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Deus de todos os lugares

Sou eu apenas um Deus de perto - pergunta o Senhor,
e não também um Deus de longe?
Poderá alguém esconder-se sem que eu o veja? - pergunta o Senhor.
Não sou eu aquele que enche os céus e a terra? – pergunta o Senhor.
(Jr 23:23-24)

No curso da história da humanidade temos visto o homem à procura de um Deus. Na ânsia por satisfazer os seus próprios desejos, muitas civilizações instituíram crenças politeístas, onde cada divindade tratava especificamente de um determinado assunto – havia deuses que controlavam fenômenos naturais, como o mar e os ventos, e ainda aqueles dedicados a sentimentos, como o amor e o ódio. Nesse sistema, de acordo com a carência do momento, o pedido é destinado a um ou outro deus. Infelizmente, o politeísmo não faz parte apenas da antiguidade, mas ainda está presente em muitas religiões modernas e naquelas que sobreviveram ao tempo.

Mas, meu inconformismo fica por conta da necessidade de tantos deuses, afinal, para que ter um deus para perto e um para longe (não, não estamos falando de óculos!), se há um único Deus que está em todos os lugares?

Mais uma vez a resposta está dentro de nós. Nossa teimosia e rebeldia nos faz tentar ser Deus e, por mais estranho que isso possa parecer, estamos tentando ser Deus quando instituímos falsos deuses e os adoramos. Sim, porque somos nós tentando estabelecer o que nós julgamos ser o melhor deus para nós – ainda que seja necessário mais de um.

Não podemos esconder nada de Deus. Ele preenche os céus e a terra. Ele é Deus de tudo e para todos. E os que crêem nEle, e somente nEle, beberão da água da vida.

“Mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.”
(Jo 4:14)

Tão-somente obedecer

Assim diz o Senhor, o seu redentor, o Santo de Israel:
“Eu sou o Senhor, o seu Deus, que lhe ensina o que é melhor para você, que o dirige no caminho em que você deve ir.
Se tão-somente você tivesse prestado atenção às minhas ordens, sua paz seria como um rio, sua retidão, como as ondas do mar.”
(Isaías 48:17-18)

Deus desejava o melhor para Israel, mas ainda assim, o povo preferiu ignorar Seus ensinamentos. Sofreram as consequências: veio o exílio.

O que faltou? Obediência.

Mas desde o começo dos tempo essa atitude já era esperada, afinal, Israel sempre foi um povo obstinado, teimoso… Acontece que teimosia não é ‘qualidade’ apenas dos descendentes de Jacó; todos nós temos essa característica. Vem de fábrica. Tentamos ser, a todo custo, dono de nossas próprias vidas. É o livre arbítrio. Nos faz acreditar que podemos ser como Deus e dificulta a sujeição a Ele. Foi escolha nossa. Foi o desejo de Deus que nos voltássemos para Ele conscientemente e não por obrigação. É um presente que devemos usar para nos aproximar do Senhor e não para nos afastar dEle.

Basta obedecer. Deixar de lado a teimosia e buscar as coisas que são do alto. Reconhecer nossas fraquezas e pedir ajuda ao Senhor. Se tão-somente obedecermos, teremos paz.

Corações obstinados

“Mas o meu povo não quis ouvir-me; Israel não quis obedecer-me.
Por isso os entreguei ao seu coração obstinado, para seguirem os seus próprios planos.” (Sl 81:11-12)

Não precisamos de inimigos. Quando nos rebelamos, não é preciso que Deus envie opressores para nos destruir, basta que Ele nos deixe sós por um instante, entregues às nossas próprias vontades humanas e pecadoras e nós mesmos nos jogaremos ao fundo do poço. E sim, às vezes o SENHOR nos permite andar segundo nossa própria vontade, para que percebamos que nossa teimosia só pode ter como consequência, ações desastrosas.

Deus poderia com muita facilidade nos obrigar a adorá-lo, mas esse não é o seu desejo. Ele deseja um culto consciente e verdadeiro e não um circo de marionetes. Por isso nos agraciou com o livre arbítrio e por isso permite os nossos tropeços, para aprendermos com os nossos erros e reconhecermos então, de coração, sua soberania sobre nossas vidas.

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.” (2 Cr 7:14)

Recomeço

Quase quarenta anos se passaram desde que os israelitas se recusaram a entrar na Terra Prometida. A maioria dos rebeldes já havia morrido durante a peregrinação pelo deserto. Chegava a hora de uma nova tentativa, uma nova chance. O plano de Deus para aquele povo iria se cumprir.

