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Tristes mas felizes

Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte. (2 Co 7:10)

O sofrimento por nossos pecados pode resultar em mudanças de comportamento. Muitas pessoas sentem tristeza apenas pelos efeitos de seus pecados ou por terem sido surpreendidas pecando (este é o sofrimento sem arrependimento).

Compare o remorso e o arrependimento de Pedro com a amargura e o ato suicida de Judas. Ambos negaram a Cristo. Um se arrependeu e foi restaurado à fé e ao serviço; o outro tirou a própria vida.

Somente em Deus até mesmo a mais profunda tristeza se reverte em alegria. Sofreremos muitas tristezas, mas confiando em Deus, ainda que tristes, estamos felizes pela certeza da vitória!

Adaptado de Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Deus não se esconde

Havia em Cesaréia um homem chamado Cornélio, centurião do regimento conhecido como Italiano. Ele e toda a sua família eram piedosos e tementes a Deus; dava muitas esmolas ao povo e orava continuamente a Deus. 
(At 10:1-2)

O que acontecerá ao pagão que nunca ouviu falar a respeito de Cristo? Esta pergunta frequentemente remete à justiça de Deus. Cornélio não era um crente em Cristo, mas buscava a Deus e era reverente e generoso. Sendo assim, Deus enviou Pedro para que falasse com ele sobre Cristo. Isto mostra que Deus é galardoador dos que o buscam. Aqueles que buscam sinceramente a Deus, conseguirão encontrá-lo!

Deus enviou o seu Filho, porque ama o mundo inteiro. Ele não faz uso do favoritismo, nem se esconde daqueles que querem encontrá-lo.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

 Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa aqueles que o buscam

(Hb 11:6)

Crente de verdade

Nem sempre o que parece é.

Nas igrejas por aí há muitos que se dizem crentes, batizados, que participam da ceia, às vezes muito assíduos aos cultos, mas no fundo do coração, ainda não se converteram de fato.

Há muitos motivos para este fenômeno. O principal deles, ao meu ver, é a aceitação social – alguém que está cercado de crentes, se faz passar por crente para ser aceito.

Vejam a história de Simão (Atos 8:9-24). Considerado um deus pelo povo de Samaria, Simão deve ter se sentido diminuído quando os seus seguidores passaram a seguir a Jesus Cristo de pois de terem ouvido de Filipe as mensagens das boas novas. Não pensou duas vezes: “converteu-se” e foi “batizado”. Tornou-se um seguidor de Filipe, maravilhado com o que ouvia e via, talvez tentando se aproximar com o objetivo de descobrir qual seria o truque por trás dos milagres operados. Simão de fato parecia ser um crente, mas não era. Sua conversão foi por interesse, seu batismo, um mergulho em água. Isso ficou evidente quando ele tentou comprar o poder do Espírito Santo…

A história de Simão nos ensina algumas coisas:

1- Não basta afirmar ser crente em Jesus, é preciso se entregar de coração a Cristo. Você pode até enganar aos homens, mas Deus sabe o que há no coração.

2- Infelizmente, nem todos em uma igreja são crentes verdadeiros. Satanás deseja nos atacar até mesmo onde somos mais fortes, reunidos para adorar a Deus, portanto, não se afaste de sua igreja se encontrar alguém que não se encaixa no perfil de um cristão. Talvez essa pessoa ainda não tenha tido a oportunidade de se converter verdadeiramente. Ore por ela. Você estará ajudando-a a encontrar o caminho e fortalecendo a igreja de Cristo.

3- Há esperança. Ao perceber que Simão não havia se convertido de coração, Pedro lhe repreendeu, dizendo: Arrependa-se dessa maldade e ore ao Senhor. Talvez ele lhe perdoe tal pensamento do seu coração, pois vejo que você está cheio de amargura e preso pelo pecado (At 8:22-23). Esvazie-se da amargura e do pecado. Arrependa-se e ore ao Senhor. Ele perdoará aqueles de coração sincero.

