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Infinita misericórdia

Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. (Dn 9:18)

Daniel pediu misericórdia, não ajuda, porque sabia que o seu povo merecia o julgamento e a punição de Deus.

Deus envia a Sua ajuda não porque mereçamos, mas porque deseja mostrar Sua grande misericórdia.

Se Ele nos negasse Sua ajuda por causa de nosso pecados, de que poderíamos nos queixar? No entanto, quando Deus envia misericórdia em lugar da punição que merecemos, como podemos deixar de louvar e agradecer?

178º dia: Jn 1-4

Quem não conhece a história de Jonas? Aquele que sobreviveu depois de ter sido engolido por um grande peixe.

Jonas foi chamado por Deus para pregar contra a grande cidade de Nínive, mas recusou a missão que lhe foi confiada (Jn 1:1-3). Certamente não era uma missão das melhores. Jonas teria que ir até Nínive, uma cidade da poderosa Assíria, inimiga de Israel, e ainda por cima clamaria ostensivamente contra ela. Seria uma missão perigosa, certamente. Mas não foi apenas por medo que Jonas recusou o chamado de Deus. Jonas não desejava que os habitantes de Nínive tivessem a oportunidade de se arrepender de sua perversidade, ele queria vê-los punidos por seus pecados. Ele preferia morrer do que ver o povo ímpio de Nínive alcançar o perdão Deus (Jn 4:1-3).

Então Jonas fugiu, ou tentou fugir (Jn 1:3), pois, como fugir da presença de Deus? Logo, Jonas percebeu que não haveria saída e atendeu ao chamado do SENHOR, dirigindo-se então à Nínive (Jn 3:3).

Surpreendentemente, ao ouvir as palavras de Jonas, todos em Nínive, incluindo o rei, creram em Deus, se arrependeram, jejuaram e clamaram a Deus. Abandonaram os maus caminhos e a violência. Receberam em troca a compaixão de Deus, que os livrou da destruição antes anunciada por Jonas (Jn 3:5-10).

Mas Jonas, em vez de alegrar-se com tantas almas convertidas ao SENHOR, irou-se e preferiu a morte (Jn 4:1-3).

Jonas acreditava que Nínive não merecia perdão. Mas Deus não queria apenas salvar os ninivitas arrependidos, Ele queria ensinar a Jonas (e a nós), que todos os que clamam verdadeiramente por Sua graça são atendidos. Não cabe a nós dizer quem é bom ou mau, quem está certo ou errado. De Deus é este encargo, o qual Ele cumpre com amor, justiça e misericórdia.

Vamos seguir as palavas de Jesus:

Vocês julgam por padrões humanos; eu não julgo ninguém. Mesmo que eu julgue, as minhas decisões são verdadeiras, porque não estou sozinho. Eu estou com o Pai, que me enviou. (Jo 8:15,16)

Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.” (Mt 7:1-5)

19º dia: Jó 11 a 13

Zofar, o terceiro amigo de Jó, da mesma forma como os outros dois, acreditava que o sofrimento pelo qual Jó estava passando era fruto de seus pecados. As palavras de Zofar foram cruéis. Ele afirmou diante de Jó que seus pecados mereceriam punição ainda maior: sabe, pois, que Deus exige de ti menos do que merece a tua iniqüidade (Jó 11:6b). Para Zofar a solução estava clara: Jó deveria confessar seus pecados diante de Deus e então Ele esqueceria as suas desgraças, lembrando-se delas apenas como águas passadas (Jó 11:16).

Em resposta a Jofar, Jó deixa claro aos três amigos que conhece o poder de Deus. Mas ele sabia em seu coração que não havia pecado em sua vida que justificasse tanta dor. E Jó sabia que não seria possível esconder de Deus seus pecados. Manifestou seu desejo: Mas desejo falar ao Todo-poderoso e defender a minha causa diante de Deus (Jó 13:3). Jó acreditava em sua retidão tanto quanto acreditava no poder de Deus: Embora ele me mate, ainda assim esperarei nele; certo é que defenderei os meus caminhos diante dele. Aliás, isso será a minha libertação, pois nenhum ímpio ousaria apresentar-se a ele! (Jó 13:15,16). Mas Jó não conseguia entender os motivos para sua dor. Teve dificuldades para simplesmente aceitar a vontade de Deus e continuou questionando: Quantos erros e pecados cometi? Mostra-me a minha falta e o meu pecado. Por que escondes o teu rosto e consideras-me teu inimigo? Essa situação não te parece familiar? Quantas vezes questionamos a Deus por tantas coisas? Por que isso, por que aquilo… acho que essa pergunta já vem programada de fábrica no ser humano, por isso as crianças já abusam dela desde cedo, basta aprenderem a falar. Precisamos pedir a Deus sabedoria para lidar com as situações difíceis que certamente nos esperam neste mundo.