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Uma só carne

Raquel e Lia eram irmãs, mas não se pode dizer que eram amigas, já que viviam em constante disputa pelo amor e atenção do marido Jacó.

Mas, quando o assunto foi defender a família, elas surpreendentemente concordaram. Apoiaram o marido a fazer tudo o que Deus havia mandado, já que isso era o correto e o melhor para todos. Raquel e Lia não pertenciam mais à família de seu pai e entendiam isso – agora formavam uma nova família, a família de Jacó. (Gn 6-16)

Ainda hoje, apesar de não vivermos em uma sociedade onde casamentos são arranjados pelos pais (pelo menos não ostensivamente), muitas famílias são destruídas antes mesmo de ficarem sólidas pela dificuldade em aceitar que com o casamento ‘deixamos pai e mãe’. Homens e mulheres se casam, mas não entendem que formam juntos, uma nova família – continuam vivendo em dependência de seus pais, psicológica, financeira e/ou emocionalmente.

A família instituída por Deus está sendo destruída pelos homens – é cada vez mais raro encontrar casais de um único casamento.

A sociedade prega a individualidade, cuja consequência é o afastamento do casal. Por outro lado, a Palavra de Deus alerta para que o casal seja ‘uma só carne’. E qual destas regras de conduta devem ser observadas?

Socorro na angústia

Lia foi dada por esposa a Jacó no lugar de Raquel (Gn 29:21-23). Pobre Lia. Foi desprezada pelo marido desde o início do casamento, já que Jacó amava Raquel. E mesmo tendo dado a luz seis filhos e uma filha, não conquistou a preferência do marido.

Ah, se Lia pudesse imaginar que de seu ventre nasceria o messias. Judá, seu quarto filho, foi escolhido para ser antepassado de Jesus. E mais, o terceiro filho, Levi, viria a ser o antecessor de gerações de sacerdotes. Quanta graça!

Lia teria vivido mais feliz se conhecesse o futuro…

Mas, assim como Lia, não conhecemos o futuro. E podemos estar passando por situações de humilhação e desprezo, como ela viveu. Mas, para que se afogar em angústia quando não é possível enxergar o que está por vir. Não precisamos viver em constante conformismo, mas é preciso aprender a agradecer por tudo. Mesmo nas menores coisas sempre haverá algo pelo que se alegrar, afinal Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia (Sl 46:1).