Filhos do Pai

Portanto, estando eles reunidos, disse-lhes Pilatos:
_ Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado Cristo?
E eles disseram:
_ Barrabás.
(Mt 27:17, 21b)

Quem era Barrabás?

Os judeus do sexo masculino tinham sobrenomes que os relacionavam a seus pais. Simão Pedro, por exemplo, foi chamado de Simão, filho de João (Mt 16:17). Já Barrabás nunca foi identificado pelo nome de batismo, o qual, na verdade, não é de grande relevância. Ele era reconhecido apenas como “Barrabás”, que significa “filho de aba”, ou seja, “filho do papai”. Ele podia ser filho de qualquer homem sem importância histórica – este é exatamente o ponto.

Barrabás, filho de um pai não mencionado, cometeu um crime. Por Jesus ter morrido no lugar dele, Barrabás foi libertado. Nós também somos pecadores e criminosos, porque infringimos a santa de lei de Deus. Assim como Barrabás, merecemos morrer. Mas Jesus morreu em nosso lugar, para nos absolver de nossos pecados, e fomos libertados. Não temos que ser pessoas muito ilustres para aceitar a nossa liberdade em Cristo. De fato, graças a Jesus, Deus adota a todos nós como filhos e filhas e nos dá o direito de chamá-lo de nosso Pai querido.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

O que vem em seguida

Na noite anterior à crucificação de Jesus, dois dos seus discípulos voltaram-se contra Ele. Judas traiu a Cristo, levando os inimigos até Ele (Lc 22:47-48). E Pedro afirmou  três vezes que sequer conhecia o Senhor (Lc 22:57-60).

Mas a diferença em relação ao que ambos fizeram a seguir foi enorme. Pedro chorou lágrimas amargas de arrependimento e, posteriormente, foi gentilmente restaurado (Lc 22:62, Jo 21:15-17). Já Judas enforcou-se (Mt 27:5).

Quando cometemos um pecado, a coisa mais importante é o que fazer a seguir.

Se perdermos a calma e dissermos algo cruel para um membro da família, o que vamos fazer a seguir? Se maltratarmos um colega de trabalho, o que vamos fazer a seguir? Se acharmos que estamos habitando em maus pensamentos, o que vamos fazer a seguir?

Inventar desculpas para justificar o nosso mau comportamento, para culpar a outra pessoa ou para ignorar Deus é apenas adicionar mais pecado ao primeiro.

Quando pecamos, cuidemos para não agravar a situação com outro pecado. Levemos tudo imediatamente ao Senhor em oração de confissão.
O mais importante é o que fazemos em seguida!

Fonte: Our Daily Bread

Recompensa eterna

Então Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que receberemos? 
(Mt 19:27)

Segundo as Escrituras, Deus concede recompensas ao povo de acordo com a sua justiça. No Antigo Testamento, muitas vezes a obediência trouxe recompensas terrenas (veja Dt 28), mas a obediência nem sempre é imediatamente acompanhada pela recompensa. Se assim fosse, os bons sempre seriam ricos e o sofrimento seria sinal de pecado.

Como cristãos, nossa recompensa é a presença e o poder de Cristo por intermédio do Espírito Santo que habita em cada um de nós. Mais tarde, na eternidade, seremos recompensados por nossa fé e nosso serviço a Deus. Se as recompensas materiais nessa vida nos fossem concedidas porcada boa ação que praticássemos, seríamos tentados a vangloriar-nos de nossas conquistas e agir por motivos equivocados.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Para que desejar o perecível quando podemos desfrutar do eterno? Dedique sua vida ao Senhor e tenha a certeza da recompensa eterna.

