Tag Archive for sinceridade

Tome a sua cruz

Jesus dizia a todos:
“Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me.
 Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a vida por minha causa, este a salvará.
Pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder-se ou destruir a si mesmo?
Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier em sua glória e na glória do Pai e dos santos anjos”.
(Lc 9:23-26)

As pessoas estão dispostas a pagar um alto preço por algo que estimam. É surpreendente que Jesus exija a mesma disposição de seus seguidores?

Há pelo menos três condições que devem ser atendidas pelas pessoas que querem seguir Jesus. Devemos estar dispostos a negar a nós mesmos, a tomar a nossa cruz e a segui-lo. Se fizermos menos do que isso, demonstraremos que não há comprometimento sincero com Jesus, apenas superficial.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Vãs tradições

Então alguns fariseus e mestres da lei, vindos de Jerusalém, foram a Jesus e perguntaram:
“Por que os seus discípulos transgridem a tradição dos líderes religiosos? Pois não lavam as mãos antes de comer!”
Respondeu Jesus:
“E por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição de vocês?
Pois Deus disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’ e ‘quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado’. Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: ‘Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim é uma oferta dedicada a Deus’,
ele não é obrigado a ‘honrar seu pai’ dessa forma. Assim vocês anulam a palavra de Deus por causa da tradição de vocês.”
(Mt 15:1-6)

Oferecer uma oferta ao Templo havia se tornado uma forma religiosamente aceitável de negligenciar os pais; por meio dessa oferta os filhos fugiam à responsabilidade para com seus genitores. Embora o ato em si – ofertar a Deus – parecesse muito digno e, sem dúvida, trouxesse muito prestígio ao doador, muitas pessoas que faziam este voto, e também os líderes religiosos que o recebiam, desconsideravam o mandamento de Deus quando a honrar os pais, provendo as necessidades deles.

Adaptado de: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

Nada neste mundo é maior do que Deus, nem mesmo as tradições. As tradições fazem parte da sociedade e até podem nos ajudar a seguir o caminho de Deus, mas jamais cumprirão esta função se estiverem contrariando as escrituras.

Hipócritas! Foi isso o que Jesus disse daqueles fariseus que questionavam o descumprimento de suas próprias leis, deixando para segundo plano a lei do Senhor.

Hipócritas também somos nós quando, mesmo praticando inúmeros atos religiosos em nossas vidas, como ir à igreja assiduamente, por exemplo, não honramos a Deus de coração. Não basta agir com tradição e religiosidade, nossas atitudes precisam ser sinceras.

O livro da lei

Em 2011 li a bíblia toda pela primeira vez e me deparei com uma série de histórias desconhecidas para mim até então. Hoje já reli mais da metade da bíblia, mas agora a sensação é diferente… Começo a descobrir os meus textos favoritos e a encontrar coisas novas em trechos já lidos e muito conhecidos.

Um dos textos que eu mais gosto (se é que é possível classificar desta forma), é o relato do reinado de Josias, na ocasião em que ele inicia a restauração do templo, encontra o livro da lei e firma um compromisso com Deus (2 Rs 22 e 2 Cr 34).

Josias foi um bom rei. Ele fez o que o Senhor aprova e andou nos caminhos de Davi, seu predecessor, sem desviar-se nem para a direita nem para a esquerda (2 Rs 22:2, 2 Cr 34:2). Josias desejou restaurar o templo e designou os levitas para liderarem o trabalho, mas ele não podia imaginar que esta atitude lhe revelaria muito mais do que as velhas paredes daquele velho templo… Esquecido em meio aos escombros adormecia o livro da lei. O sumo sacerdote Hilquias, quando o encontrou, parece ter ficado sem ação… Quando imagino esta cena, visualizo Hilquias quase em estado de choque. Depois de uns minutos ele então compartilha a descoberta com o secretário Safã e então ficam os dois em choque. Que grande descoberta! O que fazer com este livro? O que significam estas palavras?

A ação óbvia foi levar o livro ao rei Josias, que saberia o que fazer. E ele de fato soube!