Não fosse sua teimosia e falta de fé, os israelitas teriam poupado muito sofrimento a si próprios. Já estariam a quarenta anos vivendo na terra fértil que lhes havia sido reservada. Mas, ao escolher o caminho da desobediência, trouxeram consequências que ultrapassaram gerações. Mas o plano de Deus não seria frustrado, afinal, o que são quarenta anos para Deus? O soberano SENHOR poderia esperar mil anos, mas seu plano seria bem sucedido, a promessa seria cumprida.

Assim como aconteceu com os israelitas, nossas ações geram consequências que afetam nossa vida. Eles podiam ter optado por seguir o caminho mais curto, evitando assim quarenta anos de dura jornada pelo deserto.

Obedecer a Deus é evitar as estradas sinuosas e cheias de pedregulhos e escolher o atalho, desfrutando assim de uma vida de paz e alegria.

A praga da teimosia

Sob o comando do faraó, os magos do Egito enfrentaram Moisés e Arão. Tentavam reproduzir os milagres enviados pelo SENHOR. Ao transformarem suas varas em serpentes (Êx 7:10-13), encorajaram a atitude obstinada de faraó: Ele não deixaria os israelitas partirem do Egito facilmente.

Já sabemos que dez pragas virão sobre o Egito na sequência desta história. Mas o curioso é que já na terceira praga os magos do Egito se convenceram de que aqueles fenômenos que assolavam os egípcios só podiam ser o dedo de Deus (Êx 8:18-19). Ainda assim, o coração endurecido de faraó faria com que o Egito sofresse também as próximas sete pragas…

Às vezes nossas atitudes para com Deus são de teimosia. Queremos a todo custo mostrar que nós é que estamos certo e que é possível fazer as coisas do nosso próprio jeito, assim como fez faraó. Nascemos egocêntricos e Deus também é alvo desse nosso sentimento, infelizmente. Mas é preciso quebrantar o coração e se render à soberania da vontade do SENHOR. E para que isso seja possível, orar, conversar com Deus, é um excelente exercício:

Teus, ó SENHOR, são a grandeza, o poder, a glória, a majestade e o esplendor, pois tudo o que há nos céus e na terra é Teu. Teu, ó SENHOR, é o reino; Tu estás acima de tudo.
A riqueza e a honra vêm de Ti; Tu dominas sobre todas as coisas. Nas Tuas mãos estão a força e o poder para exaltar e dar força a todos.
Agora, nosso Deus, damos-te graças, e louvamos o Teu glorioso nome. 
(1 Cr 29:11-13)

259º dia: Ez 19-21

Por inúmeras vezes Israel se desviou completamente dos caminhos de Deus e despertou a ira do SENHOR. Mas também por inúmeras vezes este povo foi tratado com amor e misericórdia e teve a oportunidade de se arrepender e de voltar a viver em comunhão com Deus. Se dependesse de seus próprios atos, Israel não teria sobrevivido ao deserto, na fuga do Egito. Esse povo teimoso e rebelde rapidamente se esquecia de toda a benevolência que Deus lhes concedia diariamente e ao longo de gerações e passava a praticar atos repugnantes diante do SENHOR, adorando deuses feitos por mãos humanas, sacrificando seus filhos diante de altares pagãos, etc, etc.

Precisamos nos esforçar para buscar uma vida reta e justa. Ainda assim, não atingiremos a perfeição, pois o pecado vive dentro de nós. Mas poderemos contar com o amor do SENHOR, que não nos julgará de acordo com nossas atitudes erradas e nos concederá libertação.

Vocês saberão que eu sou o Senhor, quando eu tratar com vocês por amor do meu nome e não de acordo com os seus caminhos maus e suas práticas perversas. (Ez 20:44)

83º dia: Jz 19 a 21

O final de Juízes está longe de ser feliz. Os pecados recorrentes levaram o povo a guerrear entre si e a tribo de Benjamim quase foi extinta. Quanta tragédia! Cada um fazia o que lhe parecia certo… (Jz 21:25) E acabaram dizimados por suas próprias mãos. É isso o que acontece quando teimamos em seguir as nossas vontades e não a de Deus: somos aniquilados por nossas próprias ações. Todo o livro de Juízes é um grande exemplo do que acontece quando nos afastamos do caminho de Deus.

Amanhã chego no livro de Rute. Me acompanhem nessa jornada! FIQUEM COM DEUS