Não somos dignos, mas…

Jesus disse a Simão: “Vá para onde as águas são mais fundas”, e a todos: “Lancem as redes para a pesca”.
Simão respondeu: “Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes”.
Quando o fizeram, pegaram tal quantidade de peixe que as redes começaram a rasgar-se.
Então fizeram sinais a seus companheiros no outro barco, para que viessem ajudá-lo; e eles vieram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase começarem a afundar.
Quando Simão Pedro viu isso, prostrou-se aos pés de Jesus e disse:
“Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!”

(Lc 5:4-8)

Porque Pedro pediria a Jesus que se afastasse dele?

Esta atitude expressa a humildade de Pedro e também mostra que ele estava consciente de sua pequenez diante do Senhor Jesus. Não foi por falta de amor a Jesus; nem tampouco para mostrar que ele não ficaria satisfeito com Seu favor e presença. As palavras de Pedro foram resultado de sua certeza, diante do fato recém-ocorrido, de que Jesus era um mensageiro de Deus, um ser santo – por isso ele não se sentia digno de estar na sua presença. Em sua profunda consciência do pecado ele pediu que Jesus se afastasse dele e de sua pequena embarcação. O sentimento de Pedro não era antinatural, mas não era adequado pedir a Jesus para deixá-lo. Foi um pedido involuntário e repentino que surgiu pela ignorância do caráter de Jesus.

Nós não somos dignos de estar com Jesus, de sermos contados como seus amigos, ou mesmo de morar com Ele no céu. Mas Ele veio para buscar o perdido e salvar o impuro. Ele graciosamente condescende em habitar com aqueles que são humildes e contritos, embora conscientes de que não são dignos de Sua presença. Podemos, portanto, confiar plenamente em Jesus, e pedir-lhe para que nos receba em sua casa – morada eterna nos céus.

Adaptado de Barnes’ Notes on the Bible

296º dia: Mc 1-3

Simão (ou Pedro) e seu irmão André eram pescadores na Galiléia e estavam trabalhando quando foram abordados por Jesus: “Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens”. (Mc 1:16, 17)
O que você teria feito diante deste convite inusitado? Talvez respondesse com outra pergunta do tipo:
_Como? Você está falando sério? Está falando comigo? ou coisa do tipo…
Ou então se faria desentendido:
_Hã? Está falando comigo?
Quais seriam as chances de termos a mesma reação de Pedro e André? Sabe o que eles fizeram?
No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram.” (Mc 1:18)
Não questionaram, não exitaram, não tiveram medo… Simplesmente seguiram Jesus, dispostos a serem verdadeiros pescadores de homens.
Você está pronto para seguir Jesus? Aceite o convite e seja também um pescador de homens.

295º dia: Mt 26-28

Depois de terem celebrado a Páscoa, Jesus disse aos discípulos que naquela mesma noite todos eles o abandonariam, tal qual a profecia de Zacarias: “Fere ao pastor, e espalhar-se-ão as ovelhas” (Zc 13:7).

Ouvindo isso, Pedro afirmou: “Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei!” (Mt 26:33)
Mas a resposta de Jesus o deixou ainda mais indignado…
Respondeu Jesus:
“Asseguro-lhe que ainda esta noite, antes que o galo cante, três vezes você me negará”.
Mas Pedro declarou:
“Mesmo que seja preciso que eu morra contigo, nunca te negarei”. (Mt 26:34, 35)

De fato, antes do amanhecer, Pedro chegou a jurar que não conhecia Jesus. Ao cantar do galo percebeu o que havia feito e chorou amargamente. (Mt 26:69-75)

Pedro não mentiu. O desejo de seu coração era verdadeiramente não abandonar Jesus em nenhuma hipótese. Tanto é que com ímpeto feriu com sua espada um daqueles que vinham para prender Jesus (Mt 26:51 / Jo 18:10). Mas, como não sentir medo diante daquela multidão hostil?
Somente o próprio Deus seria capaz de sobrepor o medo e a dor sem se abalar. Cristo sofreu na cruz, sentiu cada açoite na carne como um ser humano. Ele conhece como ninguém nossas fraquezas e temores, mas olha para o que há em nossos corações.