Josias era um homem de Deus, mas não conhecia o livro da lei. Provavelmente a maioria daquela geração sequer havia ouvido falar da lei de Moisés, consequência natural de uma nação governada tantos anos pela maldade, pela iniquidade e pela idolatria.

Ao ouvir as palavras daquele estranho livro, Josias se desesperou, pois percebeu o quão distante ele e todo o seu povo estavam de Deus. Mas, decidido a fazer o que é certo, tomou uma decisão que eu considero das mais bonitas em toda a bíblia: reuniu todo o povo, dos mais simples aos mais importantes, e compartilhou com todos as palavras daquele livro, lendo-o em voz alta ele próprio, o rei. Ao final todos se comprometeram a cumprir a aliança de Deus.

Nossa, que emoção deve ter tomado conta dos corações presentes naquele momento! Um verdadeiro culto com sinceridade, fé e alegria. Todos juntos adorando o único Senhor.

Com essa história aprendemos algumas coisas:

1- É bom compartilhar a Palavra de Deus com os que amamos. Devemos ficar felizes ao ver outras pessoas desfrutando a graça de Deus.

2- Devemos amar a todos. Só assim seremos capazes de nos afastar do egoísmo e levar a Palavra de Deus a todo o mundo.

3- Deus é o objetivo de nosso culto. Não importa se individual ou coletivo; se Deus não estiver presente, não haverá corações quebrantados.

4- Cultos coletivos fortalecem os indivíduos. Juntos somos mais fortes, suportamos uns aos outros, incentivamos uns aos outros.

Amigo verdadeiro

Jó tinha alguns amigos. Pareciam ser bons amigos, pessoas próximas, de confiança que desejavam compartilhar o momento de dor pelo qual Jó passava e consolar o amigo desolado (Jó 2:11).

Acredito que o sentimento desses amigos era sincero, mas a ignorância fez com que oferecessem à Jó apenas angústia e indignação. E o perdão para eles viria justamente de uma oração de Jó, o servo de Deus, em seu favor (Jó 42:8-9).

Por melhor intencionados que estejam nossos amigos, eles podem falhar em nos ajudar. Podem nos trazer ainda mais dor e sofrimento, em vez de conforto e consolo. Da mesma forma, nós, enquanto amigos, estamos sujeitos a cometer estes mesmos erros.

Apesar disso, precisamos nos esforçar para sermos bons amigos, lembrando que o amigo ama em todos os momentos e é um irmão na adversidade. (Pv 17:17)

E também devemos perdoar as falhas de nossos amigos: Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou (Cl 3:13).

Não será uma tarefa fácil. Mas sempre podemos contar com a ajuda do amigo verdadeiro, Jesus Cristo, a quem podemos declarar todas as nossas aflições e receber em troca amor. Jesus é amigo fiel e sincero. Se for preciso exortar, Ele o fará. Se for necessário nos corrigir, assim será. Mas sempre o amor estará presente no agir de Deus em nossas vidas!

354º dia: Tt 1-3

Paulo começa a carta endereçada à Tito com sua apresentação: Paulo, servo de Deus… (Tt 1:1)

Servo de Deus… Será que podemos nos autointitular servos do SENHOR, assim como fez Paulo?

_ O que temos feito para servir a Deus?

_ Temos sido obedientes, sinceros, bondosos…?

_ Temos praticado o amor, que é o maior dos mandamentos?

Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo.
(Tt 2:11-13)

270º dia: Dn 4-6

Depois de ganhar a confiança do rei Nabucodonosor (Dn 2:48), e também de seus sucessores (Dn 5:29 / 6:2 e 3), por sua sinceridade e lealdade, Daniel foi elevado de cativo a supervisor, a quem os governantes do reino deveriam prestar contas. Não é difícil perceber que os governantes não aceitariam muito bem essa situação… E foi justamente o que aconteceu. Trataram eles de tentar achar motivos para que Daniel fosse expurgado de sua função. Passaram a observá-lo, procurando por falhas em sua conduta, menores que fossem. Procuraram motivos para acusar Daniel em sua administração governamental, mas nada conseguiram. Não puderam achar falta alguma nele, pois ele era fiel; não era desonesto nem negligente (Dn 6:4).

