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Sincero e espontâneo

Mical era filha de Saul e a primeira esposa do rei Davi. Mical não teve filhos (2 Sm 6:23) e talvez esse seja um dos motivos de sua personalidade amargurada.

Ao assistir o cortejo que cercava a arca da aliança, quando esta era trazida para Jerusalém, Mical observou que Davi vinha no meio da multidão, dançando com todas as suas forças perante o SENHOR (2 Sm 6:14). Mas em vez de compartilhar da alegria do marido, Mical desprezou a atitude dele, afinal, como poderia um rei prestar-se a tal situação, humilhando-se diante do povo?

Acontece que o que Mical enxergou como humilhação, Davi fez em honra a Deus e não tinha do que se envergonhar ou por que se arrepender.

Deus se agrada de atos de adoração sinceros e espontâneos como o de Davi. Mas não devemos simular um louvor fervoroso ou, por outro lado, nos envergonhar por adorar ao SENHOR. Quando agimos assim, pensamos no que os outros irão pensar e nos esquecemos de Deus, que deve ser o único e verdadeiro motivo do nosso clamor.

Bendito seja o Senhor, o Deus de Israel, por toda a eternidade.
Que todo o povo diga: “Amém!”
Aleluia! 
(Sl 106:48)

O obstáculo da trapaça

Qualquer pessoa teria ficado feliz com ao saber da morte de seu adversário, mas Davi não era qualquer pessoa. Ele já havia lamentado profundamente a morte de Saul e agora, recebia com tristeza a notícia da morte de Is-bosete, filho de Saul (2 Sm 4:5-11).

Davi sabia que seria rei, porque essa era a vontade do SENHOR. Não havia porque trapacear, tudo aconteceria no tempo de Deus.

Muitas vezes pensamos estar agindo conforme a vontade de Deus, mas no caminho, precisamos remover alguns ‘obstáculos’. CUIDADO!!! Se for preciso usar de trapaça para atingir seus objetivos, vale a pena reavaliar a situação – Deus não usará mentira e fraude como artifícios para nos fazer vencedores. Ele é o Todo-Poderoso. Basta confiar e esperar nEle, e o trono será conquistado.

Semear e colher

A guerra entre as famílias de Saul e Davi durou muito tempo… (2 Sm 3:1a)

Que triste ver Israel lutando entre si. Mas é isso o que acontece quando os interesses pessoais se tornam mais importantes do que a vontade de Deus. A dinastia de Saul já estava condenada por Deus (1 Sm 15:22-28), mas seus descendentes e parte do povo insistiam em fazê-la perpetuar.

Israel não precisava de um rei. E agora as consequências deste desejo por um líder, tal qual as demais nações ostentavam, apareciam ostensivamente. Israel guerreava entre si. Triste, mas não imerecido.  O que se semeia é o que se colhe. A nação rejeitou o SENHOR como rei e colheu os frutos de sua decisão.

Deus no controle

Na leitura de hoje conhecemos o tráfico fim de Saul, morto em meio à guerra contra os filisteus (1 Sm 31:1-13 / 1 Cr 10 1:14).

Durante seu reinado, Saul obteve os maiores sucessos quando obedeceu a Deus. Seus maiores fracassos resultaram de sua própria desobediência. Ele possuía todas as qualidades para ser um bom líder – aparência, coragem e atitude. Até suas maiores fraquezas teriam sido usadas pelo SENHOR caso ela as reconhecesse e as entregasse nas mãos de Deus. Suas próprias escolhas o afastaram do Todo-Poderoso e o alienaram de seu próprio povo.

Com Saul aprendemos que enquanto nossas forças e habilidades nos tornam úteis, nossas fraquezas nos conduzem à inutilidade. Nossa capacidade e talento fazem de nós ferramentas, mas nossos fracassos e negligências nos lembram que precisamos do controle do Artesão em nossas existências. O que realizamos sozinhos é apenas uma sugestão do que Deus faria através de nossas vidas. Se pudermos dar um passo Ele poderá atravessar oceanos. E então, Ele controla sua existência?

Adaptado de: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Lamentar não resolve

Há mais de um ano Davi estava abrigado na cidade filistéia de Ziclaque. Mas agora o rei Aquis queria Davi e seus soldados reunidos à sua tropa, na guerra contra Saul. Davi não poderia ter rejeitado o pedido do rei Aquis, pois isso despertaria a ira do rei e colocaria em risco a vida de todos aqueles que o acompanhavam. Mas Deus deu a Davi o livramento; ele não precisou lutar contra o seu próprio povo, já que os líderes filisteus não se sentiram confortáveis com sua presença. (1 Sm 28:1-5)

Certamente aliviado, Davi retornou à Ziclague, mas encontrou a cidade destruída. Os amalequitas incendiaram a cidade e levaram as mulheres e crianças como prisioneiros. (1 Sm 30:1-5)

A angústia invadia os habitantes de Ziclaque e estes, lamentando sua perda, quiseram apedrejar Davi, culpando-o pelo acontecido. Davi também estava amargurado, mas fortaleceu-se no SENHOR e agiu para contornar a situação, que resultou na recuperação de todos os bens saqueados pelos amalequitas, incluindo o resgate das esposas e crianças – tudo foi recuperado por Davi e devolvido aos habitantes de Ziclague. (1 Sm 30:1:19)

Lamentar, chorar e procurar um culpado para uma situação ruim é muito fácil. Mas buscar forças para enfrentar as dificuldades não é. Não somos fortes o suficiente, mas Deus é fonte inesgotável de força. Como Davi, devemos buscar no SENHOR a força para enfrentar as adversidades – Ele nos dará a vitória.

