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Sem força e violência

Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos. (Zc 4:6)

Parte dos exilados de Israel haviam retornado à Jerusalém e iniciado a reconstrução do Templo do Senhor. Entretanto, enfrentavam muitas dificuldades para concluir a tarefa. O rei Artaxerxes os havia proibido de continuarem a obra (Ed 4 21-24). Eles estavam cansados, oprimidos e desencorajados.

E então, em visão, Deus fala a Zacarias. As palavras não poderiam ser mais encorajadoras e apropriadas para a ocasião.

Os israelitas já não tinham mais forças, mas ainda que tivessem, não chegariam a lugar algum confiando apenas em seus próprios músculos. Somente através do Espírito de Deus teriam sucesso, não por seu próprio poder ou recursos.

O Espírito de Deus é dado também a nós sem medida. Não é o esforço humano que faz a diferença. A obra do Senhor não é realizada pela força humana.

O livro da lei

Em 2011 li a bíblia toda pela primeira vez e me deparei com uma série de histórias desconhecidas para mim até então. Hoje já reli mais da metade da bíblia, mas agora a sensação é diferente… Começo a descobrir os meus textos favoritos e a encontrar coisas novas em trechos já lidos e muito conhecidos.

Um dos textos que eu mais gosto (se é que é possível classificar desta forma), é o relato do reinado de Josias, na ocasião em que ele inicia a restauração do templo, encontra o livro da lei e firma um compromisso com Deus (2 Rs 22 e 2 Cr 34).

Josias foi um bom rei. Ele fez o que o Senhor aprova e andou nos caminhos de Davi, seu predecessor, sem desviar-se nem para a direita nem para a esquerda (2 Rs 22:2, 2 Cr 34:2). Josias desejou restaurar o templo e designou os levitas para liderarem o trabalho, mas ele não podia imaginar que esta atitude lhe revelaria muito mais do que as velhas paredes daquele velho templo… Esquecido em meio aos escombros adormecia o livro da lei. O sumo sacerdote Hilquias, quando o encontrou, parece ter ficado sem ação… Quando imagino esta cena, visualizo Hilquias quase em estado de choque. Depois de uns minutos ele então compartilha a descoberta com o secretário Safã e então ficam os dois em choque. Que grande descoberta! O que fazer com este livro? O que significam estas palavras?

A ação óbvia foi levar o livro ao rei Josias, que saberia o que fazer. E ele de fato soube!

Josias era um homem de Deus, mas não conhecia o livro da lei. Provavelmente a maioria daquela geração sequer havia ouvido falar da lei de Moisés, consequência natural de uma nação governada tantos anos pela maldade, pela iniquidade e pela idolatria.

Ao ouvir as palavras daquele estranho livro, Josias se desesperou, pois percebeu o quão distante ele e todo o seu povo estavam de Deus. Mas, decidido a fazer o que é certo, tomou uma decisão que eu considero das mais bonitas em toda a bíblia: reuniu todo o povo, dos mais simples aos mais importantes, e compartilhou com todos as palavras daquele livro, lendo-o em voz alta ele próprio, o rei. Ao final todos se comprometeram a cumprir a aliança de Deus.

Nossa, que emoção deve ter tomado conta dos corações presentes naquele momento! Um verdadeiro culto com sinceridade, fé e alegria. Todos juntos adorando o único Senhor.

Com essa história aprendemos algumas coisas:

1- É bom compartilhar a Palavra de Deus com os que amamos. Devemos ficar felizes ao ver outras pessoas desfrutando a graça de Deus.

2- Devemos amar a todos. Só assim seremos capazes de nos afastar do egoísmo e levar a Palavra de Deus a todo o mundo.

3- Deus é o objetivo de nosso culto. Não importa se individual ou coletivo; se Deus não estiver presente, não haverá corações quebrantados.

4- Cultos coletivos fortalecem os indivíduos. Juntos somos mais fortes, suportamos uns aos outros, incentivamos uns aos outros.

Incomparável

Assim diz o Senhor:
“O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés. Que espécie de casa vocês me edificarão? É este o meu lugar de descanso?”
“Não foram as minhas mãos que fizeram todas essas coisas, e por isso vieram a existir?”, pergunta o Senhor. 
(Isaías 66:1-2)

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra,
não habita em templos feitos por mãos de homens;

Nem tampouco é servido por mãos de homens,
como que necessitando de alguma coisa;
pois Ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas.