Estes homens chegaram a uma maléfica conclusão, dizendo: Jamais encontraremos algum motivo para acusar esse Daniel, a menos que seja algo relacionado com a lei do Deus dele (Dn 6:5). Eles estavam atentos às ações de Daniel e sabiam de sua fidelidade a Deus e de suas orações diárias. Logo forjaram uma situação junto ao rei, sem esclarecer, é claro, quais seriam seus verdadeiros motivos. Um decreto emitido e assinado pelo rei, não poderia nem por ele mesmo ser revogado. Sabendo disso, induziram o rei Dario a publicar uma lei proibindo que qualquer oração fosse feita a qualquer deus, ou a qualquer homem, a exceção do próprio rei. Assim foi feito. Continuaram a espreita de Daniel e logo estavam aos ouvidos do soberano denunciando esse servo que continuava a orar a Deus três vezes por dia. O próprio rei exitou, mas não havia o que fazer. Daniel foi condenado à cova dos leões. Mas o final dessa história é feliz, nós sabemos…

Como cristãos somos avaliados pelas pessoas do nosso convívio, assim como aconteceu com Daniel. Sempre haverá alguém à espreita, pronto para nos acusar, quando estivermos agindo de maneira incoerente com a nossa fé. Daniel estava preparado para isso. Sua conduta era irrepreensível diante de Deus. Sim, ele foi um servo leal ao rei da Babilônia, já que tinha que servi-lo, mas Deus sempre esteve à frente de todas as suas decisões e atitudes; Deus era o verdadeiro SENHOR da sua vida. E nós, como estamos vivendo? Em nosso cotidiano as pessoas podem ver em nós servos de Cristo?

200º dia: Is 37-39

Em um momento de angústia, Ezequias virou o rosto para a parede e orou ao Senhor: “Lembra-te, Senhor, de como tenho te servido com fidelidade e com devoção sincera, e tenho feito o que tu aprovas”. As lágrimas demonstravam sua sinceridade e Deus o ouviu (Is 38:2, 3, 5).

Será que podemos dizer com sinceridade de coração que temos servido ao SENHOR com fidelidade e com devoção sincera? Que temos feito o que Deus aprova?

Senhor dos Exércitos, Deus de Israel, cujo trono está entre os querubins, só tu és Deus sobre todos os reinos da terra. Tu fizeste os céus e a terra (Is 37:16).

Que o SENHOR dirija nossas vidas, seja nosso guia e nossa luz, para que possamos fazer apenas o que o SENHOR aprova. Que Ele nos ajude a evitar os pecados quando for possível e nos perdoe quando praticarmos o mal, ainda que não tenhamos total percepção do que estamos fazendo. Somos fracos, mas em Deus temos força. Somos cegos, mas Deus nos dá Sua visão. Somos pó, mas em Deus temos a vida eterna!

Para fechar, uma música inspirada em Isaías 37, para alegrar e comemorar os 200 dias na companhia da Palavra de Deus, o que tem me trazido muita alegria. Fiquem com Deus!

103º dia: Sl 7-9

Alguma vez você já ouviu alguém falar sobre oração e se perguntou: Mas como assim conversar com Deus? Se você ainda tem essa dúvida, a leitura de Salmos te dará bons exemplos de conversas com Deus. O livro está repleto de orações. Alegres, melancólicas, eufóricas, tristes… E nos mostra bons exemplos de como conversar com Deus, de forma sincera e profunda.

Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto:

Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes? (Sl 8:3,4)

Quem sou eu para que Deus se importe comigo? Eu respondo… Sou pó. Sou pecado. Sou nada.

Mas Deus tem uma resposta cheia de misericórdia para nós. Para ele, nós somos sua criatura, a quem Ele mesmo coroou de glória e de honra. A quem Ele deu o domínio sobre toda Sua obra. (Sl 8:5-8)

Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra! (Sl 8:9)