Paciência de Davi

Davi teve mais de uma oportunidade para matar Saul (1 Sm 26:7-9), mas não o fez.

Saul era o rei ungido pelo SENHOR e mesmo com a promessa de que um dia o reino seria dele, Davi não ousou levantar a mão contra o líder escolhido por Deus.

Sabem o ditado que se refere à paciência de Jó? Então, acho que ficaria melhor dizer ‘paciência de Davi’. Vejam se não estou certa…

Mesmo tendo sido ungido ainda muito jovem e tendo obtido muitas oportunidades para fazer cumprir a promessa de Deus por suas próprias mãos, Davi não deixou de confiar e esperar em Deus. As datas não são precisas, mas cerca de dez anos se passaram desde a unção de Davi por Samuel até que ele finalmente assumisse o reino, aos 30 anos de idade. E não foram tempos fáceis. Fugindo de Saul, Davi teve, inclusive, que pedir asilo aos filisteus e viveu longe de sua terra, de sua família.

Que outro homem seria tão paciente como Davi? Confesso que eu não sei se teria tanta presença de espírito; provavelmente não. Mas essa é uma boa lição a prender com hoje: Sejamos pacientes como Davi.

Vontade de quem?

Quando soube que Davi estava na cidade de Queila, Saul declarou:

Deus o entregou nas minhas mãos, pois Davi se aprisionou ao entrar numa cidade com portas e trancas”. (1 Sm 23:7)

Saul não estava apenas cego pelo poder, estava também surdo e mudo. Seu desejo de matar Davi era tão forte, que ele chegou a atribuir a Deus a oportunidade de cometer um assassinato.

Olhando assim parece um absurdo. Vamos dizer que Saul estava enlouquecendo, mas, se analisarmos com calma, vamos perceber que com frequência cometemos o mesmo erro de Saul e interpretamos nossas próprias vontades como sendo a vontade de Deus, usando isso como desculpa para aproveitar as oportunidades de fazer algo errado. Devemos cuidar para não cometer este erro. Vigiar e orar. Tendo a certeza de que a vontade de Deus nunca irá nos conduzir a um caminho torpe.

Eu declaro ao Senhor: “Tu és o meu Deus”.
Ouve, Senhor, a minha súplica! 

Com certeza os justos darão graças ao teu nome,
e os homens íntegros viverão na tua presença.

Em alta voz, darei muitas graças ao Senhor;
no meio da assembléia eu o louvarei.

Eu sou como uma oliveira que floresce na casa de Deus;
confio no amor de Deus para todo o sempre.

(Sl 140:6, 13 / 109:30 / 52:8)

Mentira inconsequente

Fugindo do rei Saul, que desejava sua morte, Davi foi ao encontro do sacerdote Aimeleque. Ao ser perguntado porque estava sozinho, Davi mentiu, dizendo que estava serviço do rei. (1 Sm 21:1-2)

Davi certamente acreditou naquele momento que se tratava de uma mentirinha à toa, mas por conta desta suposta ‘mentirinha’ 85 sacerdotes e suas famílias foram mortos, acusados por Saul de conspirar contra o rei. (1 Sm 22:11-19)

Nenhuma mentira é uma mentirinha. Mesmo aquela mentira que parece mais inofensiva, pode causar danos desastrosos. Não é por acaso que o diabo é chamado ‘o pai da mentira’ (Jo 8:44).

Pelas próprias palavras [os ímpios] farão cair uns aos outros, mas os meus olhos estão fixos em Ti, ó Soberano SENHOR; Em Ti me refugio. Minha língua proclamará a Tua justiça e o Teu louvor o dia inteiro. (Sl 64:8a / 141:8 / 35:28)

Que a mentira não domine nossas vidas

Amigo verdadeiro

Davi e Jônatas foram grandes amigos (1 Sm 20:11-16, 41-42).

Enquanto Saul desejava a morte de Davi para que seu filho, Jônatas, herdasse o reino de Israel, o próprio Jônatas protegeu o seu amigo. Para Jônatas, o trono não era mais importante do que sua amizade e do que a vontade de Deus.

Uma amizade verdadeira age em detrimento de seus próprios interesses. Jônatas foi um  bom amigo, tal como a descrição de Salomão: O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade (Pv 17:17).

Talvez você não tenha um amigo como Jônatas, mas há um amigo com quem se pode contar sempre: Jesus. Ele estará sempre por perto quando você precisar, para te ouvir, consolar e apoiar.

Perseverando na oração

Saul assumiu o reinado de Israel e Samuel se despediu da posição de líder, que havia ocupado por muitos anos. No seu discurso, uma frase chama atenção:

E longe de mim esteja pecar contra o Senhor, deixando de orar por vocês. Também lhes ensinarei o caminho que é bom e direito. (1 Sm 12:23)

Embora a posição de liderança tenha sido passada ao rei Saul, Samuel se comprometeu a continuar ensinando a todos o caminho bom e direito e ainda garantiu que não deixaria de orar pelo povo, pois isso seria pecar contra o Senhor.

Interessante Samuel ter definido a ausência de oração pelos próximos como pecado ao Senhor. Não costumamos pensar dessa forma, mas deveríamos, já que orar uns pelos outros é o que o próprio Deus nos manda fazer.

Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos. (Ef 6:18)

Essa é uma boa reflexão a fazer:

O quanto temos orado pelos outros? Estamos, de fato, perseverando nessa prática?