descansará, e então, no final dos dias, você se levantará para receber a herança que lhe cabe (Dn 12:2 e 13).

“Porque Ele vive posso crer no amanhã. Sim, Ele vive! Temor não há…”