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Tentação no deserto

Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.

Então o diabo o levou à cidade santa, colocou-o na parte mais alta do templo e lhe disse:

“Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui para baixo. Pois está escrito:
‘Ele dará ordens a seus anjos a seu respeito, e com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra’”.

Jesus lhe respondeu: “Também está escrito:
‘Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus’”. 

(Mt 4:1, 5-7) – Leia também em Lc 4:9-12

Na tentativa de desviar Jesus de seus caminho, o diabo usou a própria Palavra de Deus. Compare suas palavras com o que diz Salmos 91:11-12

Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos; com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra.

Mas então isso significa que o diabo conhece a a Bíblia?

Sim, conhece. E muito! E vai usar isso sem qualquer escrúpulo contra aqueles que não souberem se defender, distorcendo palavras, inventando interpretações e usando a desculpa de que “está escrito”.

Mas como, então se defender de mais essa estratégia ardilosa?

Sendo como Jesus, conhecedor profundo da Palavra, de forma que não seja possível ser enganado pelo uso indecoroso de trechos isolados das escrituras.

Não é à toa que a bíblia é comparada à uma arma:

Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração. 
(Hb 4:12)

E se tanto nós como o diabo empenhamos a mesma espada, vencerá aquele que tiver maior intimidade com o instrumento e portanto, maior habilidade para manusear a arma e derrotar o inimigo.

Precisava de um incentivo para ler mais a bíblia? Aqui está.
Nos desertos da vida, o diabo irá usar a Palavra de Deus contra você.
E então, quem vencerá?

Sem aborrecimento ou inveja

A leitura de hoje começou com o Salmo 37…

Sabe quando você abre a bíblia e é como se ela literalmente estivesse conversando com você? Foi assim logo que li o primeiro versículo deste texto:

Não se aborreça por causa dos homens maus e não tenha inveja dos perversos; pois como o capim logo secarão, como a relva verde logo murcharão.
(Sl 37:1)

Não se aborreça por causa dos homens maus e não tenha inveja dos perversos… essas palavras ficaram ecoando na minha mente até o final da leitura. Não tinha como não escrever sobre isso hoje.

Estamos cercados de homens maus e perversos. Pessoas que nos aborrecem e que nos maltratam. Estou certa de que você certamente tem ou já teve alguém assim em sua vida, no trabalho, na escola ou mesmo na família. Nossa reação, quase sempre é aborrecimento e inveja. Ficamos aborrecidos porque não entendemos os motivos que levam as pessoas a agirem com maldade, o que às vezes nos leva a retribuir a maldade. Sentimos inveja porque vemos o mal prosperar enquanto o justo sofre. Mas a Palavra de Deus é clara: Não se aborreça por causa dos homens maus e não tenha inveja dos perversos.

E o aconselhamento não termina aí:

Confie no Senhor e faça o bem; assim você habitará na terra e desfrutará segurança.
Deleite-se no Senhor, e Ele atenderá aos desejos do seu coração.
Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nEle, e Ele agirá:
Ele deixará claro como a alvorada que você é justo, e como o sol do meio-dia que você é inocente.
Descanse no Senhor e aguarde por Ele com paciência; não se aborreça com o sucesso dos outros, nem com aqueles que maquinam o mal.
Evite a ira e rejeite a fúria; não se irrite: isso só leva ao mal.
(Sl 37:2-8)

Se retribuirmos o mal com o mal, nos tornaremos semelhantes aos homens maus e perversos que repudiamos. Melhor mesmo é retribuir o mal com o bem, e buscar a semelhança com o único digno de servir de exemplo, Jesus, que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado (Hb 4:15).

Tentação, pecado, arrependimento e perdão

1) Davi peca novamente ao numerar Israel (2 Sm 24:1-13)

O censo de Davi trouxe um desastre porque, de um modo diferente do censo feito no livro de Números (Nm 1 e 2), que havia sido ordenado por Deus, este foi feito para que Davi pudesse se orgulhar da força de seu exército. Ao determinar sua força militar, passou a confiar mais no poderio militar do que em Deus.