(At 17:24-25)

Definitivamente, nosso Deus é incomparável!

Pedidos de oração

Depois de muitos anos de trabalho o Templo do Senhor estava construído e o rei Salomão orou a Deus ajoelhado diante do povo.

Salomão louvou ao Senhor e orou por seu povo. Ele fez cinco pedidos básicos:

1) A presença constante de Deus (1 Rs 8:57)
2) O desejo de fazer a vontade do Senhor em tudo (1 Rs 8:58)
3) O desejo e a habilidade de obedecer aos decretos e às ordens de Deus (1 Rs 8:58)
4) A ajuda relacionada a cada necessidade diária (1 Rs 8:59)
5) A expansão do reino de Deus para o mundo inteiro (1 Rs 8:60)

Estes pedidos de oração são igualmente importantes em nossos dias. Quando oramos por nossa igreja ou família, podemos fazer estes mesmos pedidos ao Senhor.

Fonte: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

 

Que o Senhor, o nosso Deus, esteja conosco, assim como esteve com os nossos antepassados. Que Ele jamais nos deixe nem nos abandone!

E faça com que de coração nos voltemos para Ele, a fim de andarmos em todos os seus caminhos e obedecermos aos seus mandamentos, decretos e ordenanças, que deu aos nossos antepassados.
E que as palavras da minha súplica ao Senhor tenham acesso ao Senhor, ao nosso Deus, dia e noite, para que Ele defenda a causa do seu servo e a causa de Israel, seu povo, de acordo com o que precisarem.
Assim, todos os povos da terra saberão que o Senhor é Deus e que não há nenhum outro. (1 Rs 8:57-60)

Deus construtor

Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.

Como é feliz quem teme ao Senhor, quem anda em seus caminhos!
Você comerá do fruto do seu trabalho, e será feliz e próspero.
Sua mulher será como videira frutífera em sua casa; seus filhos serão como brotos de oliveira ao redor da sua mesa.
Assim será abençoado o homem que teme ao Senhor!
(Sl 127:1 / 128:1-4)

Salomão se empenhou pra construir a morada de Deus, o Templo tão desejado por seu pai, Davi. Mas ele sabia que por mais que se esforçasse, de nada valeria o trabalho, se  Deus não estivesse presente.

Foram sete anos para que a obra fosse concluída (1 Rs 6:38), e tudo foi feito para honra e glória do Senhor.

Com Deus reinando em nossas vidas, todas as nossas obras serão concluídas com êxito. Louvemos ao Senhor!

Agradecer por tudo

Davi desejava construir uma casa para a arca da aliança. Ele não se conformava por viver em um confortável palácio enquanto o próprio Deus, representado pela arca, habitava em uma simples tenda (2 Sm 7:2, 1 Cr 17:1).

Por meio do profeta Natã, Deus avisou Davi que não seria ele o construtor de um templo para a arca, mas sim o seu descendente, um de seus filhos, o faria (2 Sm 12-13, 1 Cr 17:11-12).

Davi poderia ter se entristecido com a notícia, afinal o seu desejo de construir o templo era grande e verdadeiro. Ele poderia ter questionado a decisão de Deus, afinal, porque não poderia construir o templo? Mas o rei Davi não lamentou, não chorou… Sabe o que ele fez? Orou a Deus agradecido por ter escolhido sua família para construir o templo e por ter estabelecido uma aliança com ela para sempre.

Mesmo diante de notícias contrárias à nossa própria vontade, devemos agir como Davi, com gratidão. Lamentar, chorar, espernear não vai ajudar, mas manter um espírito de louvor e adoração, agradecendo por tudo, sempre, trará alegria e serenidade às nossas vidas.

Sempre tenho o SENHOR diante de mim. Com Ele à minha direita, não serei abalado. (Sl 16:8)

Sacrifício de louvor

Por onde ia, Abrão construía um altar dedicado a Deus (Gn 12:7 / 13:4). Diante do altar Abrão oferecia sacrifícios e invocava o nome do SENHOR em oração.