Há uma tênue linha divisória entre sentir-se seguro por confiar no poder de Deus e se tornar orgulhoso por ter sido usado por Deus para grandes propósitos.

2) A tentação de Satanás não justifica o ato pecaminoso de Davi (2 Sm 21:1)

O texto bíblico diz que Satanás incitou Davi a levantar o censo de Israel. Satanás pode forçar as pessoas a errar? Não. Satanás apenas tentou Davi com a ideia, mas o rei decidiu agir de acordo com a tentação. Desde o jardim do Éden, Satanás tem tentado as pessoas. O censo de Davi não era contrário à lei de Deus, mas sua motivação estava errada – o orgulho por seu poderoso exército. Esquece-se de que sua verdadeira força vinha de Deus. Até mesmo Joabe, que jamais foi conhecido por elevados ideais morais, reconheceu que este censo seria um pecado.

A partir do exemplo de Davi, aprendemos que uma ação, que pode não estar propriamente errada, pode se tornar pecaminosa se for motivada pela cobiça, pela arrogância ou pelo egoísmo. Frequentemente, nossos motivos, não a ação em si, contêm pecado. Devemos pesar constantemente nossos motivos antes de agirmos.

3) Davi se arrepende e pede perdão. É perdoado, mas sofre as consequências de seus atos (2 Sm 24:8-14)

Quando Davi conscientizou-se de seu pecado, assumiu total responsabilidade, admitiu que estava errado e pediu que Deus o perdoasse.

Muitas pessoas querem acrescentar Deus e os benefícios do cristianismo em suas vidas sem reconhecer seus pecados e culpas pessoais. A confissão e o arrependimento, porém, devem vir antes de se receber o perdão. Como Davi, devemos assumir total responsabilidade por nossas ações e confessá-las a Deus antes. Depois podemos esperar que Ele nos perdoe e continue a operar em nós.

O post de hoje é uma adaptação de: Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (Ed. CPAD)

302º dia: Lc 4-6

Ao ser tentado no deserto, Jesus usou uma poderosa arma: a Palavra de Deus. A assim a tentativa do diabo de frustrar os planos de Deus fracassou. Louvado seja o SENHOR por isso!  (Lc 4: 1-13)

Em Efésios, o apóstolo Paulo usa uma boa ilustração para nos ajudar a enfrentar as artimanhas do inimigo.

“Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo, pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.
Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo.
Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz.
Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno.
Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.”
(Ef 6:11-17)

Todos os elementos relacionados por Paulo são instrumentos de defesa (cinto, couraça, calçado, escudo) com exceção de um único: a espada!
A defesa é necessária, mas, se for preciso atacar, estaremos prontos se conhecermos a Palavra de Deus.

2º dia: Gn 3 a 5

A queda do homem. Como não se identificar com a narrativa da tentação? A serpente astuta que instiga a mulher a comer do único fruto proibido no jardim. Ora, o fruto era bom pra se comer e agradável aos olhos. Te lembra alguma coisa? A mim sim! Quantas e quantas vezes nos deparamos com situações semelhantes. Uma pessoa com boa conversa que insiste para que façamos algo que, aos nossos olhos, parece bom e agradável. Eva tomou sua própria decisão. Adão também, quando aceitou o fruto oferecido pela esposa. Eles não submeteram seus desejos e suas decisões a Deus. E sofreram as consequências de seus atos, eles e todos nós, seus descendentes. Essa história é um exemplo de como não devemos agir. Gostei muito da leitura. Espero que daqui pra frente eu consiga cada vez mais submeter minhas vontades a Deus e fazer com que meus atos sejam para a glória dEle.

Caim e Abel. O primeiro assassinato da humaninade. O primeiro exemplo do que o mundo viria a se tornar no futuro.

No Capítulo quinto, e último de hoje, um personagem em especial me chama a atenção. Enoque. Diferentemente dos demais citados Enoque não morreu, pois “andou Enoque com Deus; e não mais se viu, porquanto Deus para si o tomou”. Não é lindo isso? Quero eu também andar com Deus e por ele ser tomada. Que Deus me ajude a suportar as tentações desse mundo para conseguir estar cada vez mais perto dEle.