Bom, nós não precisamos construir altares, pois, se somos templo de Deus e temos o Espírito de Deus habitando em nós (1 Co 3:16), isso significa que carregamos conosco o altar, no nosso coração.

E também não precisamos oferecer sacrifícios de animais, mas por meio de Jesus, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o Seu nome (Hb 13:15).

Não precisamos construir altares por onde vamos, mas não podemos esquecer de oferecer a Deus sacrifícios de louvor. Não tire férias de Deus. Convide-o para estar com você, sempre, em todos os lugares.

281º dia: Ed 5-7

Então respondeu Jó ao SENHOR, dizendo:
“Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.” (Jó 42:1-2)
 

Jó estava certo. Vejam só como o que parecia impossível aconteceu para que o Templo do SENHOR fosse reconstruído:

Mesmo com muitas pessoas influentes tentando impedir que os judeus concluíssem a obra (Ed 5:3), eles não foram impedidos de trabalhar, pois os olhos de Deus estavam sobre seus líderes (Ed 5:5). E mesmo os reis da Pérsia tiveram seus corações tocados pelo SENHOR e não apenas permitiram a construção do templo, mas também ajudaram financeiramente para que se fizesse a obra. E assim eles terminaram a reconstrução do templo conforme a ordem do Deus de Israel e os decretos de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, reis da Pérsia. (Ed 6:14)

Prosseguir parece difícil? Confie em Deus e persevere, pois, se for da Sua vontade, Ele irá tirar as pedras do caminho, mesmo que para isso seja necessário amolecer o coração do mais poderoso rei da terra.

276º dia: Ed 1-4

O fim do exílio aconteceria tal qual proclamado pelos profetas. Depois de setenta anos a Babilônia seria castigada por suas iniquidades (Jr 25:12) e então a promessa em favor do povo de Israel, de serem levados de volta à sua própria terra, seria cumprida (Jr 29:10). A permissão para que seguissem viagem de volta à Jerusalém foi concedida pelo rei Ciro, ainda no primeiro ano do seu reinado (Is 44:28). E então os líderes das famílias de Judá e de Benjamim, como também os sacerdotes e os levitas, todos aqueles cujo coração Deus despertou, dispuseram-se a ir para Jerusalém e a construir o templo do Senhor (Ed 1:5). Depois da viagem, começaram a construir o altar do Deus de Israel para nele sacrificarem holocaustos, conforme o que está escrito na Lei de Moisés, homem de Deus (Ed 3:2). O altar representava a presença de Deus e este grupo de pessoas, que tinha acabado de enfrentar uma longa e cansativa viagem de volta para casa, desejava arduamente viver segundo os mandamentos de Deus. O altar foi construído antes mesmo de qualquer parede ou porta. Agora o povo estava consciente de que Deus era o principal em suas vidas. Ofereceram sacrifícios, celebraram a festa dos tabernáculos (Ed 3:3-4)… Estavam dispostos a seguir com obediência aquele que os havia livrado do cativeiro: o Deus único e verdadeiro.

266º dia: Ez 40-42

Ezequiel teve a visão do templo ideal, o local perfeito para adoração a Deus. Nunca foi construído um templo como este! Também, não é difícil perceber que algo construído por mãos humanas nunca chegaria perto da perfeição que Ezequiel pôde contemplar.

Mas, houve templo perfeito neste mundo:

Jesus lhes respondeu: “Destruam este templo, e eu o levantarei em três dias”.
Os judeus responderam: “Este templo levou quarenta e seis anos para ser edificado, e o senhor vai levantá-lo em três dias?”
Mas o templo do qual ele falava era o seu corpo.
Depois que ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se do que ele tinha dito. Então creram na Escritura e na palavra que Jesus dissera.
(Jo 2:19-22)

Nós somos com Cristo parte de um mesmo corpo, a igreja, da qual Ele é a cabeça.

Deus colocou todas as coisas debaixo dos pés de Jesus e o designou como cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância. (Ef 1:22-23)

Portanto hoje somos nós, em Cristo, o templo perfeito neste mundo. Dentro de nós habita o Espírito Santo de Deus para operar o amor, a justiça e a misericórdia.

Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? (1 Co 6:19)